Unicef confirma que Cuba tem 0% de desnutrição infantil


Como já debatido em diversos meios de comunicação, a imprensa majoritária é bastante tendenciosa e defende os interesses dos grandes grupos financeiros. Talvez por isso se nega a divulgar de forma crítica e séria a situação cubana. O país vive graves problemas de infra-estrutura devido ao embargo econômico, e, mesmo assim, ainda consegue obter um bom destaque no desenvolvimento social e tecnológico.

De acordo com um documento divulgado pela UNICEF, o índice de desnutrição infantil em Cuba é de 0%. Existem 146 milhões de crianças menores de cinco anos abaixo do peso no mundo, e, em Cuba, tal problema foi erradicado. O país é o único na America latina que conseguiu eliminar a desnutrição infantil. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) também constatou que o país é o que mais avançou na luta contra a desnutrição na região.

De acordo com o documento, as porcentagens de crianças abaixo do peso são de 28% na África Subsaariana, 17% no Oriente Médio e África do Norte, 15% na Ásia Oriental e no Pacífico, e 7% na América Latina e no Caribe. A lista fica completa com a Europa Central e do Leste, com 5%, e outros países em desenvolvimento, com 27%. (Adital)

Para atingir tal patamar, a ilha caribenha garante uma cesta básica aos cidadãos para garantir os níveis básicos de nutrição. O governo mantém boa vigilância sobre o sustento dos jovens e faz constantes ajustes econômicos para tentar atenuar o atual déficit alimentar na população em geral.

O tema desnutrição cobra grande importância na campanha da ONU para conseguir em 2015 as Metas de Desenvolvimento do Milênio, adotadas na Cúpula de chefes de Estado e de Governo celebrada em 2000, e que têm entre seus objetivos eliminar a pobreza extrema e a fome para essa data. (Adital)

Fonte: Adital

Publicidade aos cifrões

Todos nós sabemos a necessidade de um governo fazer propaganda para publicizar os seus feitos e atos. A premissa principal disso seria apenas a divulgação - e não a lavagem bulbocerebral.

Você pensa que é esperto? Vagalume é muito mais. Ele pisca o traseiro, coisa que você não faz.

Espertos também têm sido nossos estimados governador de Minas e prefeito de Belo Horizonte. O que, na verdade, não deixa de ser uma coisa só - eu considero o Márcio Lacerda um mero interventor de Aécio Neves. Mas isso são capítulos para uma próxima novela.

Os gastos com publicidade institucional em Minas são exorbitantemente assustadores. Três editais para contratação de firmas de publicidade foram soltos só entre 2008 e 2009. Um de maio do ano passado, que soma R$ 70 milhões. Os outros dois de novembro deste ano -
#PERAÊ! Dois editais com a mesma finalidade dentro do mesmo mês? - que, somados, custam apenas R$ 215.858.315,51 (leia-se duzentos e quinze milhões, oitocentos e cinquenta e oito mil... ah, deixa quieto...).

A título de comparação, a SETOP - Secretaria Estadual de Transportes e Obras Públicas (conhecida também como SETOP-TOP-TOP) - diz ter concluído 255 obras em 2009, cujos contratos somam R$ 223.735.568,35 - três quartos do gasto com publicidade. Do qual, podemos dizer: é mais propaganda do que obra.





Agora, desçamos à esfera municipal. Eu sei que tá todo mundo enjoado, nauseado e puto com a insistente propaganda da prefeitura com a música do César Menotti & Fabiano tocada num piano deveras meloso. (Sinto elitismo até nisso: em vez do Sertanejo, a Música Clássica. Quem disse que Márcio Lacerda era povão devia ter fumado cocô pensando ser orégano.)

Para fazerem aquela propaganda bonita, limpinha, cheia de gente feliz, alegre e sorridente (que tem até a
Patrícia Pillar, minha gente!), é necessário que a prefeitura abra uma licitação para contratar uma firma que vai fazer essa propaganda linda e bonitinha (mas ordinária). O valor da licitação, em números absolutos, é de R$ 35 milhões (6 milhões só para a BHTRANS; Belotur e Fundação Municipal de Cultura ficaram com 4 milhões).

Em números relativos, podemos dizer que, com esse dinheiro, dá pra fazer, no mínimo, 14 Unidades Municipais de Educação Infantil, ou 270 Farmácias Populares, como a que tem no Mercado da Lagoinha. Ou até duas intervenções do tipo "desapropria e asfalta", com canalização de córregos.

Você pensa que é esperto? Propaganda é muito mais. Ela lava o seu cérebro, anula o seu senso crítico e faz com que você acredite de boa, coisa que você não faz.

Propaganda é negativa? Ela tem que ser banida? Claro que não - como profissional de comunicação, não irei afirmar tal tipo de coisa. Agora, tudo tem que ter um limite, e os nossos governantes andam exagerando nisso. Se a questão é autoimagem, melhor que eles comprem um espelho novo.



(Com colaboração do blogueiro
Heitor Diniz, do Crônica Política.)

Hélio Costa lidera as pesquisas em Minas.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), lidera todos os cenários em que seu nome aparece na pesquisa Datafolha para a sucessão do governo de Minas Gerais. As intenções de voto de Costa variam de 31% a 37% — este último resultado atingido no cenário em que não há nenhum petista disputando o governo. Nesse caso, o atual vice-governador e candidato do tucano Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB), fica com 13%. A taxa dos que não souberam dizer o seu candidato ficou em 26%. (Portal Vermelho)


COSTA, PIMENTEL E ANASTASIA
Hélio Costa (PMDB)
32
Fernando Pimentel (PT)
19
Antonio Anastasia (PSDB)
10
Vanessa Portugal (PSTU)
03
COSTA, PATRUS E ANASTASIA
Hélio Costa
32
Patrus Ananias (PT)
12
Antonio Anastasia
10
Vanessa Portugal
05
Maria da Consolação (PSTU)
03
COSTA E ANASTASIA
Helio Costa
37
Antonio Anastasia
13
Vanessa Portugal
05
Maria da Consolação
02
PIMENTEL E ANASTASIA
Fernando Pimentel
28
Antonio Anastasia
12
Vanessa Portugal
05
Maria da Consolação
02
COM PATRUS E ANASTASIA
Patrus Ananias
19
Antonio Anastasia
14
Vanessa Portugal
09
Maria da Consolação
03



De acordo com o Datafolha, 73% dos entrevistados não souberam dizer espontaneamente em quem vão votar. Para se ter uma idéia, o Aécio Neves lidera com 9% a pesquisa feita de forma espontânea, apesar de não ser candidato.

Está muito cedo para se fazer qualquer análise em Minas Gerais. O eleitor ainda está distante da disputa no estado. Provavelmente o Hélio Costa está com esses números expressivos por ser o político mais conhecido do eleitor. Vale lembrar que ele já foi outras vezes candidato. Uma conclusão que se pode chegar é que o partido que se coligar com o PMDB poderá iniciar a disputa com alguma vantagem.

Brasil e Cuba terão empresa para produzir medicamentos de ponta

Se engana quem diz que Cuba só produz a monocultura açucareira. Apesar da falta de recursos existente na ilha, o alto investimento na educação gerou grandes frutos para o país. Os índices sociais da região se comparam a de países de primeiro mundo e superam os dos EUA em muitos quesitos. A cada ano que passa o governo está conseguindo ampliar a pauta de exportação e está modernizando o sistema político e econômico.

Infelizmente a mídia predominante tenta esconder as vitórias cubanas e deturpar os acontecimentos políticos locais. O país, mesmo sofrendo com o cruel embargo econômico imposto, ainda consegue sobreviver e se destacar em diversos aspectos.

De acordo com o Portal Vermelho, Brasil e Cuba irão firmar uma acordo para formação de uma empresa destinada a desenvolver medicamentos de ponta, com alta eficácia e inovadores. O laboratório brasileiro EMS irá se juntar ao cubano Heber Biotec para desenvolver tais medicamentos.

A empresa a ser constituída terá sede no Brasil. Pelo acordo, a Heber Biotec fornecerá produtos, tecnologia e patentes desenvolvidos pelo Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba, enquanto a EMS agregará sua tecnologia de processo produtivo, capacidade de criação de infraestrutura, logística e distribuição global de medicamentos. (Portal Vermelho)

COP 15 #FAIL

Bom, se você ainda acha que alguma decisão sensata sobre o meio ambiente poderá sair de uma reunião de países desenvolvidos os quais são os que mais prejudicam a biosfera... Vai que eu tô te vendo.

Não há como negar que a
COP 15 falhou, e feio. Mas, mais do que isso, é não pensar que você planta o que você colhe. Planta indústria, colhe CO2.

Há mais disposição dos países pequenos que dos grandes. O exemplo deveria vir de cima.

Chega, às vezes, a ser uma situação exagerada e caricata. Parodiando o Lula, melhor rir do que chorar. E é rindo que eu começo a semana, com o crítico, azedo, político e sarcástico
George Carlin.

Um dos maiores comediantes de stand-up, Carlin fala nesse vídeo sobre o aquecimento global - não, não é um daqueles stand-ups "gracinhas" que te fazem cócegas. Esse é bem azedo, como era o velho Carlin.

Para começar bem a semana (que será mais curta por causa do Natal - êêêêêê!), George Carlin.


Mais uma do Aecinho.

Ambientalista interrompe a fala do Aécio Neves, arranca aplausos e acaba com o grande teatro criado pelo governador: 



Dilma sobe seis pontos percentuais em pesquisa do Datafolha.

Segundo a pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado, dia 19, o governador José Serra está liderando as pesquisas com 37% dos votos, oscilando um ponto percentual desde a última consulta. Em segundo lugar, vem a ministra Dilma Rousseff, que cresceu seis pontos, ficando com 23% das intenções de voto. Em terceiro e quarto, vem, respectivamente, Ciro Gomes (13%) e Marina Silva (8%).



O Datafolha ouviu 11.429 pessoas em todo o país entre os dias 14 a 18 deste mês. A margem de erro é de dois pontos percentuais.(Portal Vermelho)

Também apontado pelo Datafolha, a popularidade do governo Lula bateu recorde, ficando com 72% de aprovação.

O importante de se analisar essas duas pesquisas juntas é que, com a saída do governador Aécio Neves da disputa presidencial, as próximas eleições poderão se pautar num caráter plebiscitário. A tendência pode ser uma polarização entre o José Serra, sendo avaliado pelo desempenho do governo FHC, e a Dilma Rousseff, pelo governo Lula. Se a aprovação do governo Lula continuar crescendo, possivelmente a Dilma irá se beneficiar.

e tudo se repete...(3)


O resultado da conferência de Copenhague não foi muito diferente do que se esperava: um acordo bastante generalista, sem vínculos legais com metas de corte de emissão de gases-estufa, que definiu que o aquecimento não ultrapasse 2ºC. Também foi previsto o polêmico fundo global que será patrocinado pelos países mais ricos.

Não diferente do normal, países como Venezuela e Bolívia foram contra a proposta. A falta de unanimidade tornou o documento ainda mais frágil.

Tal resultado patético ganhou o nome de “carta de intenções”. Já sabemos muito bem quais são as verdadeiras intenções dessa tal carta, que, pelo visto, não se diferencia muito do papel higiênico.

O que se espera para a reunião do ano que vem é que o próximo documento seja um tratado realmente vinculativo.

e tudo se repete...(2)



Pelo visto, mais uma vez os países não vão chegar a um acordo climático. A China já ensaiou um boicote à conferência e os EUA estão cobrando maior rigor para os países em desenvolvimento e estão propondo o polêmico fundo global.

Metas brasileiras: O presidente Lula se comprometeu a combater o aquecimento global, definindo que até em 2020, o Brasil irá reduzir as emissões de gases estufa em mais de 35%. Tal medida seria possível com uma mudança no sistema siderúrgico e na agricultura. O desmatamento será combatido também. O presidente disse que irá reduzi-lo em 80%.

"Não é uma tarefa fácil, mas foi necessário tomar estas medidas para mostrar ao mundo que com meias palavras e barganhas, a gente não encontraria solução nesta conferência de Copenhague".

Movimentações sorrateiras

Engraçado como a vida política é uma caixinha de supresas - que não de Pandora.

Sabem da mais nova? Andréa Neves, irmã do governador Aécio, poderá coordenar a campanha de Dilma Roussef em Minas.
#CUMÉQUIÉ?

É, isso mesmo que você leu. A Andréa, irmã do Aécio, que é do PSDB, cujo candidato à presidência deverá ser o Serra, vai coordenar a campanha da Dilma, que é a candidata do PT, arquirrival do PSDB, que vai indicar o Serra pra presidente, e do Lula. Grifos nossos.




"Há aproximadamente uma semana em um almoço em Brasília, onde participou o diretor do Novojornal e um dos mais próximos assessores de Lula, após o diretor comprometer que só divulgaria o fato após ele ocorrer, o assessor confidenciou: 'O Serra abusou. Aécio deverá desistir de ser candidato à presidência e sua irmã comandará a campanha de Dilma em Minas'.

(...)

"Nos bastidores por quase uma década, Andréa Neves entrará em cena. Sabidamente ela é o braço direito de seu irmão. Embora 'oficialmente' comande apenas a área assistencial do Governo de Minas através do Servas. Sua entrada modificará os rumos da sucessão estadual e federal em Minas Gerais.

"Na Assembléia Legislativa Mineira, este fato cairá como uma bomba assim como na Câmara Federal. Poucos sabem que Andréa tem sua
origem política no PT carioca, onde foi uma das fundadoras do partido antes da eleição de seu avô Tancredo para o governo de Minas Gerais.

"Segundo este mesmo assessor, esta movimentação viabilizaria a eleição do Ministro Patrus Ananias e de Aécio para o senado. Além da candidatura de Fernando Pimentel para governo de Minas, tendo como vice Anastasia. Hélio Costa seria o vice de Dilma.

(...)

"Segundo este mesmo assessor: 'Esta composição praticamente atenderá a todos os seguimentos da política mineira. Viabilizando desta forma a candidatura de Dilma à presidência em Minas Gerais'.

"Ao finalizar, o assessor de Lula antecipou-se até mesmo ao pronunciamento de José Alencar ao dizer: 'O único complicador seria a pretensão do vice-presidente em candidatar-se ao senado, porém ele estaria disposto a não concorrer em nome da unidade política mineira'.

"Andréa, procurada por Novojornal, negou tal possibilidade."

--


"Além da candidatura de Fernando Pimentel para governo de Minas, tendo como vice Anastasia." Aí está a prova de que a Aliança não morreu, e que poderá estar fadada ao sucesso. Como diz o poeta,
pisou na merda? Abre os dedos!

Assustado? Não se espante. Parece que em 2010 coisa pior há de vir. Não acredito, mas não duvido.



Fonte: Novojornal

e tudo se repete...






E tudo se repete. Ao longo da história capitalista, países ricos compraram países pobres com dinheiro, ajuda militar, apoio tecnológico, etc. A lógica capitalista é simples: intervir politicamente nos países pobres valendo-se do seu poderio econômico. Nada melhor do que repetir a fórmula na conferência do clima de Copenhague.

O presidente Obama, que já não se mostra tão progressista como antes das eleições, está defendendo a criação de um fundo para financiar os países pobres na luta pela diminuição da emissão de gases do efeito estufa. Porém, como era de se esperar, os EUA vão cobrar "transparência" dos países beneficiados.

"Os países têm direito de exigir transparência, exigir o cumprimento da política financiada. Mas precisamos tomar cuidado com esta intrusão nos países em desenvolvimento, nos países mais pobres. A experiência que temos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial nos nossos países, não é recomendável que continue a acontecer no século 21", alertou Lula.

ARREGOU!




Segundo a Folha de São Paulo, o governador-galã Aécio Neves desistiu da pré-candidatura à presidência da república. PEDIU ARREGO!


Agora, provavelmente, ele irá se dedicar à campanha ao Senado Federal. E às loiras.


Boa sorte, Aécio! NOOOT!

Pimentécio na berlinda

TRE-MG reabre processo contra Aécio, Pimentel e Lacerda por abuso de poder eleitoral



O TRE-MG decidiu reabrir o processo contra o governador Aécio Neves, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e também o atual, Márcio Lacerda, por abuso de poder econômico na campanha eleitoral do ano passado. Todos eles fizeram parte da mesma aliança.

A solicitação apresentada por promotores do Ministério Público foi extinta pelo juiz diretor do foro eleitoral de Belo Horizonte, Roberto Messano, em junho deste ano. Mas foi reaberta após nova avaliação do TRE.

O processo volta a tramitar em 1ª instância. Agora, entretanto, a definição do andamento do processo não estará mais nas mãos de Messano, que já se aposentou, e sim com a juíza Mariângela Faleiro, que está na direção do foro eleitoral.

A denúncia pode resultar em impugnação dos mandatos do governador Aécio Neves e do prefeito Márcio Lacerda, além da inelegibilidade de todos os envolvidos.
(grifo nosso)

Em resposta, o advogado dos envolvidos, José Sad Jr., minimizou a retomada do processo, e disse que a definição ainda deve demorar para ser divulgada. Mesmo assim, ele falou que acredita no não prosseguimento do inquérito.

--

O jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, também traz uma notícia sobre a reabertura do processo. Engraçado um jornal mineiro conseguir expor denúncias do governador tão simples assim.

Fonte?
Rádio CBN e Rádio UFMG Educativa.

Vá de branco!

O prefeito Márcio Lacerda, por meio do decreto 13.798, proibiu a "realização de eventos de qualquer natureza na Praça da Estação...", sob a alegação de que a praça havia sido depredada nos últimos eventos e que estava tendo dificuldade em limitar o número de pessoas, e, por conseqüência, garantir a segurança pública.

Tal lamentável decisão está causando insatisfação por parte do meio artístico e de estudantes belorizontinos. A cidade, que já não possui tantos eventos culturais em comparação a outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro, agora perdeu uma ótima forma de difundir a arte para a população.

O interessante dos eventos ocorridos na praça da estação é que eram gratuitos e de ótima qualidade. Infelizmente a classe de baixa renda e os estudantes serão novamente os mais prejudicados. Já é de praxe em governos elitistas desfavorecer esses grupos sociais, bem como desvalorizar a cultura e educação.

O que nos resta agora é protestar. Entrem no site “Vá de branco” e divulguem a manifestação que estão organizando.

Mais de 90 dias sem postar...

E a MUDA se calou

Recebi, na semana passada, a seguinte notícia:


Polícia fecha rádio pirata que interferia no aeroporto de Cumbica


Uma operação da Polícia Civil de São Paulo tirou do ar nesta quinta-feira (19) uma rádio pirata que interferia no trabalho dos controladores de vôo do aeroporto de Guarulhos, o mais movimentado do país.

Também foi fechada nesta quinta-feira uma rádio que funcionava dentro da Unicamp. A universidade não quis comentar o fato. A Anatel informou que a fiscalização das rádios piratas é constante. O telefone para denunciar é 133.


O que me chama a atenção nessa nota é o que eu fiquei sabendo a posteriori: que a rádio funcionava há bastante tempo no campus da Unicamp, com a ciência do Reitor de lá.

Ultimamente tem acontecido uma devassa para fechar rádios "piratas". A principal alegação é a interferência na comunicação entre torres de comunicação e aviões. OK, me expliquem então:

por que existe tal interferência, sabendo-se que as rádios "piratas" operam em FM, assim como as comerciais (e as frequências utilizadas variam de cidade para cidade)?

Da série Perguntas que ninguém quer responder por todos já saberem a resposta.

Um outro jornalismo é possível

por Luis Weis, do Observatório da Imprensa


Pois é. A economia mundial vive a maior crise desde a segunda guerra, ou desde a grande depressão – ou desde sempre. E a imprensa cobriu com os mesmos cacoetes dos tempos de vacas gordas o encontro, em Belém, das organizações que os fatos dos últimos meses tornaram as únicas credenciadas a dizer: “Bem que nós avisamos!”

O Fórum Econômico de Davos continua a merecer o respeito da mídia, embora reúna os profetas falidos das virtudes da desregulamentação financeira, os culpados pela esbórnia homérica que hoje custa o emprego de milhões de pessoas e os luminares que agora não ousam prever, no que enfim estão certos, quanto vai durar e no que vai dar a desgraceira que desceu sobre o mundo.

Já o Fórum Social continua a ser tratado folcloricamente como “convescote”, “happening”, um ajuntamento de “tribos” prontas a criticar, mas incapazes de oferecer “qualquer sugestão” para o mundo tirar o pé da lama.

De um enviado especial a Belém: “Não é fácil entender o encontro […] Não se consegue extrair do fórum nenhum documento que aponte um caminho a seguir contra a crise.”

Sim, eles são muitos, diversos, com agendas para todos os gostos, nenhum consenso sobre a vida e a suas implicações que dê para resumir numa manchete, ou nenhum consenso, ponto – e, sim, eles dão palco e platéia para esse retrocesso chamado Hugo Chávez. Mas reduzir a isso a informação sobre o evento é de uma miopia que só o preconceito explica.

Ou melhor, os preconceitos, no plural. Um deles é o de abordar o novo a partir de um modelo velho – o da cobertura de congressos tradicionais, em que se fala, se disputa, se negocia, se formam facções, até a hora quando, pelo voto ou por aclamação, se tira a resolução final, se dão os trâmites por findos e os repórteres fecham as suas matérias e partem para outra.

Mas a pauta do Fórum Social para a qual a mídia não está nem aí é a do seu próprio movimento centrífugo, a mobilização e a discussão de ideias (seja qual for o seu mérito presumível) como obras abertas. O outro mundo de que os seus participantes falam pode ser, ou não, possível. Mas uma outra forma de fazer política já está em curso – nas barbas de uma imprensa pavlovianamente condicionada a esperar o que dali não sairá, por ter sido descartado, para o bem ou para o mal. Um outro jornalismo também deve ser possível.

Nessas novas articulações, até a presença de presidentes como os que estiveram em Belém pode não ser exatamente o que parece.

Por isso é que o jornalista, decerto uma raridade, interessado nos desdobramentos do Fórum, devia ler o artigo “Sem atalhos”, da ex-ministra Marina Silva, na Folha da segunda-feira, 2. Não é para concordar. É só para entender.

Entender, em primeiro lugar, a relação entre os “sociais” e a política organizada. “Provavelmente precisaremos nos livrar do peso da tradicional visão que vê os líderes como portavozes do destino”, escreve Marina. “Por mais que figuras carismáticas importem em processos de mudança, não dá mais para substituir – e nem é desejável fazê-lo – o papel de cada ser humano, sob pena da mesmice política, da terceirização de sonhos e de transformar cidadãos em meros seguidores.”

Entender, em consequência, o que pode haver de original, criativo – notícia, portanto – no modo como o Fórum pretende motivar, arregimentar e agir. Da ex-ministra:

”Numa sociedade movida a informação, formação de redes e espaços antes impensáveis de militância, a perspectiva do século 21 em plena crise, só pode ser a da interação real, de escuta, de convergência de múltiplas competências e percepções. E de novas referências para a busca de soluções menos verticalizadas e estanques […].”

Quando, guardadas as proporções e as diferenças, a infantaria do candidato Barack Obama foi por aí, a mídia se encheu de ohs! e ahs! Quando o Fórum entende que esse é o caminho, os jornais nem sequer se dão ao trabalho de checar se está andando como acha que deve.

Talvez ainda não, a julgar pelo conselho que lhe dá o decano da sociologia francesa, Alain Touraine, entrevistado por Laura Greenhalgh e Ivan Marsiglia para o caderno dominical Aliás, do Estado – o melhor produto singular da imprensa diária brasileira.

“Ajeitem seus canais de expressão se quiserem ter influência política”, é a mensagem de Touraine. Para o sociólogo, “os temas introduzidos pelos ‘altermundialistas’ no Fórum Social são, de fato, essenciais na tomada de consciência sobre os riscos que o mundo corre” – o que nenhum repórter, comentarista ou redator de editoriais desdenhosos sobre o acontecimento teve a lisura de pelo admitir que possa ser verdadeiro.

“Mas essa gente”, ressalva Touraine, “tem grande dificuldade de organizar suas ações, por uma razão elementar: o adversário contra o qual lutam são as grandes empresas multinacionais, que estão fora de seu alcance.”

Na Folha, outro sociólogo, o brasileiro Michael Löwy, radicado há 40 anos na França, também defende os altermundistas. Para ele, “está muito clara a vitalidade extraordinária do processo do Fórum, sua capacidade de se reinventar e avançar em idéias e propostas. Quem está em crise agora é o outro fórum, o de Davos.”

Já se disse, quem sabe injustamente, que entrevista é jornalismo preguiçoso. Mas a dura sentença se aplica ao caso. Isso (e muito mais) que os sociólogos dizem – “essa gente tem grande dificuldade de organizar suas ações”; “está muito clara a sua capacidade de se reinventar” – tinha de ser levado ao leitor no formato jornalístico por excelência: a reportagem.

Só depois de garimpar os fatos e sentir o clima em Belém é que a imprensa poderia dizer com um mínimo de objetividade se “não é fácil” mesmo “entender o encontro”.

Por que os blogs de jornalistas não funcionam

(Gostei da ironia.)

Julio Daio Borges, editor do Digestivo Cultural

De repente, a imprensa toda descobriu os blogs... Baixaram um decreto-lei em cada redação e, impreterivelmente até o final do ano, todo jornalista tem de colocar seu blog no ar. Todo. "Mas, pera lá, eu vou blogar sobre o quê?" "Ah, sei lá, não importa: blogue! Inscreva-se no Orkut, visite os fotologs, abra uma conta no Gmail, compre até um iPod se for necessário... mas blogue!" "Como assim 'blogue'? Eu preciso saber por quê..." "Ora, porque toda a concorrência está blogando – que-nem-lou-ca! Ah, sei lá, por quê... Blogue!".

E lá foram os jornalistas blogar... Mas jornalista que é jornalista não entende nada de internet, tem preguiça: fugiu dela enquanto pôde, torceu para que a Bolha mandasse a tal "nova economia" pro espaço... Mas, mesmo com a Bolha que enterrou a euforia das pontocom em 2000, a imprensa jamais recuperou seu antigo posto... Outra bolha se formou e os jornalistas têm agora de, inescapavelmente, blogar!

Mas não sejamos injustos. Alguns jornalistas entenderam pra que serve o blog, isso se já não internetavam antes... Então esta crítica não vale para todos, absolutamente todos: vale para uma grande maioria que está blogando por obrigação, quase se arrastando, já que passou os últimos anos menosprezando a internet e, agora – muito a contragosto –, tem de fazer parte... (Depois não entende por que seu blog não funciona...)

Jornalistas não lêem blogs. Se os jornalistas lessem mais a internet, estariam muito mais bem informados e teriam começado a blogar, por contra própria, antes. Um dos "marcos zero" para o nascimento (ou para a expansão) dos blogs remonta ao Blogger, uma ferramenta que facilitou a vida de quem não queria registrar domínio, mexer com HTML, upload, essas coisas... Isso foi em 2001.

Portanto, há mais de cinco anos, o mundo está blogando. Você não vai guardar a quantidade de blogs que existem agora, mas vale repetir o que a BBC (como medida) consagrou: nasce um blog novo a cada segundo. Por incrível que pareça, os jornalistas brasileiros não atinaram para essa informação: preferiram esperar vir "uma ordem de cima" para – aí, sim – começar a blogar. E estão blogando, claro, meio sem direção...

Blog não é notinha de coluna social, sobre a última fofoca (sobre o último "furo", então, nem pensar...). Blog também não é o que você comeu ontem (blog gastronômico); nem se está frio ou se está calor (blog meteorológico); nem, muito menos, clipping do que você andou lendo em papel! Seus velhos hábitos de jornalista não valem pro blog. Jogue todos fora, se quiser começar a blogar. Bem-vindo à blogosfera... mas, antes de emitir uma opinião, olhe em volta, pense bastante – fale só se for acrescentar alguma coisa à conversação.

Jornalistas não sabem lincar. Os jornalistas passaram a vida inteira escutando que não podem – em hipótese alguma – citar a concorrência. Se a concorrência "der" antes, azar – "vá lá e dê de novo (como se fosse você o primeiro a dar). E jamais confesse isso em público." Se a concorrência tiver mais razão, "cozinhe" a notícia e dê de novo ("como se a notícia fosse sua"). Admitir um erro é a suprema humilhação. "A concorrência, oficialmente, não existe para nós." (Estenda esse raciocínio, também, a seus colegas de trabalho... Todos.)

Acontece que a internet é o contrário disso tudo. O link é a moeda de troca da internet. Tanto para quem "linca" quanto para quem "é lincado". Link não é nota de rodapé; link não é referência bibliográfica; link não é, muito menos, auto-referência (embora, às vezes, aconteça...). Link é link. E existe toda uma arte em lincar... Os jornalistas não aprenderam ainda; porque eles nunca aprenderam a citar!

Então você acessa um blog de um jornalista-blogueiro, desses de agora, e vê lá que ele fala tudo por alto, fingindo que está dando em primeira mão – mas tá na cara que ele tirou tudo aquilo de algum outro lugar... E quando vai lincar, não se dá nem ao trabalho de marcar a palavra, expressão ou frase (a que o tal link se refere): copia e cola aquele endereço que é uma centopéia (e o link, pra variar, não funciona!).

Jornalistas não estão acostumados a ter leitores "Leitores; vocês existem? Pensei que fossem, todos os dias, inventados pelos estagiários da redação... – como a seção 'horóscopo'!" Nenhuma publicação no Brasil, até hoje, viveu exclusivamente de seus leitores. Então os jornalistas até perguntam o que você – leitor – acha; mas, no fim das contas, é a consultoria quem manda; ou o modelo (estrangeiro) de negócio (que alguém da diretoria decidiu copiar...); ou é a "pesquisa" (que ninguém sabe se foi respondida por pessoas de verdade ou se foi inventada pelo pessoal do marketing...).

O grande problema para os jornalistas é que, na internet, os leitores estão presentes em carne e osso. "Quem colocou eles lá? Eles estão atrapalhando! Sai, sai..." Mandam e-mail, "enchem o saco" nos comentários ("tem de monitorar toda hora...") – "quando não inventam blogs inteiros (ou comunidades do tipo 'eu odeio...') só pra sacanear..." Para os jornalistas, os internautas são uma pedra no sapato. Ainda mais agora, que alguém disse, lá nos Estados Unidos, que "blogs são conversações"!

Mesmo com a internet a manivela (de antes), era mais fácil. Se um e-mail não agradava, bastava apagar. Fingir que não chegou... Quem iria provar? Carta, então... nem precisava abrir; bastava rasgar e jogar fora. Se o chato incomodasse muito, era só inventar, em cinco minutos, uma metáfora qualquer para humilhar o leitor em público – e ele saía de circulação. "Agora é uma desgraça: tem 'leitor' publicando em tudo quanto é canto! Onde é que nós vamos parar?"

Jornalistas não estão acostumados a ter resposta. A dependência jornalística dos governos no Brasil é histórica (e até folclórica). Quantos governos não montaram seu próprio jornal apenas para apoiar seus atos? Quantas revistas, até hoje, não foram criadas pela oposição (que era governo antes e que perdeu seu pedaço do bolo)? Então, nenhuma opinião, jornalisticamente falando, é 100% firme no Brasil – jornalista que é jornalista, dança conforme a música. As bravatas, quando as há, estão sempre a serviço de alguém (de algum lado ou de algum grupo). Como se ordenasse a um matador desses de aluguel, o editor aponta uma pessoa na rua e resume: "Nesta semana, vamos meter o pau naquele lá – senta aí e manda brasa!"

Como é a bravata pela bravata, quase nunca é contestada. Até porque, na comunidade jornalística, todo mundo sabe que é infundada... E quando o é, o contestador apela para a honra, desqualifica a moral do adversário – mas nunca responde nada. E fica cada um pro seu lado, xingando a mãe do outro – até cansar (os leitores geralmente cansam antes). Nunca foi discussão séria, de verdade. De vez em quando, algum presidente se mata (ou "é matado") – mas, aí, não é por causa de nenhum jornalista ou jornal...

Os jornalistas, então, caem na internet e ficam horrorizados... Como alguém tem o desplante de contestá-los? E com fatos! Onde é que já se viu isso? Golpe baixo! Morrem de raiva mas não conseguem, eles próprios, contestar. "Travam" naquele mandamento que, justamente, os impede de citar os outros (e de lincar). Por isso, os blogs dos jornalistas são aquele negócio moroso, morno, morto, sem links... (Quando os jornais de papel acabarem e a dependência governamental não fizer mais sentido, aí, talvez, os blogs dos jornalistas vão melhorar...)

Jornalistas são interesseiros e, não, desprendidos A internet começou por questões estratégicas, de geopolítica, e evoluiu, junto com os computadores, por questões militares, de guerra. Mas quem inventou a World Wide Web foi um acadêmico, Tim Berners-Lee, interessado em organizar os documentos das universidades interconectadas, e em facilitar o acesso a eles – por meio de links (!). E quem alimentou a WWW, depois que ela foi aberta ao público, foram as empresas, claro, mas também as instituições – e as pessoas!

Os jornalistas relutaram muito em aceitar, alguns vão morrer não aceitando, mas o fato é que poucos, pouquíssimos, entenderam a noção de "desprendimento" que permeia as relações na World Wide Web. Então, de início, acharam que a internet tinha "alguma coisa" contra eles – que "esses blogueiros", da WWW, vieram para tomar o emprego (e os leitores) deles. Ocorre que os blogueiros da internet, por agir individualmente, não podem ter nenhum "interesse" organizado... (E, ainda por cima, tendo como "alvo" os jornalistas e seus preconceitos de classe...!)
Enfim, os blogs dos jornalistas não funcionam também porque o blog por dinheiro, e só por dinheiro, é uma contradição em termos. Como o blog político o é, se for mero instrumento de assessoria de imprensa (e se não houver, por parte do blogueiro, nenhuma paixão que o mova). Os jornalistas brasileiros passaram muitos anos amarrados, manietados, obedecendo a ordens e replicando as opiniões de seu empregador – é natural, portanto, que se movimentem desajeitadamente num ambiente onde a liberdade de expressão nunca foi tamanha... O pior é que a internet, generosa como sempre, vai absorvê-los no final.

Barack Obama


Barack Obama foi o primeiro presidente negro eleito nos EUA. O País, que é tido como um dos mais segregacionistas, mostrou para o mundo que mudanças e grandes evoluções são possíveis. O sonho do Martin Luther King começou a ser realizado? Obviamente que não podemos colocar tamanha responsabilidade nas costas do presidente. É apenas o começo de uma possível mudança na postura da população e do governo dos EUA. O que está acontecendo no país deve servir de exemplo para nos brasileiros. A própria imprensa americana utilizou tal acontecimento comparando com a realidade brasileira. Jornais de grande influencia no país noticiaram o grande passo a frente do país em relação ao Brasil, que se diz um país plural, mas, que na realidade, nunca reconheceu o legado cultural e político que os negros nos deixaram e estão nos deixando.

Obama não representa apenas uma vitória para o movimento das minorias e seus simpatizantes. Ele é símbolo de uma nova era na política externa dos EUA. Uma política menos belicosa e favorável ao diálogo e às concessões. As medidas unilaterais que marcaram muito o governo do seu antecessor diminuirão sensivelmente. Obama já prometeu que vai acabar com a divisão entre eixo do bem e eixo do mal, difundida pelo Bush. O democrata já se mostrou disposto a sentar pessoalmente com o Kim Jong II, líder norte-coreano, por exemplo.

Internamente, estão prevendo uma Obama mais preocupado com o social. Especialistas acreditam que serão adotadas medidas político-econômicas semelhantes ao do Welfare State, do presidente Roosevelt. Ele já prometeu criar 2,5 milhões de novos empregos até 2011 num plano político agressivo e, que isso, será a solução para enfrentar os problemas da crise.

O presidente já conseguiu, antes mesmo de iniciar a sua jornada, obter certa confiança da Venezuela e da Rússia, dois países que não mantiveram boa relação com o antigo governo. O presidente russo Dimitri Medvedev disse que Obama estará aberto a mudanças em relação ao plano unilateral americano de implantar um escudo antimíssil na Europa, colocando equipamentos no espaço aéreo de países do leste europeu. Bush defendia adotar tais medidas independente do consentimento russo. Obama também está conseguindo conquistar o Hugo Chávez. O venezuelano afirmou que espera que o Obama consiga, por meio do diálogo, a enfrentar problemas globais, tais como os ambientais, a guerra do Iraque e as questões diplomáticas em relação ao Irã, Venezuela e Cuba.

Grandes desafios do próximo presidente americano serão a recuperação da opinião internacional no que tange o respeito aos direitos humanos por parte do exército americano e a luta contra o terrorismo sem que se utilize o terrorismo para tal. Para isso, Obama prometeu desativar Guantánamo e vencer a guerra no Iraque, acabando com o Al Qaeda. Creio que desativar a cadeia vai ser uma grande vitória para a população cubano e também mundial. Vai ser um símbolo em favor dos direito humanos e da libertação cubana contra parte do domínio americano em seu território. Porém, não acredito que a segunda proposta do Obama vai ser bem sucedida. Não tem como acabar com uma organização tão sólida como o Al Qaeda militarmente. O caminho que deve ser perseguido é o inverso. Deve-se acabar com o motivo que impulsiona o grupo guerrilheiro a ter ódio pelos EUA. Não acho que essa vai ser a proposta adotada pelo atual governo americano.


Choque digestivo

Não sei se você ficaram sabendo - provavelmente não! - mas ontem, dia 19, tivemos um ato público em frente à Casa do Jornalista, protestando contra a censura na imprensa mineira (ah, é, Abadia?), o cerceamento à liberdade sindical e o sucateamento da máquina estatal.

Bem que eu reparei: lá no Centro e ao longo da Av. Catalão (por onde eu passo para ir à faculdade), tinha uns cartazes com caricaturas fazendo reivindicações ao (des)Governador de Minas, o capitão-geral Aécio Neves. Só que nessas terras denúncias ao mandatário do executivo estatal não são pauta na imprensa. Dizer que a Cemig está sendo sucateada não pode, sinhôzinho não gosta.

Abaixo segue um trecho da carta, entregue durante o ato público, denunciando o caos do serviço público mineiro. Isso é pauta.

“Na saúde, a qualidade dos serviços e as condições de trabalho estão tão precárias pela falta de investimentos que até o Ministério Público do Trabalho repassou verbas para tentar minimizar problemas estruturais de algumas unidades. Os hospitais sofrem com superlotação, falta de equipes e de instalações para atendimento à população.

Na educação, após décadas de luta pela valorização do magistério, presenciamos o governador de Minas Gerais se aliar a outros, para impedir que o piso nacional de R$ 950,00 dos professores seja implantado.

Na área de segurança, os investimentos divulgados pelo governo estão muito aquém das necessidades verificadas. São 14,3 homicídios dolosos para cada 100 mil habitantes e há superlotação em cadeias públicas sob controle da Polícia Civil.
Enquanto isso, o governador Aécio Neves viaja numa sutil campanha eleitoreira e a sociedade fica trancada em suas casas com medo da violência nas ruas.

A Cemig propõe cortes nos postos de trabalho, precarizando a prestação de serviços através da terceirização. Uma posição totalmente oposta aos lucros que vem apresentando há vários anos. Vale salientar que, em 2008, a empresa deve obter o maior lucro de sua história, cerca de R$ 2 bilhões.

Já a Copasa, que fornece um serviço essencial à saúde da população, tem voltado seus interesses para as ações na Bolsa de Valores, deixando de investir em municípios que não dão lucros. A política adotada na empresa é de discriminação de idade, através da demissão de trabalhadores concursados, enquanto contrata assessores sem concurso público com altos salários. Ela beneficia ainda grandes construtoras com a prorrogação de contratos.

Cabe denunciar que, enquanto as empresas públicas mineiras gastam milhões de reais em publicidade, a população amarga faturas altíssimas de energia e de água.

Não podemos mais esperar, resignados, que o nosso Estado, tradicional na defesa da liberdade, volte sua atenção para os interesses da sociedade. É preciso construir uma gestão democrática, que beneficie a população e, sobretudo, volte a dar espaço para a liberdade”.

Assinam:

ASTHEMG – Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais do Estado de Minas Gerais, CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, CUT – Central Única dos Trabalhadores, Federação dos Urbanitários de Minas Gerais, NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, FEM-MG – Federação Estadual dos Metalúrgicos, FNU – Federação Nacional dos Urbanitários, Fisenge – Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros, Saemg – Sindicato dos Administradores de Minas Gerais, Senge-MG – Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais, Sinarq-MG – Sindicato dos Arquitetos de Minas Gerais, Sindágua – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação de Água e Esgoto de Minas Gerais, Sindepominas – Sindicatos dos Delegados do Estado de Minas Gerais, Sindec-MG – Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Culturais e Recreativas no Estado de Minas Gerais, Sindicato dos Bancários de BH, Sindicato dos Eletricitários de Juiz de Fora, Psind - Sindicato dos Psicólogos, Sindicato dos Securitários de Minas Gerais, Sindieletro - Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais, Sindpol – Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais, Sindpúblicos – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais, Sind-Saúde – Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais, Sindsul – Sindicato de Eletricitários do Sul de Minas, Sind-Ute-MG – Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais


Fonte: Novojornal

E hoje nem é feriado

Em terra que celebra Tiradentes como mártir da Inconfidência, Zumbi é largado de lado. E depois dizem que brasileiro não é racista - ô, raça!

Fim das férias forçadas

Aguardem, vidraças!

Eleições nos EUA

Obama só não vence se houver fraude

"Estamos na reta final das eleições e há uma tendência relativamente segura de que Barack Obama deve se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos", afirma [o doutor em história social da Universidade de São Paulo (USP) Sidney Ferreira Leite].

Os dois candidatos estão investindo nos Estados onde a situação eleitoral não está definida, como Ohio, por exemplo. "Eles não vão para Estados como Califórnia e Nova York, porque ali é certa uma grande vitória de Barack Obama", diz Leite.

Segundo o professor, todas as pesquisas apontam a vitória de Obama. "Só se houver uma fraude no processo eleitoral, que não é absolutamente impossível, mas Barack Obama deve ganhar. Inclusive, com relativa facilidade, não só no percentual de votos populares, mas, principalmente, no Colégio Eleitoral, porque tem larga vantagem nos Estados que têm maior número de delegados", explica.



Isso me lembra um vídeo postado aqui recentemente...

O nosso estimado Governador

Encaminhando importante documento, ainda em meio a férias forçadas.


É com perplexidade e pesar que compartilho com vocês o episódio ocorrido ontem por volta das 21h, no galpão ocupado há 10 anos pela organização não-governamental Circo de Todo Mundo, sediado na Rua Santo Agostinho, 1441 – Bairro Instituto Agronômico, em Belo Horizonte.

Ontem, dia 27 de Outubro, o vigia da instituição foi rendido por policiais militares que chegaram ao local na calada da noite, juntamente com representantes do Governo do Estado e a Copasa (sem nenhum comunicado prévio), munidos de documentos e tratores que autorizavam a destruição do espaço físico utilizado há 10 anos pela ONG Circo de Todo Mundo em Belo Horizonte. Esta organização atua há 18 anos na capital mineira, atendendo centenas de crianças com trajetória de moradia na rua, vítimas do trabalho infantil e de abusos de toda a ordem, crianças encaminhadas por Conselhos Tutelares, cumprindo medidas sócio-educativas, da comunidade local, etc...

A ONG Circo de Todo Mundo é reconhecida no cenário nacional e internacional pela seriedade e compromisso com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Seus fundadores participaram da implementação de políticas públicas destinadas à fiscalização e defesa dos direitos das crianças e adolescentes e influíram ativamente na constituição dos Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente no Estado de Minas Gerais. A instituição tem assento no Fórum Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e recebeu em 2007 o Prêmio CEPAL pelas ações que desenvolveu na capital mineira de erradicação do trabalho infantil doméstico e proteção ao trabalho adolescente. Em 2003, foi agraciada com o Prêmio Itaú-Unicef e o Prêmio Direitos Humanos, concedido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

O desfecho trágico da noite de ontem, foi ainda pior no dia de hoje, quando crianças, adolescentes e jovens chegaram para brincar, encontrar com seus amigos, se alimentar, pesquisar, estudar, etc... no turno da manhã. Ao invés da acolhida habitual, encontraram um circo murado e um belo painel estendido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, com imagens computadorizadas, que exibiam o que será o próximo Centro da Juventude (projeto Plug In) de Belo Horizonte. As crianças, jovens monitores e familiares não retornaram às suas casas. Junto com funcionários da organização, se sentaram na rua e resistiram, exigindo das autoridades públicas uma explicação.

Porém, o comunicado distribuído pelo Governo do Estado no local era dirigido APENAS à imprensa. O comunicado informava que desde Abril de 2008, a organização Circo de Todo Mundo havia sido informada sobre os novos planos do governo para o local e que devido a divergência do público alvo não foi possível estabelecer uma negociação. O Governo do Estado alega que como a ONG Circo de Todo Mundo atende crianças a partir de 06 anos, suas atividades não poderiam ter continuidade naquele espaço que seria agora destinado a atender à juventude.

Ora, todos nós sabemos o quanto é árdua a tarefa de conseguir um espaço físico para desenvolver um trabalho com crianças social e economicamente marginalizadas. Os primeiros anos de história dessa organização em Belo Horizonte registram bem os obstáculos já enfrentados. Sugiro a leitura do livro "Uma História de Magia e Cidadania", lançado no ano 2000 pelo Circo de Todo Mundo (disponível nas livrarias), onde o registro das constantes mudanças de espaço feitas pela instituição estão bem retratados.

Compreendemos que é sim de direito do governo, ter de volta o terreno que é de sua propriedade. E é por isso que as lideranças da ONG Circo de Todo Mundo estão em constante diálogo com a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais buscando alternativas, já que como instituição sem fins lucrativos ela não conta com recursos próprios para alugar um outro espaço assim "da noite para o dia". Porém, o diálogo foi interrompido ontem à noite, de forma brutal, quando a organização foi desalojada.

Apenas 03 pessoas conseguiram entrar dentro do galpão (Maria Eneide Teixeira, Vera Anastácio e Osvaldo) enquanto o trator destruia parte do galpão e funcionários do Governo encaixotavam parte do patrimônio físico da ONG. O fotógrafo Carlos França (que trabalha como free-lancer para o Circo de Todo Mundo) conseguiu registrar imagens do que estava ocorrendo na parte externa, mas foi impedido pelos policiais militares de entrar no local e filmar toda a destruição dentro do galpão.

O que fica para nós – sociedade civil comprometida com a defesa dos direitos de crianças e adolescentes de nosso País – são as questões:

Qual é a política do governo do Estado para as crianças e adolescentes de Minas Gerais?

Porque o diálogo com a ONG foi interrompido de uma forma tão brutal??

Porque o despejo foi realizado na calada da noite, sem aviso prévio??? Será que o Brasil vive mesmo uma democracia??

Que exemplo as autoridades públicas do Estado de Minas Gerais estão dando às nossas crianças com atitudes como esta???

Que projeto de Nação é este que não tem como diretriz a prioridade ABSOLUTA à proteção integral dos direitos da população infanto-juvenil? ?

Sugiro a vocês a leitura do boletim da rede GIFE distribuído exatamente na noite de ontem, que tem o seguinte título "CRIANÇA AINDA NÃO É PRIORIDADE".

O segundo parágrafo do texto de Rodrigo Zavala diz: "Disposta na Constituição Federal Brasileira, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e em uma série de convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, a prioridade na defesa do público é LETRA MORTA sob o prisma das políticas públicas em favor da infância." http://www.gife.org.br/

A ONG Circo de Todo Mundo sempre orientou sua prática pelos princípios dispostos nestas legislações, principalmente, naquele que se refere ao artigo 7, da Declaração Universal dos Direitos da Criança da ONU, que afirma: "...TODA CRIANÇA TERÁ DIREITO A BRINCAR E DIVERTIR-SE, CABENDO À SOCIEDADE E ÀS AUTORIDADES PÚBLICAS GARANTIR A ELA O EXERCÍCIO PLENO DESSE DIREITO".

Na apresentação da publicação "Em Busca da Infância Perdida – a experiência do projeto de Erradicação do trabalho infantil e proteção do adolescente no trabalho doméstico em Belo Horizonte 2002-2003", do Circo de todo Mundo e da Organização Internacional do Trabalho, através do Programa Internacional para a Erradicação do Trabalho Infantil (IPEC), de 2004, a fundadora e coordenadora- geral da instituição, Maria Eneide Teixeira, escreve:

"No cotidiano de minha vida, descobri que as crianças e adolescentes, ricos ou pobres, compartilham desejos e necessidades universais. E todos – meninos e meninas – têm o direito básico de crescer preservando a infância como etapa fundamental de suas vidas. Este é o princípio que rege a ONG Circo de Todo Mundo, desde a sua criação. Temos uma trajetória de solidariedade, de escuta e de vivência que foi indicada pelas próprias crianças com as quais nos envolvemos. Nossa história é o maior testemunho de nosso compromisso com as causas da infância brasileira". .

De vocês, caros colaboradores e leitores desse desabafo, aguardamos mensagens de apoio e repúdio à descisão anti-democrática e brutal do governo Aécio Neves, que apenas aguardou o seu candidato Márcio Lacerda assumir o posto de novo prefeito da cidade, para empreender tamanha violência não só contra a uma instituição, mas PRINCIPALMENTE, contra crianças e adolescentes desfavorecidos da nossa cidade, do nosso país.

Que sejamos ao menos solidários a elas, as crianças, que são o futuro e também o presente.

Agradeço a atenção.

Christiane Sampaio
chris.sampaio@childrensworld.org