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Parabéns pro Lacerda

Depois de um mês e meio de ausência - "férias forçadas", digamos assim -, o blog retorna em 2011. Já analisando algumas coisas que aconteceram no último mês de 2010.

Uma delas, a mais polêmica de todas e que encerrou o ano com "chave de ouro". Uma pesquisa do DataFolha elencou Márcio Lacerda como o melhor prefeito dentre oito capitais pesquisadas. Matéria do O TEMPO:

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), foi o mais bem avaliado dentre os prefeitos de oito capitais, segundo pesquisa DataFolha, divulgada ontem. Realizado entre os dias 17 e 19 de dezembro, o levantamento apontou que 54% dos moradores da capital mineira consideram a gestão de Lacerda ótima ou boa e apenas 10% a consideram ruim ou péssima. A nota média dada a Lacerda, de zero a dez, foi 6,6.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), ficou em segundo lugar, com nota 6,5. José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, recebeu 5,9 de nota da população, e Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio de Janeiro, 5,8. Todos os quatro estão em primeiro mandato. Em quinto lugar no ranking, vem o prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com nota média de 5,4.

Se não, vejamos: quiproquó do FIT + proibição de eventos na Praça da Estação + realização de eventos com praças públicas fechadas e cercadas, gerando uma moção de repúdio até da tia do prefeito + diminuição da quantidade de viagens nos ônibus coletivos + obras que não satisfazem ao anseio popular (para que a construção daquele viaduto na Lagoinha?) + a desistência da procura por um transporte de qualidade e eficiente, implantando o BRT como paliativo e esquecendo de lado o metrô + medidas obreiras que contribuirão com as cheias do Arrudas e do Onça (a continuação do Boulevar Arrudas e a Linha Verde) = um bom "prefeito.

Parabéns, Lacerda! Conseguiu mais uma vez manter BH sem a expansão do Metrô, fazendo acordo com os empresários dos ônibus. BRT não vai aguentar a pressão, porque Belo Horizonte é bem maior que Curitiba.

Parabéns, Lacerda, por dobrar o preço do Restaurante Popular. Subsídio zero a quem tem fome.

Parabéns, Lacerda, por ter uma diretoria incompetente na Fundação Municipal de Cultura, fazendo com que o FIT fosse cancelado e, depois, des-cancelado.

Parabéns, Lacerda, por diminuir a verba para a educação e aumentar em oito vezes a verba para publicidade (de R$ 4 milhões a R$ 32 milhões). Propaganda é a alma do negócio, e a cidade faz parte dele.

Parabéns, Lacerda, por sortear bolsas de escolas particulares, mas não investir na educação básica. Tudo bem que a tarefa constitucional de um município é deste se preocupar até o nono ano do Ensino Fundamental. Mas veja o tamanho da cidade: será que haveria como o Estado de Minas Gerais aguentar toda a demanda do Ensino Médio? Faltou um pouquinho só de bom-senso. Só um pouquinho.

Márcio Lacerda, orgulho de Belo Horizonte. Só que não.

Vende-se uma cidade

Era uma vez uma cidade. Linda, com uma estrutura razoável, clima agradável e tudo o mais. Já foi, inclusive, considerada uma das melhores capitais do mundo para se viver. Teve sua gestão considerada a melhor do país e a oitava melhor da América Latina.

Só que veio 2008 e as eleições municipais. E um senhor de ultrajante comportamento tomou posse como "prefeito". Justifico as aspas ao me referir ao sr. Márcio Lacerda porque ele não passa de um empresário querendo gerir uma cidade como se fosse uma empresa.

Aguentem a mais nova onda do imperador Lacerda:

Por Carlos Alberto Cândido

Está no noticiário, mas ninguém parece ter se dado conta da importância do fato nesta cidade de imprensa submissa: o prefeito Márcio Lacerda (PSB) vai promover a maior privatização de bens públicos que Belo Horizonte e talvez qualquer cidade brasileira já viu. Serão 81 imóveis municipais, que irão a leilão, inclusive o Mercado Distrital da Barroca e a mansão residencial do prefeito, localizada às margens da Lagoa da Pampulha, próximo do Museu de Arte, e que tem um painel de Guignard. A informação é que o painel será retirado, mas até que isso aconteça, é melhor desconfiar.

O pior, porém, é ver dezenas de terremos desocupados, com tamanhos variando entre 1 mil e 10 mil metros quadrados, segundo notícia do Estado de Minas, se transformarem em mais espigões. Se tem uma coisa de que Belo Horizonte não precisa hoje é que áreas públicas se transformem em empreendimentos imobiliários. Muito melhor seria ver esses lotes virarem praças e parques, para lazer da população, com muitas árvores para ajudar a despoluir o ar. Ao contrário do que se diz, Belo Horizonte tem pouquíssimas áreas verdes; tem muitas árvores, mas elas estão nos passeios.

Para piorar a situação, o prefeito gosta de privatizar espaços públicos, como fez com a Praça da Estação, cujo uso agora só se dá mediante pagamento de aluguel. E gosta também de transformar áreas verdes em empreendimentos imobiliários, como está fazendo com a Mata do Isidoro, que será transformada na Vila da Copa, visando a abrigar delegações para a Copa da Fifa.

A privatização dos espaços públicos será certamente a marca do mandato do prefeito empresário, que tenta administrar Belo Horizonte como uma empresa: o que não dá lucro – cultura, por exemplo – não tem serventia. Não à toa recebeu vaia monumental do maior auditório da cidade, o Palácio das Artes, durante o Festival Internacional de Teatro (FIT), em agosto passado. Já tinha passado por isso na festa de encerramento do festival Comida di Buteco, em maio.

Empresário da cidade, o prefeito atua como auxiliar do capital, que destrói rapidamente todos os espaços vazios da cidade, derruba casas, escolas e até clubes – como acontecerá, ao que tudo indica, com o centro de lazer do América, no Bairro Ouro Preto – para erguer no lugar enormes edifícios.

É dever da prefeitura conter a especulação imobiliária, em defesa da qualidade de vida para os belo-horizontinos. Em vez disso age ela também a favor da deterioração do município. A intenção, diz a notícia, é fazer um caixa de R$ 200 milhões. O mercado vale no mínimo R$ 19,5 milhões; a casa do prefeito, R$ 1 milhão (só? Este é o preço de um apartamento na zona sul…). O governo FHC mostrou o que acontece com dinheiro de privatizações: desaparece sem trazer nenhum benefício social.

É incrível que nenhum representante dos belo-horizontinos, nenhum vereador, nenhuma organização da sociedade tenha ainda se levantado contra a realização desse crime contra o patrimônio público, movendo, inclusive, uma ação na justiça.


Incrível é acreditar que Lacerda é cogitado à reeleição. Sem mais.

Como ironizar um policial quando todos os carros à sua frente são liberados da blitz e o seu é barrado porque você é negro

Havia eu me encontrado com alguns amigos na região do Ouro Preto, Pampulha. Era meia noite quando decidimos ir embora. 

Eu estava de carona (assim como um casal de amigos meus, que iam no banco de trás), quando passamos pela Av. Antônio Carlos. Era dia de Axé, e uma blitz era realizada na avenida, em frente à Brasvel, sentido Centro. 

Percebemos o afunilamento do trânsito e deduzimos: era uma operação policial. Ao se aproximar da blitz, exclamei a todos do carro, em tom de "Todo Mundo Odeia o Chris": 

- Quer ver que só porque sou preto eles vão parar o carro?

Havia três carros à nossa frente. Os três liberados, o nosso parado. Caixa! A profecia se cumpria. Detalhe para a mão do policial no coldre da arma. Um outro acompanhava, com uma... escopeta. Não sei se era realmente, mas com certeza o calibre era grosso. Ui!

Indignado, nervoso (eu sempre fico nervoso em blitz, vai saber o porquê), mas ao mesmo tempo achando graça da palhaçada, fomos abordados. E nos foi solicitado que saíssemos do carro. Era uma dupla de PMs que realizava a operação.

Fazia frio, ventava, mas resolvi brincar com a situação: ficando nu da cintura para cima (mesmo sem ainda ter sido solicitado), tirei a blusa e coloquei no teto do carro. Desabotoei a minha camisa e a joguei ao lado da blusa. Por pouco, mas por muito pouco, não desabotoei o cinto - mas fiz menção: encarando o gambé, indaguei: "precisa que eu tire as calças?" "Não", ele respondeu, "mas levanta a barra da calça, por favor". Por favor. Sei.

Sem encostar as mãos (diferente das outras batidas que tomei, sempre de madrugada e desejoso de retornar para casa, correndo atrás de ônibus ou o esperando no ponto), solicitou o guarda que me recompusesse. Daí, conversando com meu outro amigo (o que não dirigia, pois este estava mostrando o carro ao outro guarda), comecei a contar - em alto e bom tom - das outras situações nas quais havia eu tomado geral. E de uma em particular, que não se concretizou como geral:

- Sabe, teve um dia que eu passei de carro com dois amigos, todos os dois pretos. Passamos perto de uma blitz e não fomos parados nem nada. Sabe, eu até estranhei: "uai, três pretos num carro e policial não parou a gente? Tem alguma coisa errada..."

Sem graça de terem ouvido isso, os políciais nos liberaram rapidinho.

Essa é a nossa PM. Ela é assim aqui em Belo Horizonte, em Minas Gerais e no País. É um movimento recíproco: se ela julga os livros pela capa, estereotipando os cidadãos em categorias, assim fazemos, num movimento de vai-e-volta. Ou vai me dizer que você se sente mais seguro por existir mais policiais nas ruas?

"Eles estão fazendo o serviço deles", diria você. Sim, um serviço esse deveras relevante, de apontar o dedo a um tipo típico como "portador" de uma identidade negativa. O problema não está no trabalho deles, mas como se utilizam dele para reforçar um status quo - que, se não for contestado, assim ficará ad eternum

Hugo Neves. Ou Aécio Chávez.

Se vocês, estimados leitores, estão preocupados com a situação da Venezuela - de uma poda explícita às críticas do governo Chávez -, dá um minutão e olha esse post aqui.

Seu nome é Aécio Neves. Sua função é Governador do Estado (ou Capitania, depende...) de Minas Gerais. Sua principal qualidade: conseguir uma bela, boa e límpida imagem de si mesmo, desde que ascendeu ao governo, em 2003. E, de certa forma, é uma pessoa competente. Seu principal defeito: calar a boca da imprensa mineira para conseguir essa imagem de bom-moço.

O que há de semelhante entre Hugo Chávez e Aécio Neves? Uma coisa: o desejo de esconderem as críticas que lhes assombram a aura.


Para o lado de Chávez, a bomba vem estourando há mais tempo. Isso não são indícios de má governança, mas de um desejo puro e simples: calar os críticos. E, como é o Chávez, notícias acerca disso espalham-se feito rastro de pólvora. Vejam essa manchete:

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou ontem o fechamento da Rádio Caracas Televisão (RCTV) e de outros canais a cabo na Venezuela. O presidente da organização, Alejandro Aguirre, questionou a "intolerância" do governo de Hugo Chávez com a liberdade de imprensa no país. "A SIP continuará criticando e condenando as ações de um governo que há muitos anos está se apoiando em leis intolerantes para atacar a liberdade de imprensa e fechar meios de comunicação independentes", disse. Os Estados Unidos também manifestaram preocupação com o fechamento dos canais. (Fonte: Estadão)

Sim, o Chávez fechou mais tevês pela Venezuela. Uma atitude abominável, diria eu. Até porque as críticas servem para o crescimento pessoal e profissional, certo? Bom, não é isso que vejo que o Chávez vê. Pode até ser que o fechamento teve motivos aparentemente razoáveis: a ocorrência da injúria, da calúnia e da difamação ao presidente venezuelano nos canais supracitados.

Isso justificaria o fechamento cru de uma emissora? No Brasil não, até porque no nosso país a gente sempre dá um... "jeitinho". E aqui, pelas montanhas mineiras, o que mais se tem é jeito. Para tudo, para todos.

Aqui, Aécio é ídolo. É rei. É lindo. É gato. É pop. É tudo, menos condenscendente com críticas.



Lembram-se que o Mineirão há alguns anos sediou um Brasil e Argentina? Jorge Kajuru, na época, trabalhava para a TV Bandeirantes e veio cobrir o "evento". Pois bem: após fazer uma severa (porém deveras verdadeira) crítica ao governador Aécio Neves, em 2 de junho de 2004, ao vivo, o cabra foi sumariamente retirado do ar. (Se não se lembra, clique aqui e leia. É bom que você fique sabendo disso.) Em seguida, foi demitido. Sumariamente, sem quaisquer direitos de resposta.

Em seguida, outro episódio:

Em setembro de 2003, o editor de economia do Estado de Minas, Ugo Braga – também profissional com longa trajetória no jornalismo – publicou uma minúscula nota que informava que a popularidade de Aécio, naquele momento, era a terceira pior entre os governadores do país e só ganhava dos de Sergipe e de Roraima. Também depois de pressão do governo do estado, foi chamado por seu superior e convidado a aceitar ser realocado. Aceitou, mas logo depois foi convocado a uma segunda reunião e informado que nem mesmo a solução da realocação era mais possível, pois “a pressão era muito forte.” Ugo Braga foi demitido do Estado de Minas ali mesmo.

(...)

Em todos esses casos, as vítimas testemunharam que seus veículos de comunicação sofreram intensa pressão do governo do estado, especialmente na pessoa da capanga-mor Andréia Neves [irmã de Aécio]. Também testemunharam que depois de suas demissões ninguém em Minas Gerais aceitava dar-lhes emprego, nem mesmo, como disse um deles, de “jornalista de sindicato do interior.” (Fonte)

Não posso me esquecer do caso do professor Massote. Toda a vida, desde quando o neto do Tancredo era deputado, Massote o criticava. Fernando Massote foi demitido por escrever um artigo no Estrago Estado de Minas por dizer coisas que desagradavam o já governador, sabe? Não pode falar mal, tem sempre que apoiar quem tá no turno. E isso, o Estrago Estado de Minas sabe fazer bem. Vejam o caso, clicando aqui.





E aí, o que é pior? Fechar uma TV por criticar o seu governo ou aplicar um cala-a-boca subvencionado pelas excessivas propagandas do governo? Sério que um tá mais certo que o outro?

Bom, pelo menos ficamos sabendo das mazelas do Chávez.

Dá um minutão e pensa aí.

Aécio, reencarnação de Tutankâmon

Para começar a semana, trago humilde e solenemente o texto do prof. Fernando Massote, uma voz crítica a Aécio Neves em Minas Gerais. Fiquem à vontade.




O FARAÓ AÉCIO NEVES


Dizem que Aécio Neves, vivendo em eterna crise adolescencial, não gosta muito que se lembrem do seu avô, cuja memória o coloca sempre como um “filho do avô”, ou seja, alguém que se lançou na política graças a Tancredo, exibindo permanentemente a carência de uma militância política originária (e original) motivando um perfil moral capaz, este sim, de lhe dar “vôo próprio”.



Esta falta de seiva própria o faz um governante dado a “performances” permanentemente desencaixadas do sentimento popular e a cultura local. Busca força em modelos mais que abstratos, estereotipados, para ele “exemplares”, tirados de certos políticos “tipo”, como Kubitschek, por ele retalhados para fins de grandeza mitomaníaca, cujo custo é sempre e covardemente, o povo que paga. O chamado “déficit zero” de raiz, natureza, perfil e efeitos neoliberais, alinhado, portanto, com as políticas do “estado mínimo”, tanto quanto o seu abracadabra maior da parceria público-privada, são exemplos muito ilustrativos. Nada de novo nesta perversidade “público-privada”, que é uma política construída nas pegadas do ultra-liberalismo de Friedrich Hayeck, hoje em crise planetária.


A maior ilustração do perfil psico-cultural e político proposto acima está, no entanto, no chamado “Novo Centro Administrativo” que o neto de Tancredo está construindo na região norte da capital a toque de caixa e a custos que sobem nas estrelas! Vejam os dados da “obra” no link.


O jornal Estado de Minas, que tem sido, desde 2003, o fidelíssimo porta-voz do governo Aécio, concorda plenamente com a nossa interpretação, dizendo, na edição de hoje (05 de junho 2009), que o neto de Tancredo, replicando telefonicamente ao vice-presidente José Alencar, a propósito da obra em causa, disse que “pouco ou nada usará o novo centro, mas que quer ser lembrado por tê-lo construído”… Mais pirâmide que isso só mesmo há 4.000 anos atrás!


Dª. Naná, minha professora primária de história, procurou, certa vez, decifrar o enigma da construção das pirâmides pelos faraós, dizendo: “eles não confiavam muito na promessa religiosa da vida eterna nos céus ou não se contentavam de sobreviver só lá nos céus e então, para sobreviver no além e aqui na terra também, inventaram as pirâmides”. Grande e boa Dª. Naná, não viveu no Egito antigo nem nunca soube de Aécio Neves mas já falava da essência de ambos! O caminho de Aécio é, enfim, tão novo quanto o dos faraós do antigo Egito.

Movimentações sorrateiras

Engraçado como a vida política é uma caixinha de supresas - que não de Pandora.

Sabem da mais nova? Andréa Neves, irmã do governador Aécio, poderá coordenar a campanha de Dilma Roussef em Minas.
#CUMÉQUIÉ?

É, isso mesmo que você leu. A Andréa, irmã do Aécio, que é do PSDB, cujo candidato à presidência deverá ser o Serra, vai coordenar a campanha da Dilma, que é a candidata do PT, arquirrival do PSDB, que vai indicar o Serra pra presidente, e do Lula. Grifos nossos.




"Há aproximadamente uma semana em um almoço em Brasília, onde participou o diretor do Novojornal e um dos mais próximos assessores de Lula, após o diretor comprometer que só divulgaria o fato após ele ocorrer, o assessor confidenciou: 'O Serra abusou. Aécio deverá desistir de ser candidato à presidência e sua irmã comandará a campanha de Dilma em Minas'.

(...)

"Nos bastidores por quase uma década, Andréa Neves entrará em cena. Sabidamente ela é o braço direito de seu irmão. Embora 'oficialmente' comande apenas a área assistencial do Governo de Minas através do Servas. Sua entrada modificará os rumos da sucessão estadual e federal em Minas Gerais.

"Na Assembléia Legislativa Mineira, este fato cairá como uma bomba assim como na Câmara Federal. Poucos sabem que Andréa tem sua
origem política no PT carioca, onde foi uma das fundadoras do partido antes da eleição de seu avô Tancredo para o governo de Minas Gerais.

"Segundo este mesmo assessor, esta movimentação viabilizaria a eleição do Ministro Patrus Ananias e de Aécio para o senado. Além da candidatura de Fernando Pimentel para governo de Minas, tendo como vice Anastasia. Hélio Costa seria o vice de Dilma.

(...)

"Segundo este mesmo assessor: 'Esta composição praticamente atenderá a todos os seguimentos da política mineira. Viabilizando desta forma a candidatura de Dilma à presidência em Minas Gerais'.

"Ao finalizar, o assessor de Lula antecipou-se até mesmo ao pronunciamento de José Alencar ao dizer: 'O único complicador seria a pretensão do vice-presidente em candidatar-se ao senado, porém ele estaria disposto a não concorrer em nome da unidade política mineira'.

"Andréa, procurada por Novojornal, negou tal possibilidade."

--


"Além da candidatura de Fernando Pimentel para governo de Minas, tendo como vice Anastasia." Aí está a prova de que a Aliança não morreu, e que poderá estar fadada ao sucesso. Como diz o poeta,
pisou na merda? Abre os dedos!

Assustado? Não se espante. Parece que em 2010 coisa pior há de vir. Não acredito, mas não duvido.



Fonte: Novojornal

FUDEU!

E eis que o meio de campo fica embolado em Belo Horizonte. As pesquisas oficiais, segundo os institutos IBOPE e DATAFOLHA, mostram Lacerda com mais de 40% das intenções de voto. Porém, pesquisando sobre isso e recebendo e-mails, parece que não é beeeeem assim.

Segue uma reportagem do NOVOJORNAL logo abaixo. E o pau quebra, e o circo pega fogo. Só falta o palhaço se f...


A rejeição de Marcio Lacerda, escondida em todas as pesquisas divulgadas, deverá ser o principal fator do segundo turno


Embolou a eleição em BH!
Depois da constatação através do cruzamento de diversas pesquisas encomendadas pela assessoria do candidato a prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda para orientação na reta final da campanha, o pânico tomou conta de sua candidatura.

Frente a este novo quadro, a três dias da eleição, a estratégia terá que ser modificada, assim como as peças de sua campanha para o dia da eleição.

Tudo porque o percentual de indecisos era bem superior que o apresentado nas pesquisas registradas no TRE-MG. Segundo técnicos da área, os indecisos seriam eleitores que omitiam seu voto com receio de represálias.

Sociólogos consultados pelo Novojornal para explicar este fato informaram que possivelmente quase a totalidade destes “indecisos” seriam funcionários públicos estaduais e municipais. Desta forma, como dito, receosos de declararem seu voto.

O voto em branco, tido como voto de protesto, migrou para Leonardo Quintão através do conhecido voto útil, tendo em vista que seu crescimento nas pesquisas apontaria a possibilidade de segundo turno.

A grande insatisfação entre os que votariam em branco e migraram para Quintão está na participação ostensiva do governador de Minas e do prefeito de Belo Horizonte na campanha de Lacerda, além do enorme gasto financeiro.

A rejeição de Lacerda é enorme e a do governador e do prefeito, embora tida como pequena, existe, afirmam os mesmos.

Depois do cruzamento das pesquisas, constatou-se que mais da metade dos “indecisos” são eleitores de Jô, o restante de Quintão e Sérgio Miranda.

Este cenário, somado a uma queda de quase 11% de Lacerda ocorrida e omitida desde a primeira pesquisa divulgada e um crescimento de 6% de Jô, ocorridos nestas mesmas pesquisas, levaria o candidato apoiado pelo prefeito e pelo governador para o segundo turno.

Estes sociólogos prevêem que a movimentação de votos neste caso chegaria a 30% do total dos votos válidos.

Segundo os mesmos, tudo pode ocorrer diante desta situação.

Importante informar que, nos termos da lei, estas pesquisas não podem ser consideradas oficiais nem eleitorais, uma vez que não foram registradas no TRE-MG. (Em obediência ao Artigo 15, da Resolução nº. 22.623, instrução nº. 112 - CLASSE 12ª- Distrito Federal, que dispõe sobre pesquisas eleitorais - Eleições de 2008.)

Desta forma, trata-se apenas de uma análise feita por especialistas e que se encontravam escondidas a sete chaves pela assessoria de Marcio Lacerda.

Neste cenário, Quintão teria algo em torno de 29%, Jô 26% e Lacerda 30%, Sérgio Miranda 8%, Gustavo Valadares 3%, Vanessa Portugal 1.5% e os demais menos de 1% cada.

Como a margem de erro é de 4%, existiria um empate técnico entre os três candidatos com maior percentual na pesquisa.

Agora é esperar para ver o resultado da eleição.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 2)

Eu podia tá matando, eu podia tá estuprando, eu podia tá latrocinando, mas eu estou escrevendo. E eu vou pedir cinco minutos da sua atenção.

Como todos sabem, a "Aliança por BH", chapa do Márcio Lacerda, está sendo deveras questionada. Não pela grande imprensa, que está completamente alinhada ao governador Aécio Neves por força de censura remunerada. Mas por nós, cidadãos/internautas, que não sabem de onde vem esse cara - e o pior, ninguém sabe para onde vai.

Bom, saber para onde vai, acho que dá pra saber. Pelo menos depois de ler o texto abaixo, publicado no Vermelho. O texto não é pequeno, mas vale lê-lo. Qualquer semelhança não é mera coincidência.



BH: candidatura de Lacerda faz lembrar dobradinha Maluf-Pitta

A disputa eleitoral pela prefeitura de Belo Horizonte vive uma situação em que um político desconhecido, sacado dos escaninhos da burocracia administrativa, lidera a corrida eleitoral graças ao apoio ostensivo de seus poderosos padrinhos políticos. Esta situação não é uma novidade no histórico das recentes eleições municipais. Em 1996, na capital paulista, um personagem semelhante disputou e ganhou a eleição graças ao apadrinhamento político e uma campanha milionária. O personagem era Celso Pitta e o padrinho político Paulo Maluf. O resultado deste arranjo foi trágico para os paulistanos e Pitta ficou marcado como um dos piores prefeitos que São Paulo já teve.

por Cláudio Gonzalez


O ano de 1996 vai ficar registrado na história das eleições municipais como o ano em que o marketing político conseguiu realmente ''eleger um poste''. O ''poste'', no caso, era o economista carioca Celso Pitta, então secretário de finanças da prefeitura de São Paulo, comandada por Paulo Maluf. Na época, Maluf gozava de grande popularidade. Graças a um ostensivo --e descobriu-se depois, oneroso e cercado de ilegalidades-- programa de grandes obras, seu governo era avaliado com um ótimo índice de aprovação entre mais de 50% dos paulistanos. Mas a reeleição não era permitida e Maluf não poderia ser candidato novamente.

Eis então que surge da cartola do marqueteiro Duda Mendonça a proposta de lançar o desconhecido Celso Pitta como candidato a prefeito pelo PPB (atual PP) --partido de Maluf-- em coligação com o PFL (atual DEM).

Celso Roberto Pitta do Nascimento, na época com 50 anos, era apenas mais um integrante do secretariado de Maluf. Por ser negro e economista com mestrado na universidade de Leeds (Inglaterra) e na de Harvard (EUA), ele concentrava o perfil do homem que ''estudou e venceu na vida''. Era o perfil que Duda Mendonça acreditava ser o ideal para dar continuidade à gestão de Maluf. A crença no cacife político do malufismo e no poder do marketing era tão grande que Duda Mendonça chegou a dizer que conseguiria ''eleger um poste'' e Maluf, por sua vez, botou tanta fé na estratégia que arriscou-se a ir para a TV e dizer: ''votem no Pitta, e se ele não for um bom prefeito, nunca mais votem em mim''.

Assim como está ocorrendo atualmente em Belo Horizonte com a candidatura de Márcio Lacerda, Pitta também viu sua campanha deslanchar com o início da campanha eleitoral no rádio e na TV. Admiravelmente, com menos de quinze dias de veiculação das propagandas dos candidatos, conforme mostra a pesquisa realizada em 14 de agosto de 1996, Pitta já conquistava a liderança das intenções de voto com 28,6%, deixando para trás a ex-prefeita Luiza Erundina e o ex-prefeito Francisco Rossi, que haviam saído na frente da corrida, cada um angariando quase um terço das preferências dos eleitores.

O próprio Duda Mendonça reconhece que a eleição de Pitta foi possível, entre outros fatores, pelo fato do PT ter caído na armadilha de tentar atacar Pitta dizendo que ele era igual ao Maluf. Segundo Duda Mendonça, as pesquisas qualitativas mostravam que era justamente isso que o eleitorado buscava, um ''novo Maluf''. Assim, o PT acabou ajudando a reforçar a campanha de Pitta que, no segundo turno, venceu a eleição com 62,3% dos votos contra 37,7% da petista Luiza Erundina.

Mas a frase de Maluf sobre Pitta acabou sendo usada contra o próprio Maluf em todas as eleições seguintes que disputou. Motivo: Pitta não foi um bom prefeito. Pelo contrário: sua gestão ficou marcada como uma das piores administrações que São Paulo já teve.

O economista formado em Harvard revelou-se um péssimo administrador. Sua principal promessa de campanha, o Fura Fila (uma espécie de trem de superfície) só foi parcialmente finalizado dez anos depois, ao custo total de 1,2 bilhão de reais. Do ''fazedor de obras'' Paulo Maluf, Pitta herdou apenas a prática de mau uso do dinheiro público.

A administração Pitta foi cercada de denúncias de corrupção, entre elas a de que uma máfia de fiscais atuava na prefeitura com a cumplicidade do prefeito e da base governista de vereadores na Câmara Municipal. O escândalo acabou custando o mandato de Pitta, que foi afastado da prefeitura por ordem judicial. Depois Pitta entrou com recurso e recuperou o mandato. Ao terminar seu mandato, o ex-prefeito era réu em treze ações civis públicas, acusando-o de ilegalidades. O valor das denúncias somadas alcançou 3,8 bilhões de reais, equivalente a quase metade do orçamento do município na época. A dívida paulistana passou na sua gestão de 8,6 bilhões de reais em 1997 para 18,1 bilhões de reais. Sua popularidade foi a mais baixa já registrada por institutos de pesquisa: 83% dos paulistanos consideravam a sua gestão ruim ou péssima no fim de 2000. Tendo se candidatado a deputado federal nas eleições de 2002 e nas de 2006, não foi eleito.

Recentemente, Pitta voltou à berlinda após ser preso na Operação Satiagraha da Polícia Federal, junto com o banqueiro Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas, sob a a cusação de participar de uma quadrilha que cometia crimes contra o sistema financeiro.


Lacerda: o mais rico
O leitor deve estar se perguntando: o que Márcio Lacerda tem a ver com isso? Como disse Marx, a história pode se repetir duas vezes: na primeira vez em forma de tragédia e na segunda como farsa.

A candidatura de Márcio Lacerda guarda muitas semelhanças com a de Pitta. Além de contar com uma campanha milionária, com os mais modernos truques do marketing eleitoral, Lacerda também foi ungido candidato por padrinhos políticos. Só que desta vez, não foi apenas o prefeito de plantão (o petista Fernando Pimentel) quem deu aval para a candidatura, mas também o governador tucano Aécio Neves. Pimentel e Aécio trocaram juras de apoio para 2010 em troca do certame. Assim como Maluf fez em 1996, Aécio também sacou de sua lista de secretários um nome para ser o candidato da continuidade. O empresário Márcio Lacerda foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais.

Assim como Pitta, Lacerda carrega o perfil do homem que ''venceu na vida''. Tanto que hoje, com um patrimônio declarado de R$ 55 milhões, é o candidato mais rico a disputar a prefeitura de uma capital. Depois dele, vem Maluf com um patrimônio de R$ 39 milhões.

Curiosamente, Lacerda, assim como Maluf, começou a fazer fortuna durante o regime militar. O mesmo regime que Lacerda diz ter combatido. Aliás, esta é justamente a bandeira que Lacerda tem erguido para se apresentar ao eleitorado mais resistente à influência dos padrinhos políticos. Enquanto Pitta brandia a condição de ser um candidato negro para conquistar o voto dos eleitores mais progressistas, Lacerda acena com seu passado de militante de esquerda.

Mas mesmo esta trajetória tem sido questionada. Matéria recente da Folha de S. Paulo diz que ''a vida empresarial de Lacerda é marcada pelo regime militar (1964-1985): inicialmente uma vítima da ditadura, depois passou a receber ajuda dos militares e, em 1973, se tornou empresário do ramo de telecomunicações com a colaboração de oficiais ligados ao Exército''.

Questionamentos surgem também em relação ao comportamento ético de Lacerda. Uma das denúncias dá conta de que o patrimônio de Márcio Lacerda aumentou, e muito, quando era dono das empresas de telecomunicações Batik e Construtel, nos anos 80 e 90.

Lacerda tinha como importante contato o diretor da Telemig na época, Roberto Lamoglia. Em 1998, a Construtel chegou a faturar 255 milhões de dólares! Após a privatização das companhias telefônicas, ambas Construtel e Batik sofreram queda vertiginosa no faturamento. A Batik foi vendida e a Construtel desativada. O site “novojornal” apresentou documentos que comprovavam o superfaturamento de Lacerda no fornecimento de serviços por parte de suas empresas às estatais Telemig e Telebrás. O ''lucro'' era dividido com Roberto Lamoglia, diretor das estatais.

Em 2005, quando era secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, ele apareceu na célebre lista do publicitário Marcos Valério, de sacadores de dinheiro do ''mensalão'', e teve de se demitir por isso.

A imprensa mineira tem praticamente ignorado as denúncias e o passado de Lacerda. Apresenta-o apenas como um empresário bem sucedido, o afilhado político de Aécio e Pimentel e o novo ''fenômeno'' da política mineira. Também dão como certa sua vitória no primeiro turno das eleições. Resta saber se, neste caso, a ''profecia'' de Marx sobre a repetição da história irá se concretizar.

Por via das dúvidas, os eleitores de Belo Horizonte têm nas mãos, literalmente, o poder do voto e, portanto, o poder de impedir que Belo Horizonte passe por uma experiência tão danosa quanto a que São Paulo experimentou com a eleição de Celso Pitta.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança"


Eu tenho que falar daquilo que eu fiquei sabendo a respeito de Márcio Lacerda, candidato à Prefeitura de Belo Horizonte (MG) pela coligação Aliança por BH (PT-PSB e, informalmente, Aécio e PSDB). Não deixe de clicar nos links abaixo!

Acho que todo mundo já sabe que o Márcio Lacerda era um dos envolvidos no esquema do Mensalão (leia na Folha Online sobre o fato em si, e no UOL sobre a ausência deles nos jornais no período pré-eleitoral; aqui, o site do relatório parcial da CPI dos Correios). O que eu (pelo menos) sempre quis saber é como o referido candidato conseguiu formar o seu patrimônio declarado de R$ 55 milhões.

A matéria abaixo foi publicada no Novo Jornal (leia sobre a publicação no Observatório da Imprensa). Curiosamente, dois dias depois, o Ministério Público, (boatos dizem que por "solicitação" de Aécio Neves) conseguiu tirar o site do ar (leia aqui e aqui sobre o referido embate).
Acho que vale a pena ler e REPASSAR A TODOS! E se Márcio Lacerda tem a TV, nós temos a internet!


QUEM É MÁRCIO LACERDA?

Com a aprovação de seu nome como candidato do PSB, em aliança com o PT, para a sucessão municipal em Belo Horizonte, começa a vir à tona denúncia envolvendo o atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio Lacerda (PSB).

Segundo uma das denúncias, o crescimento patrimonial de Marcio Lacerda ocorreu quando o mesmo comandava as empresas de telecomunicações Construtel e Batik, de sua propriedade, nos anos 80 e 90.

Neste período, seu principal contato era Roberto Lamoglia, que esteve na direção da Telemig, posteriormente, na da Telebrás.

À época, a Telemig esteve entregue a Saulo Coelho.

A Polícia Federal abriu, no período, inquéritos para apurar irregularidades que envolvia diversos personagens do PSDB e outros que migraram para o PTB.

A Construtel chegou a faturar em 1998 US$ 255 milhões. Com a privatização das empresas do setor de telefonia, os negócios de Marcio Lacerda começaram a cair.

Os lucros despencaram abruptamente. Em 2004, o faturamento da Construtel foi de R$ 2,4 milhões. Logo depois, ele vendeu a Batik e desativou a Construtel.

A correspondência encaminhada ao Novojornal, acompanhada de documentação, comprova o superfaturamento no fornecimento das centrais telefônicas de suas empresas à Telemig e à Telebrás, demonstrando ainda que Marcio Lacerda dividia parte dos "lucros" com o então diretor das estatais, Roberto Lamoglia.

A documentação é extensa e envolve outros políticos e ex-políticos mineiros do PSDB, PTB e PP. As informações são tão graves que antes de divulgar o nome dos envolvidos Novojornal decidiu por solicitar pareceres e certidões.

O esquema montado por Marcio Lacerda chegou, inclusive, a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União e por entidades representativas dos setores patronal e sindical.

Subscritores da denúncia, à época, e atuais integrantes do grupo que encaminhou a documentação para o Novojornal alegam que o fazem na defesa do patrimônio público, acrescentando: "Lacerda, naquela época, não ocupava nenhum cargo público. No entanto, conseguiu se enriquecer fazendo negociatas com empresas públicas. Imaginem este senhor no cargo de prefeito de Belo Horizonte! Não vai sobrar para ninguém."

Doações

Preferido do governador tucano de Minas Gerais e do prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), para ser candidato da pretendida aliança eleitoral PSDB-PT na capital mineira, Marcio Lacerda doou para campanhas eleitorais o valor de R$ 1,15 milhão em 2002.

As doações foram feitas em nome de Marcio Lacerda (R$ 750 mil) e da Construtel Projetos e Construções (R$ 400 mil).

Em 2002, o generoso Marcio Lacerda doou a Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PPS, a quantia de R$ 950 mil – 82% do total arrecadado.

Não por outro motivo, ele foi escolhido por Ciro para ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.

O segundo maior beneficiado, com R$ 100 mil, foi o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), candidato a deputado federal naquela ocasião.

Também receberam doações os candidatos a deputado federal pelo PPS-MG, Juarez Amorim, atual diretor da Copasa, e Ronaldo Gontijo, R$ 20 mil cada um, além de Sérgio Miranda, R$ 10 mil.

O candidato a deputado estadual pelo PT-MT Gilney Amorim Viana recebeu R$ 50 mil.

Mensaleiro

Em 2005, Lacerda deixou o Ministério da Integração Nacional após seu nome aparecer como suposto beneficiário de R$ 457 mil do esquema do mensalão.

De acordo com o publicitário Marcos Valério, o dinheiro teria sido pago em duas parcelas, em 2003.

Na ocasião, o então secretário-executivo da Integração Nacional confirmou três encontros com o publicitário.

Valério registra um primeiro pagamento a Lacerda, no valor de R$ 300 mil, em 16 de abril de 2003. O segundo pagamento, de R$ 157 mil, teria sido feito dois meses depois, em 17 de junho.

Em abril de 2007, Lacerda aceitou o convite do governador mineiro para ser secretário. Cinco meses depois, ele foi filiado ao PSB pelo tucano, que já pensava em um nome de um partido neutro para uma aliança PSDB-PT.

O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) é um dos que trabalha pela aliança.

Novo Jornal e a censura à imprensa em Minas

Muito se tem discutido nos bastidores da imprensa sob o fechamento do site Novo Jornal pela Justiça mineira no último dia 14 de setembro. De um lado, está Marco Aurélio Carone, o proprietário do site e figurinha política mineira há longa data (segundo o próprio, ele mesmo foi quem iniciou Aécio Neves na juventude do PMDB graças à boa amizade que mantinha com o avô) e simpatizantes. Do outro, meia dúzias de jornalistas que insistem em dizer que Carone não passa de um charlatão, e que o Novo Jornal nunca foi de fato jornalismo sério.


Pra quem tá por fora, vou esboçar um relato resumido do ocorrido. O Novo Jornal, de acordo com Carone, era o único veículo em Minas Gerais que publicava denúncias de corrupção envolvendo membros e empresas do Governo e de capital privado (inclusive relacionadas a telecomunicações, como no bizarríssimo caso da Rede Globo e da CEMIG). O site já havia sido processado algumas vezes por alguns dos denunciados, mas – também de acordo com a versão do proprietário – mostrou provas e evidências relacionadas às matérias publicadas e conseguiu ser absolvido de todos os processos nos quais havia sido acusado.


Mas as coisas mudaram a partir do momento em que o jornal endereçou o tema da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção?" ao procurador-geral de Justiça do estado Jarbas Soares. Jarbas, segundo Carone, andava travando várias investigações sobre casos de corrupção nos três poderes e em grandes empresas, privadas e públicas. Mas o procurador levou a ironia a sério; abriu um inquérito contra o Novo Jornal que foi rapidamente acatado por um juiz, que sentenciou uma decisão favorável à retirada do site do ar indefinidamente, “enquanto durarem as investigações”. E assim está até hoje.


O outro lado argumenta que, na verdade, o Novo Jornal publicava denúncias sem pé nem cabeça só para favorecer amigos e parentes de Carone, mas de maneira alguma esse raciocínio justifica a retirada do site do ar. É como se um homem fosse acusado de assassinato e preso antes do julgamento só porque alguém disse que ele era de má índole. E aonde fica a presunção da inocência, direito garantido pela Constituição?


O que aconteceu com o Novo Jornal só pode ser chamado de censura prévia, já que o direito de liberdade de expressão – também presente em nossa carta magna – foi completamente ignorado pelo MP e pelo juiz que expediu a sentença de retirada do site do ar. Além do mais, se denúncias sem pé nem cabeça fossem motivos pra fechar um veículo de comunicação, todos hão de convir que Veja já teria sido fechada há muito tempo.


Fica assim registrado então mais um caso de censura à imprensa em Minas Gerais, prática que, após a demissão do Cajuru e a divulgação dos vídeos no Youtube que tratam do assunto, já está claro que virou praxe.


E depois ainda perguntam ao Massote porque o Aécio foi reeleito com 70% dos votos. Isso e todo o resto ficam meio óbvios agora, né?




Cavalos no páreo

(postagem original em 22/07)

Eis que retorno depois de uma semana de folga merecida. E nem bem chego e já fico sabendo da seguinte pedreira:

De acordo com pesquisa contratada pela Rede Globo/O Estado de São Paulo, se as eleições fossem hoje,

"a candidata do PC do B, Jô Moraes, teria 17% das intenções de voto. Leonardo Quintão ficaria com 14%. O candidato Márcio Lacerda, do PSB, 8%. Vanessa, do PSTU, 4%. Sérgio Miranda, do PDT, 3%. Gustavo Valadares, do DEM, 2%. André, do PT do B, 1%. Os votos brancos e nulos somariam 19%. E 30% não sabem ou não opinaram". (Tá aqui a fonte.)

Duas coisas são significativas nessa pesquisa e nesse bafafá todo.

Primeira: o fato de o nome de Márcio Lacerda (PSB) não ser famoso, conhecido tampouco falado, leva a crer que ninguém saiba da sua existência enquanto candidato. O que carrega os votos para a Jô (PC do B) e para o Quintão (PMDB), que têm muito mais visibildade.

Segunda: a quantidade de indecisos é ENORME! Trinta por cento ainda não sabem em quem vão votar. Isso é muita merda pra pouco ventilador - isso pode mudar completamente o rumo das eleições. Isso pode até ser favorável ao Lacerda, mas não por enquanto. Enquanto ele for desconhecido, a Jô e o Quintão têm o apoio de quem os conhece - e é no mínimo justo isso, já que, segundo uma professora da Ciência Política da UFMG, a política não pode ser feita apenas pelo Q.I. (Quem Indica), mas também pelo próprio passado político do político. Isso é certo - afinal de contas, alguém tão leigo quanto eu já ouviu falar desse moço?

As propagandas na tevê ainda não começaram. E muita água tem para rolar até outubro.

Em tempo: uma notícia que pode ser interessante.


Morte do ex-prefeito Célio de Castro causa repercussão entre candidatos em BH


A morte do ex-prefeito de Belo Horizonte Célio de Castro, ocorrida na manhã deste domingo (20), causou comoção no cenário político e repercutiu entre os candidatos à prefeitura da capital mineira. Célio de Castro faleceu em decorrência de parada cardíaca.

O ex-secretario de Estado Marcio Lacerda (PSB) confirmou neste domingo a suspensão da campanha de rua por três dias em decorrência da morte do ex-prefeito. Em evento recente de lançamento da chapa de Lacerda e do deputado Roberto Carvalho (PT) para a disputa da Prefeitura de Belo Horizonte, Célio de Castro havia sido lembrado.


Em discurso, o deputado Roberto Carvalho, candidato a vice na chapa de Lacerda, leu carta atribuída a Célio de Castro na qual o ex-prefeito condicionara seu apoio à candidatura do socialista e do petista à prefeitura de Belo Horizonte. A candidatura oficializa a união entre petistas e tucanos na capital mineira.

A candidata pelo PC do B à prefeitura da capital mineira, a deputada federal Jô Moraes, pelo mesmo motivo, cancelou suas atividades de campanha neste domingo (20), e, em nota, se solidarizou com a família de Castro e com os belo-horizontinos que admiravam o ex-prefeito.



Observe que:
de um lado do ringue, Célio de Castro apoiou a coligadura Lacerda-Carvalho sob a bênção do Pimentécio (PT+PSDB); do outro lado, Patrus Ananias, que é contra a aliança acima. Dois pesos-pesados... É...Vai voar tripa para tudo que é lado.

Peguem suas máscaras, a merda vai feder!

UPDATE:

1. Segundo pesquisa Datafolha, divulgada hoje, 25 de julho, na FSP, Jô está com 20%; Quintão, com 9%. Lacerda e Vanessa Portugal (do PSTU) empatados com 6%. Sérgio Miranda com 5% e Gustavo "filho do Ziza" Valadares, com 4%.

2. Uma fala do Dom Walmor de Oliveira Azevedo, arcebispo metropolitano de BH, que vem a calhar:

"Uma eleição não pode ser vitoriosa simplesmente pela força dos conchavos políticos, ou mesmo pelas alianças partidárias. Menos ainda, um candidato eleito só porque apadrinhado".
Precisa falar mais?

Acordo de comadres

Eita que esse mundo dá voltas...

Em fevereiro eu comentei sobre a tal aliança entre PT e PSDB para a prefeitura da capital BH (clique para ler). Pois bem, desde o começo não fui lá muito a favor - até porque os partidos, a vida toda, foram antagônicos; o PT nasceu de baixo, das bases do operariado paulista do ABC; o PSDB nasceu de uma... digamos... "conjuntura política"de 1988 - ele fez o movimento inverso ao do PT, nascendo de cima.

Desde o começo do ano, tá esse bafafá para uma possível aliança entre os dois partidos para prefeitura de BH. Como todos sabem, o PT é contra a aliança com os tucanos (clique aqui). Mas, como em Minas há sempre um jeitinho, uma conversinha, um acórdão, o PSDB apoiará "informalmente" o PT, que se aliou ao PSB e lançou Márcio de Lacerda à candidatura de prefeito.

Você se pergunta "E quem é esse cara?". Foi o que me perguntei quando li o Hoje em Dia há uns três meses. E agora, como o Lacerda é desconhecido (o Márcio; não me venham ressucitar o Carlos, pelo amor de Deus!), vejam a nota:

BH/Data Tempo: Jô Moraes lidera pesquisa com 20,03%

Pesquisa realizada pelo Instituto CP2/Data Tempo, entre os dias 21 e 23 de junho, para avaliar a intenção de voto para prefeito de Belo Horizonte mostra que a candidata do PC do B, deputada federal Jô Moraes, está na liderança com 20,03% da preferência do eleitorado. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral, TRE-MG, no dia 25 de junho com o número 39.858/2008. Ao todo, foram ouvidas 769 entrevistados de diversas regiões, faixa de renda, idade e escolaridade em Belo Horizonte. A margem de erro é de 3,6% para mais ou para menos.

O percentual de Jô Moraes é menor apenas que o de pessoas indecisas ou que não souberam ou não quiseram responder, que é de 22,5%. Os eleitores que disseram não votar em nenhum dos candidatos apresentados pela pesquisa somam 16,64%. O candidato do PMDB, deputado federal Leonardo Quintão, aparece com 11,83% da preferência dos entrevistados.


Apesar de ter votado a favor da CSS (link aqui), Jô Moraes é, de longe, muito mais falada que esse-tal-de-Lacerda. Não que ela seja aparecida, ela só está há mais tempo no vidro, na tela política. Esse povo tem que aprender que política não é só Q.I. (Quem-Indica)...

Aqui em Belo Horizonte, o prefeito tem a hegemonia. Mas o PT sempre aprendeu que as minorias não podem ser esmagadas, desrespeitadas nos seus legítimos direitos de militância. Então, o que nós esperamos é um gesto de grandeza do prefeito Fernando Pimentel no sentido de garantir, em primeiro lugar, a unidade do PT em BH. Esta é a responsabilidade dele, porque ele tem a maioria, e foi ele que construiu este processo de uma candidatura fora do PT. E esperamos também que, a partir da unidade do PT, possamos retomar a discussão na perspectiva da unidade da esquerda, das forças progressistas e do campo democrático-popular.
(Patrus Ananias, Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Governo Lula. Fonte: Blog da Clarice.)

É, Patrus, agora é tarde... Decepcionante, Pimentel. Agora que Jô vai, é Jô neles!