E o debate, o que é?
Um palco bizarro!
Semana passada houve o debate na UFMG entre os candidatos à prefeitura de BH. Para variar, Marcio Lacerda não foi, mandando seu vice, Roberto de Carvalho, como representante da chapa da Aliança.
Bom, até aí, tudo bem. Até o momento no qual um estudante de Engenharia perguntou para o Roberto como é que ele aceitou o convite de entrar numa chapa liderada por um mensaleiro. A resposta foi não tão curta, mas muito grossa.
Vide vídeo.
Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança"

Eu tenho que falar daquilo que eu fiquei sabendo a respeito de Márcio Lacerda, candidato à Prefeitura de Belo Horizonte (MG) pela coligação Aliança por BH (PT-PSB e, informalmente, Aécio e PSDB). Não deixe de clicar nos links abaixo!
A matéria abaixo foi publicada no Novo Jornal (leia sobre a publicação no Observatório da Imprensa). Curiosamente, dois dias depois, o Ministério Público, (boatos dizem que por "solicitação" de Aécio Neves) conseguiu tirar o site do ar (leia aqui e aqui sobre o referido embate).
QUEM É MÁRCIO LACERDA?
Com a aprovação de seu nome como candidato do PSB, em aliança com o PT, para a sucessão municipal em Belo Horizonte, começa a vir à tona denúncia envolvendo o atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio Lacerda (PSB).
Segundo uma das denúncias, o crescimento patrimonial de Marcio Lacerda ocorreu quando o mesmo comandava as empresas de telecomunicações Construtel e Batik, de sua propriedade, nos anos 80 e 90.
Neste período, seu principal contato era Roberto Lamoglia, que esteve na direção da Telemig, posteriormente, na da Telebrás.
À época, a Telemig esteve entregue a Saulo Coelho.
A Polícia Federal abriu, no período, inquéritos para apurar irregularidades que envolvia diversos personagens do PSDB e outros que migraram para o PTB.
A Construtel chegou a faturar em 1998 US$ 255 milhões. Com a privatização das empresas do setor de telefonia, os negócios de Marcio Lacerda começaram a cair.
Os lucros despencaram abruptamente. Em 2004, o faturamento da Construtel foi de R$ 2,4 milhões. Logo depois, ele vendeu a Batik e desativou a Construtel.
A correspondência encaminhada ao Novojornal, acompanhada de documentação, comprova o superfaturamento no fornecimento das centrais telefônicas de suas empresas à Telemig e à Telebrás, demonstrando ainda que Marcio Lacerda dividia parte dos "lucros" com o então diretor das estatais, Roberto Lamoglia.
A documentação é extensa e envolve outros políticos e ex-políticos mineiros do PSDB, PTB e PP. As informações são tão graves que antes de divulgar o nome dos envolvidos Novojornal decidiu por solicitar pareceres e certidões.
O esquema montado por Marcio Lacerda chegou, inclusive, a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União e por entidades representativas dos setores patronal e sindical.
Subscritores da denúncia, à época, e atuais integrantes do grupo que encaminhou a documentação para o Novojornal alegam que o fazem na defesa do patrimônio público, acrescentando: "Lacerda, naquela época, não ocupava nenhum cargo público. No entanto, conseguiu se enriquecer fazendo negociatas com empresas públicas. Imaginem este senhor no cargo de prefeito de Belo Horizonte! Não vai sobrar para ninguém."
Preferido do governador tucano de Minas Gerais e do prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), para ser candidato da pretendida aliança eleitoral PSDB-PT na capital mineira, Marcio Lacerda doou para campanhas eleitorais o valor de R$ 1,15 milhão em 2002.
As doações foram feitas em nome de Marcio Lacerda (R$ 750 mil) e da Construtel Projetos e Construções (R$ 400 mil).
Em 2002, o generoso Marcio Lacerda doou a Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PPS, a quantia de R$ 950 mil – 82% do total arrecadado.
Não por outro motivo, ele foi escolhido por Ciro para ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.
O segundo maior beneficiado, com R$ 100 mil, foi o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), candidato a deputado federal naquela ocasião.
Também receberam doações os candidatos a deputado federal pelo PPS-MG, Juarez Amorim, atual diretor da Copasa, e Ronaldo Gontijo, R$ 20 mil cada um, além de Sérgio Miranda, R$ 10 mil.
O candidato a deputado estadual pelo PT-MT Gilney Amorim Viana recebeu R$ 50 mil.
Em 2005, Lacerda deixou o Ministério da Integração Nacional após seu nome aparecer como suposto beneficiário de R$ 457 mil do esquema do mensalão.
De acordo com o publicitário Marcos Valério, o dinheiro teria sido pago em duas parcelas, em 2003.
Na ocasião, o então secretário-executivo da Integração Nacional confirmou três encontros com o publicitário.
Valério registra um primeiro pagamento a Lacerda, no valor de R$ 300 mil, em 16 de abril de 2003. O segundo pagamento, de R$ 157 mil, teria sido feito dois meses depois, em 17 de junho.
Em abril de 2007, Lacerda aceitou o convite do governador mineiro para ser secretário. Cinco meses depois, ele foi filiado ao PSB pelo tucano, que já pensava em um nome de um partido neutro para uma aliança PSDB-PT.
O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) é um dos que trabalha pela aliança.Publico X Privado, a invenão do Direito Neoliberal

Há no direito, uma antiga divisão técnica entre direito público e direito privado. Sendo que a grosso modo, na primeira esfera, o Estado estaria em um status acima de qualquer outra parte, ou seja, o seu interesse prevaleceria, em tese. Já na esfera do direito privado, o Estado estaria em "pé de igualdade" com a parte contrária, seu interesse jurídico se confronta mas não se sobrepõe ao interesse da contraparte. Meu interesse não é me aprofundar em ladainhas e em velhas liturgias através das quais o direito se auto sacraliza. Mas raciocinemos. A nata do direito privado, o direito civil, na questão de contratos, se esse for portador de cláusulas abusivas, é passível de nulidade, ou anulação, seja o bendito termo que for! Então o Estado interfere. Interefere até no mais privado dos direitos, o de família. Então aonde essa divisão se situaria exatamente? Ora, o direito, estátua de pesestais bambos, como diria Boaventura de Sousa Santos, estátua porque se encontra estanque nos seus própios rituais e tradições, e de pedestais bambos, porque não encotra fundamento social e nem mesmo jurídico para justificar seus costumes empoeirados e perdidos no tempo, bem como seus abusos e o ínfimo ou nenhum retorno social que proporciona à sociedade. Me parece que essa divisão, não passa de uma aberração dualista do Estado Neoliberal para justificar seus desmandos e sua ausência, um estado mínimo para os ricos e máximo para os pobres que adiquirem o status de fodidos por herança genética. O Estado neoliberal e a doutrina do direito por ele desenvolvida, nos adestra ao silêncio e ao medo, e reproduz a própria ladainha nos tribunais e nas academias. Esse mesmo Estado e a doutrina jurídica por ele reproduzida nos diz que é de seu direito cobrar, seja o que for, e o nosso dever reside basicamente onde ele se omite. Esse é o mesmo estado que nos passa a ilusão de que a injustiça social cravado no seio da civlização será resolvida por algumas migalhas de caridade, não dele, mas da própria sociedade. Dos pobres que cuidem vocês mesmo ou Deus se ele não estiver ocupado. Esse é o mesmo Estado que confere aos Bancos direitos infinitos que só a imganinação é capaz de alcançar, e aos fodidos, deveres que só o desespero é capaz de sentir. É o mesmo estado que diz pela lei 7.913/89, que reconhece legitimidade ativa ao Ministério Público para propor de ofício ou a pedido da Comissão de Valores Mobiliários, ação civil pública para evitar prejuízos ou obter ressarcimentos de danos causados aos titulares de valores mobiliários e aos ivestidores de mercado decorrentes de práticas irregulares. Seja lá o que se quer dizer com "práticas irregulares". O Estado, através do seu capacho, o dirreito, que perpetua suas injustiças, diz "público", onde quer prevalecer, e se diz "privado" onde prefere se omitir, a não ser que seja vantajoso "meter o bedelho".
Meu nome é Enéas! - O retorno
É cada macaco que aparece nesse galho... Depois de lançarem um candidato que é apadrinhado político de dois nomes de peso em MG, a moda agora é imitar aqueles que já foram. Desta para uma outra melhor - ou pior, conforme seu ponto de vista.
Em São Paulo, aconteceu de o caboclo se proclamar o filho do Mestre. Não Jesus, seu besta, o Enéas! Veja nota abaixo:
Justiça proíbe imitação de Enéas por candidato de SP
O juiz auxiliar da propaganda da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo Claudio Luiz Bueno de Godoy proibiu o candidato a vereador Luciano Enéas Martinez Nantes Soares (PTN) de usar a imagem do falecido deputado federal Enéas Carneiro de forma irregular.
Segundo a decisão, o candidato também não poderá utilizar em sua propaganda a fala, o bordão ou a referência gestual do deputado. Em propaganda do horário eleitoral gratuito, o candidato diz que pretende prosseguir com o trabalho do Dr. Enéas e se apresenta como sendo seu filho.
Apesar de Enéas Filho alegar em sua defesa que seu pai se chamava Osvaldo Enéas e era vereador, Godoy entendeu que houve imitação com o objetivo de "infundir no eleitor a crença em um elo que não existe". O candidato "veste-se, fala, imposta a voz em óbvia imitação de político notório e já falecido, não o vereador Osvaldo Enéas, mas o deputado federal Enéas Carneiro", concluiu o juiz, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Você duvida, ó incrédulo Tomé? Eis o vídeo no Youtube.
Novo Jornal e a censura à imprensa em Minas
Muito se tem discutido nos bastidores da imprensa sob o fechamento do site Novo Jornal pela Justiça mineira no último dia 14 de setembro. De um lado, está Marco Aurélio Carone, o proprietário do site e figurinha política mineira há longa data (segundo o próprio, ele mesmo foi quem iniciou Aécio Neves na juventude do PMDB graças à boa amizade que mantinha com o avô) e simpatizantes. Do outro, meia dúzias de jornalistas que insistem em dizer que Carone não passa de um charlatão, e que o Novo Jornal nunca foi de fato jornalismo sério.
Pra quem tá por fora, vou esboçar um relato resumido do ocorrido. O Novo Jornal, de acordo com Carone, era o único veículo em Minas Gerais que publicava denúncias de corrupção envolvendo membros e empresas do Governo e de capital privado (inclusive relacionadas a telecomunicações, como no bizarríssimo caso da Rede Globo e da CEMIG). O site já havia sido processado algumas vezes por alguns dos denunciados, mas – também de acordo com a versão do proprietário – mostrou provas e evidências relacionadas às matérias publicadas e conseguiu ser absolvido de todos os processos nos quais havia sido acusado.
Mas as coisas mudaram a partir do momento em que o jornal endereçou o tema da campanha do Ministério Público "O que você tem a ver com a corrupção?" ao procurador-geral de Justiça do estado Jarbas Soares. Jarbas, segundo Carone, andava travando várias investigações sobre casos de corrupção nos três poderes e em grandes empresas, privadas e públicas. Mas o procurador levou a ironia a sério; abriu um inquérito contra o Novo Jornal que foi rapidamente acatado por um juiz, que sentenciou uma decisão favorável à retirada do site do ar indefinidamente, “enquanto durarem as investigações”. E assim está até hoje.
O outro lado argumenta que, na verdade, o Novo Jornal publicava denúncias sem pé nem cabeça só para favorecer amigos e parentes de Carone, mas de maneira alguma esse raciocínio justifica a retirada do site do ar. É como se um homem fosse acusado de assassinato e preso antes do julgamento só porque alguém disse que ele era de má índole. E aonde fica a presunção da inocência, direito garantido pela Constituição?
O que aconteceu com o Novo Jornal só pode ser chamado de censura prévia, já que o direito de liberdade de expressão – também presente em nossa carta magna – foi completamente ignorado pelo MP e pelo juiz que expediu a sentença de retirada do site do ar. Além do mais, se denúncias sem pé nem cabeça fossem motivos pra fechar um veículo de comunicação, todos hão de convir que Veja já teria sido fechada há muito tempo.
Fica assim registrado então mais um caso de censura à imprensa em Minas Gerais, prática que, após a demissão do Cajuru e a divulgação dos vídeos no Youtube que tratam do assunto, já está claro que virou praxe.
E depois ainda perguntam ao Massote porque o Aécio foi reeleito com 70% dos votos. Isso e todo o resto ficam meio óbvios agora, né?
Dia do Não à Alca
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Chamando para o debate
Pessoas,
amanhã, no campus Pampulha da UFMG, teremos debate entre os candidatos à Prefeitura de BH.
Apareça:
11h30, na Praça de Serviços.
Completamente gratuito e aberto.
Justiça Criminal condena Mainardi, mas grande mídia absolve
O colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, foi condenado pela 13ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo a pegar três meses de cadeia por difamação e injúria. Os crimes foram cometidos contra o Jornalista Paulo Amorim. A pena pode ser convertida em três salários mínimos. Ele tem direito de recorrer.
O que mais me impressionou foi o fato de a grande imprensa não ter publicado tal acontecimento. Eu tive acesso a essa informação por meio do Portal Vermelho, do Partido Comunista Brasileiro. Gostaria de ver se a Veja agora vai publicar uma capa sensacionalista com a cara do Mainardi numa cela de prisão. A revista que adora incriminar as pessoas sem antes esperar a decisão da justiça, agora vai ter que engolir essa.
Alexandre Fidalgo, advogado do réu, afirmou que a decisão do TJ de São Paulo é “uma violação à liberdade constitucional de opinião”. Um dos juízes responsáveis pela ação afirmou que a “liberdade de imprensa não é um escudo para se censurar pela calúnia”.
Trechos da reportagem publicada pelo portal Vermelho e assinada pelo Paulo Amorim:
O PiG (Partido da Imprensa Golpista) não deu uma única linha sobre a condenação de Diogo Mainardi na Justiça Criminal de São Paulo. Diogo Mainardi foi condenado a três meses de cadeia. Se tiver dinheiro, pode converter a pena em dinheiro
O mais importante, porém, foi Mainardi perder a “primariedade”. O que significa que, se for condenado de novo, por não ser mais primário, vai ter que ir, obrigatoriamente, em cana. Do ponto de vista das instituições, a decisão por 3 x 0 manda um sinal a todos os colonistas e “jornalistas” do PiG.
O PiG e a Associação Nacional dos Jornais — seu lobby em Brasília — tentam impor a doutrina de que a liberdade de imprensa é ilimitada. A dupla condenação de Mainardi no Crime — já tinha sido condenado no Cível, também em segunda instância e também por unanimidade — fixa limites legais à liberdade do PiG.
Tanto assim que o PiG preferiu ignorar a condenação. Mainardi escreve na revista de maior circulação do país, a Veja, a última flor do Fascio, uma revista inescrupulosa, em que o leitor não distingue comércio de informação.
Mainardi escreveu um livro best-seller, que, no título, chama o Presidente da República de anta. Mainardi participa de um programa na tevê a cabo, de alcance nacional. Não é um desconhecido. Ele é um símbolo dessa imprensa que flagela o Brasil. E, por isso, por ela foi absolvido.
As vítimas da Big Pharma

“As populações do Sul, em especial as africanas, são cobaias dos testes clínicos de grandes laboratórios que testam ali, à guisa de princípios éticos, medicamentos que servem aos mercados do Norte.”(Jean-Philippe Chippaux- Le Monde Diplomatique)
Jean-Philippe Chippaux escreveu um artigo no Le Monde Diplomatique a respeito de testes clínicos feitos em pessoas de países subdesenvolvidos. Esses testes são feitos sem uma informação sumária, consentimento dos sujeitos, respeito à ética médica, controle terapêutico suficiente e segurança do paciente. As pessoas são tratadas como verdadeiras cobaias humanas. É um bom exemplo de desrespeito aos Direitos Humanos, tão difundidos por países sedes dessas indústrias farmacêuticas. Apesar de existirem leis internacionais que condenam os testes, elas não possuem sequer algum tipo de sanção.
Chippaux afirma que o antibiótico Tenofovir, do laboratório norte americano Gilead Sciences, teve seu teste suspenso na Nigéria, por “motivos de problemas éticos graves”. Também foram suspensos os testes em Camarões e Camboja. Todavia, continuaram ocorrendo na Tailândia, em Botsuana, Malavi, Gana e nos EUA (provavelmente entre a população negra e latino americana). Problema semelhante aconteceu com a Pfizzer. Ela foi acusada por trinta famílias nigerianas, visto que seu medicamento para meningite matou onze crianças e outras ficaram com graves seqüelas. Ocorreram escândalos também com o anti-séptico Stalinom, que motou 102 pessoas na França e com o talco Morghange, que intoxicou 145 bebês e matou 36.
“Na África, as possíveis regulamentações médicas e farmacêuticas datam da época colonial e parecem obsoletas e inadequadas. Os riscos de falta de ética são ainda maiores porque os laboratórios fazem cada vez mais seus testes no continente negro. Na verdade, ali, seu custo é até cinco vezes menor do que nos países desenvolvidos. Além disso, as condições epidemiológicas na África se revelam constantemente mais propícias à realização de testes: freqüência elevada de doenças, sobretudo infecciosas, e existência de sintomas não atenuados por tratamentos reiterados e intensivos. Enfim, o caráter dócil dos pacientes, em grande miséria, dada à pobreza das estruturas sanitárias locais, facilita as operações.”
“Esse cenário ajuda a contornar os princípios éticos. Foi assim que, durante o teste clínico do Trovan®, nem as autoridades nigerianas, nem o comitê ético foram consultados, pelo menos formalmente, sobre a informação dada às famílias e os arquivos de seu consentimento. Da mesma maneira, os testes do antivirótico Tenofovir® em 400 prostitutas de Camarões, de julho de 2004 a janeiro de 2005, não cumpriram as exigências éticas. Essa molécula reduz a transmissão do VIS, o equivalente ao HIV no macaco. O fabricante queria verificar essa propriedade no ser humano e escolheu uma população de risco, as trabalhadoras do sexo de um país com grande número de casos de HIV, devido a seu elevado risco de contrair o vírus.”
Visando enganar as pessoas, as indústrias passam informações em inglês sobre os testes. Além disso, tais pessoas são, na maioria dos casos, analfabetas. Muitas acreditam que estão sendo vacinadas. Outro grave problema é o fato desses pacientes serem infectados pelas doenças. Eles sequer sabem que podem nunca mais serem curados.
“No final da década de 1990, a cifra dos negócios mundiais da indústria farmacêutica (380 bilhões de euros) era superior ao produto interno bruto dos países da África Subsaariana (300 bilhões de euros).” Os africanos sofrem até hoje com o imperialismo dos países do norte. São ainda tratados como coisas. Quando representam um lucro em potencial, recebem maciços investimentos, como na indústria do petróleo, das pedras preciosas e farmacêuticas. Não são vistos nem como mercado consumidor. São considerados como mão-de-obra barata. A ONU e os países taxados como defensores da liberdade não se preocupam em denunciar os abusos cometidos por ditadores em grande parte dos países africanos, com exceção, claro, dos países economicamente estratégicos. E quando esses ditadores se “comportam bem”, recebem investimentos militares. Essa é a lógica capitalista.
Fonte:
http://diplo.uol.com.br/2005-06,a1117
Frase da semana
Não trocarei meu estômago por um tanque de gasolina.
Presidente Lula, em discurso na reunião de cúpula do Mercosul.
Não por um tanque de gasolina, mas quem sabe por um fígado...
Assim que se fala, companhêro! Bora pro bar que hoje é sexta-feira!
O direito de sonhar, de Eduardo Galeano
Mais um texto do fabuloso escritor Eduardo Galeano:
Tente adivinhar como será o mundo depois do ano 2000. Temos apenas uma única certeza: se estivermos vivos, teremos virado gente do século passado. Pior ainda, gente do milênio passado.
Sonhar não faz parte dos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram no final de 1948. Mas, se não fosse por causa do direito de sonhar e pela água que dele jorra, a maior parte dos direitos morreria de sede. Deliremos, pois, por um instante. O mundo, que hoje está de pernas para o ar, vai ter de novo os pés no chão.
Nas ruas e avenidas, carros vão ser atropelados por cachorros.
O ar será puro, sem o veneno dos canos de descarga, e vai existir apenas a contaminação que emana dos medos humanos e das humanas paixões.
O povo não será guiado pelos carros, nem programado pelo computador, nem comprado pelo supermercado, nem visto pela TV. A TV vai deixar de ser o mais importante membro da família, para ser tratada como um ferro de passar ou uma máquina de lavar roupas.
Vamos trabalhar para viver, em vez de viver para trabalhar.
Em nenhum país do mundo os jovens vão ser presos por contestar o serviço militar. Serão encarcerados apenas os quiserem se alistar.
Os economistas não chamarão de nível de vida o nível de consumo, nem de qualidade de vida a quantidade de coisas.
Os cozinheiros não vão mais acreditar que as lagostas gostam de ser servidas vivas.
Os historiadores não vão mais acreditar que os países gostem de ser invadidos.
Os políticos não vão mais acreditar que os pobres gostem de encher a barriga de promessas.
O mundo não vai estar mais em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza. E a indústria militar não vai ter outra saída senão declarar falência, para sempre.
Ninguém vai morrer de fome, porque não haverá ninguém morrendo de indigestão.
Os meninos de rua não vão ser tratados como se fossem lixo, porque não vão existir meninos de rua. Os meninos ricos não vão ser tratados como se fossem dinheiro, porque não vão existir meninos ricos.
A educação não vai ser um privilégio de quem pode pagar por ela.
A polícia não vai ser a maldição de quem não pode comprá-la.
Justiça e liberdade, gêmeas siamesas condenadas a viver separadas, vão estar de novo unidas, bem juntinhas, ombro a ombro.
Uma mulher - negra - vai ser presidente do Brasil, e outra - negra - vai ser presidente dos Estados Unidos. Uma mulher indígena vai governar a Guatemala e outra, o Peru.
Na Argentina, as loucas da Praça de Maio vão virar exemplo de sanidade mental, porque se negaram a esquecer, em tempos de amnésia obrigatória.
A Santa Madre Igreja vai corrigir alguns erros das Tábuas de Moisés. O sexto mandamento vai ordenar: "Festejarás o corpo". E o nono, que desconfia do desejo, vai declará-lo sacro. A Igreja vai ditar ainda um décimo-primeiro mandamento, do qual o Senhor se esqueceu: "Amarás a natureza, da qual fazes parte". Todos os penitentes vão virar celebrantes, e não vai haver noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.
Eduardo Galeano (1940-) é jornalista e escritor uruguaio. O texto foi publicado no diário argentino Página 12, em 29 de outubro de 1997, com o título "El derecho de soñar".
O texto foi retirado deste link.
a opressão da fé
“A religião (cristã) é ópio do povo”. Ela desvaloriza o mundo terreno, colocando a vida eterna como a principal busca do ser humano. Essa desvalorização terrena faz com que os homens se tornem passivos, aceitem mais a situação de exploração a que são submetidos. Já que a miséria, a desigualdade social e a “mais valia” são coisas desse mundo, devemos deixá-los nele. O mais importante para os cristãos é uma mudança interna, é uma vida de acordo com os dogmas religiosos. Eles crêem que a fé pode mover montanhas, por isso, uma vida pode ser modificada por orações. As ações, embora não sejam negadas pela bíblia, são colocadas em segundo plano por doutrinadores religiosos.
A religião consegue preencher um vazio existente no homem. Esse é o maior trunfo do cristianismo. Ele consegue alienar seus devotos atingindo suas fraquezas. Suas dúvidas existenciais, suas dificuldades financeiras e outras carências que não são preenchidas de imediato, são maquiadas pela fé num Deus onipresente que os defenderão no chamado juízo final.
Debate confirmado
Confirmado!
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG, em conjunto com Centros Acadêmicos da Universidade, realizarão, no dia 2 de setembro (3ª feira), às 11h30, um debate com os candidatos à prefeitura de Belo Horizonte. Este ato será público, e acontecerá na Praça de Serviços, campus Pampulha.
UPDATE 17h30: A notícia sobre o debate está no site da UFMG. Veja neste link.
Vigiando a Democracia
"Vigília Democrática"
Dissidentes do PT e integrantes de outros partidos, como o PV, o PMDB, o PCdoB, o PDT e personalidades da sociedade civil lançaram ontem oficialmente o movimento “Vigília Democrática”.
A idéia é dar publicidade ao arranjo patrocinado pelo atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, e o governador Aécio Neves, para eleger Marcio Lacerda (PSB) e Roberto Carvalho (PT) para a prefeitura da capital. “Vamos mostrar para a população que estamos vivendo uma excepcionalidade democrática, com interferências nos partidos para construir uma fraude de aliança”, argumenta o deputado estadual, que faz parte do movimento, Sávio Souza Cruz (PMDB).
Fonte: Super Notícia - 26 ago 2008.
Antes que me taxem e taxem esse blog de ser parcial, reitero e afirmo: o objetivo deste blog não é a imparcialidade, mas a discussão do quadro eleitoral de BH. E uma coisa eu posso dizer: desde quando escrevia no meu outro blog, o Quem Delira Sem Ter Febre, eu já não ia com a cara da "Aliança". Escrevi isso aí em 21 de fevereiro. Vide texto abaixo:
Isso ainda vai render muito pano pra manga. O próprio Arthur Virgílio, um dos caras mais chatos do tucanato, apóia o acordo de comadres aqui em Minas Gerais, terra na qual esquecemos o que é fazer oposição a um governo. (Não é arbitrariamente ser contra, é ser oposição; há nuances que diferenciam esses termos.)
Dois partidos opostos, mas com interesses comuns. É a união do Cérebro com o Dick Vigarista. Falta saber qual é qual nessa história.
Duvidas, Tomé? Eis o link.
Por isso, tenho que apoiar o movimento do Sávio Souza Cruz. Seria incoerente da minha parte dizer que um movimento suprapartidário desse, como o Vigília Democrática, não tem importância.
O manifesto completo está neste link.
Lista Negra
A Internet é uma dádiva divina que dificilmente irá se repetir tão cedo. O que ela tem de ruim, ela ajuda para as coisas boas.
Recebi hoje no meu e-mail um listão negro de "Em quem não votar". Tem nome de gente do Norte ao Sul do país. Como estamos em Minas, vamo falá di Minas, uai.
Eis os nomes dos mineiros envolvidos:
ADEMIR PRATES - Deputado PDT-MG
Crime: Falsidade Ideológica
AELTON FREITAS - Senador PL-MG
Crime de Responsabilidade e Estelionato
CABO JÚLIO (JÚLIO CÉSAR GOMES DOS SANTOS) - Deputado PMDB-MG
Candidato a Vereador BH 2008
Crime Militar, Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
EDUARDO AZEREDO - Senador PSDB-MG
Improbidade Administrativa
ISAÍAS SILVESTRE - Deputado PSB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
JAIME MARTINS - Deputado PL-MG
Crime Eleitoral
JOÃO MAGNO - Deputado PT-MG
Lavagem de Dinheiro
JOSÉ MILITÃO - Deputado PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
MÁRCIO REINALDO MOREIRA - Deputado PP-MG
Crime Ambiental
OSMÂNIO PEREIRA - Deputado PTB-MG
Sanguessugas (Escândalo das Ambulâncias)
ROMEU QUEIROZ - Deputado PTB-MG
Corrupção Ativa, Corrupção Passiva e Lavagem de Dinheiro
VITTORIO MEDIOLI - Deputado PV-MG
candidato a vice-prefeito de Betim, RMBH; Diretor da Sempre Editora, que publica os jornais SUPER Notícia e O TEMPO
Sonegação Fiscal
ROBERTO BRANT - Deputado PFL-MG (atual DEM)
Crime Eleitoral, Mensalão, CPI Correios
Lista completa aqui. Arquivo do Excel.
Q.I. - de Quem Indica
"Dedaço" em Belo Horizonte, critica ministro dos EsportesFoto Paulo Filgueiras/EM/D.A Press - 11/07/2008
fonte: Blog das Eleições do Portal UAI
Em crítica ao processo eleitoral em Belo Horizonte, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirma a este blog [Blog das Eleições do Portal UAI]: "A escolha do candidato da aliança, Márcio Lacerda (PSB), se assemelha à tradição autoritária mexicana do dedaço".
A referência foi feita ao Partido Revolucionário Institucional (PRI), que durante 70 anos, delegava ao presidente da República a indicação "no dedo" do candidato da legenda que "concorreria" às eleições. Uma vez escolhido, não havia mais discussão dentro do PRI. O novo presidente estava praticamente nomeado já que a "competição" entre os demais candidatos era simbólica.
A prática foi rompida com Ernesto Zedillo, presidente do PRI como os outros nove que o antecederam a partir de 1929. Zedillo introduziu em 1979 eleições primárias para a indicação do candidato do partido. A experiência não terminou bem para o PRI nem para a "ditadura perfeita", nos termos de Mario Vargas Llosa, já que, em 2000 o candidato da oposição Vicente Fox saiu- se vitorioso nas urnas.
"É uma pena que o eleitor de Belo Horizonte tenha sido tratado como um curral de um rincão esquecido do Brasil", reclama. Orlando Silva está empenhado na candidatura de Jô Moraes (PCdoB). "Ela é a prioridade de nosso partido", diz ele, também dos quadros do PCdoB.
Israel vai liberar prisioneiros Palestinos
“Israel vai libertar nesta segunda-feira 199 prisioneiros palestinos em gesto de apoio ao presidente palestino, Mahmud Abbas, declarou neste domingo a administração penitenciária do país.” (Folha Online)
O primeiro-ministro Ehud Olmert anda afirmando que vai liberar esses prisioneiros como uma forma de mostrar boa vontade em relação à autoridade Palestina no tão prolongado processo de paz. Olmert e Abbas firmaram tal acordo colocando o dia 25 de agosto como o provável dia da libertação.
Não acredito que Israel vai querer ceder no processo de paz com a ANP. A real intenção israelense é de enfraquecer o grupo político e guerrilheiro Hamas, e dar forças ao também guerrilheiro Fatah. Uma evidência disso é que a maior parte dos prisioneiros pertence ao grupo do Abbas e nenhum faz parte do Hamas. Israel não aceita o fato de o Hamas ter vencido as eleições para primeiro-ministro da ANP e depois ter tomado militarmente a região de Gaza.
O Fatah passou a se tornar um forte aliado americano após o Mahmud Abbas assumir o seu controle. A partir desse momento, passou a não ser mais chamado de grupo terrorista pela mídia ocidental, ao contrário do que acontece com o Hamas. Os israelenses preferem ter o Fatah no poder, porque é um grupo que não representa mais forte ameaça aos seus interesses políticos e econômicos. São mais fáceis de serem controlados.
Para que ocorra um verdadeiro processo de paz na região, os EUA e Israel devem parar de interferir na política da ANP e os judeus devem devolver as Colinas do Golã para a Síria. Não acredito que isso vá ocorrer, tendo em vista o histórico político do país. Eles sempre procuram impor seus desejos aos muçulmanos, desrespeitando os Direitos Humanos e as leis internacionais. O maior problema para os islâmicos é o fato de Israel possuir grande respaldo em suas ações arbitrárias por parte dos EUA, e consequentemente, da ONU.
Empate entre Jô Moraes e Aécio...ops...Márcio Lacerda
“A primeira pesquisa Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, divulgada neste sábado (23), mostra que o candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda, subiu 15 pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em 24 de julho e alcança 21% das intenções de voto.” (Portal Vermelho)
Como Jô Moraes oscilou de 20% para 17%, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
“O instituto fez 829 entrevistas nos dias 21 e 22 de agosto. O levantamento, encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais com o número 56616/2008.”
“O total de eleitores que disseram que votariam branco ou nulo caiu de 22% para 14%. O percentual dos que ainda não sabem como vão votar passou de 26% para 24%.”
Os candidatos, numa simulação de segundo turno, também ficariam empatados. A candidata do PC do B ficaria com 34% dos votos contra 33% do candidato da aliança pimentécio.
Nem bem começou o horário político e a população já está aceitando a farsa imposta pela aliança entre a ala majoritária do PT e o PSDB. Esse é o resultado de uma política baseada na manipulação dos meios de comunicação. Ninguém conhece direito o Márcio Lacerda. Estão aceitando passivamente um candidato imposto de cima para baixo. O problema maior é a passividade dos próprios candidatos. Eles estão evitando temas como mensalão, ideologia política, manipulação da mídia, Aécio Neves e Pimentel.
Não acredito que a Jô Moraes seja a candidata ideal para assumir um cargo de tamanha responsabilidade, mas deixar a nossa cidade nas mãos dessa vergonhosa aliança não vai ser uma boa opção.
O pior é ter que assistir a um show de falsidade na campanha política do Márcio Lacerda.
"O acordo em Minas [em torno de Marcio Lacerda] é uma coisa plenamente aceitável, viável e importante. Eu terei imenso prazer de participar de comício em Belo Horizonte, vou participar pouco das eleições municipais, mas BH é uma cidade onde eu quero ir. Até porque acho que é importante a continuidade do projeto de BH, que está dando certo. A relação do prefeito e do governador está dando certo, as divergências políticas têm de ser encaradas com certa naturalidade, porque é assim mesmo." (Da declaração feita em Itajubá, MG, em 30/06/2008)
Democracia cubana
Não é de hoje que a imprensa neoliberal tenta denegrir a imagem do governo socialista cubano. Um governo que está tomando conta do país desde a revolução implantada com a derrubada do ditador, e fantoche americano, Fulgêncio Batista, em 1959. Antes de o revolucionário Fidel Castro assumir o poder, o país era utilizado pelos americanos como um parque de diversões. Eles iam à ilha para se divertirem nos cassinos e nos bordeis. Fidel e Che Guevara conseguiram maciço apoio da população carente para derrubar um governo apoiado pelos imperialistas. Um governo que se preocupava em garantir a diversão de burgueses americanos, que utilizava-se da violência para garantir a chamada “paz social” e da exploração da classe pobre, foi substituído por um governo preocupado em acabar com as mazelas sociais, diminuir as desigualdades geradas por uma sociedade de consumo e trazer bem-estar para toda a população, sem discriminações.
A política cubana, taxada como ditadura pelos meios de comunicação dominantes, deve ser analisada com mais responsabilidade. Ao meu ver, ele está mais próxima de uma democracia do que de uma ditadura. A liberdade que é pregada em Cuba é diferente da liberdade burguesa. É uma liberdade conhecida como liberdade positiva. De acordo com Norberto Bobbio, essa liberdade é a que possibilita ao cidadão “orientar seu próprio querer no sentido de uma finalidade, de tomar decisão, sem ser determinado pelo querer dos outros". O sujeito deve ter o direito de participar nas escolhas e decisões coletivas, participar e contribuir no exercício da autoridade que o vincula à sociedade. O Estado dever ser o maior garantidor de tal liberdade. Pensando por meio desse conceito, podemos perceber um grande esforço por parte de Cuba para garantir o direito à liberdade positiva. O governo tenta acabar com as classes sociais, pois, só assim, poderá possibilitar uma igualdade de condições no que tange à participação política.
Como poucos sabem, em Cuba existe eleições. E as eleições não são dominadas por grandes grupos financeiros. Os políticos não são eleitos porque possuem dinheiro para fazerem propagandas políticas exaltando suas imagens. São eleitos os que possuem prestígio em suas comunidades. São escolhidos por meio de assembléias públicas. Não existe propaganda política. São afixadas, nos colégios eleitorais, as listas dos políticos com as respectivas biografias e fotos. Tais cartazes não possuem promessas políticas, e sim, o que cada cidadão fez para contribuir para a região, o seu grau de instrução e prestígio. Os políticos não recebem remuneração para exercerem os cargos. Eles devem cumprir seus mandatos não para ganharem dinheiro, mas para garantirem suas convicções políticas. Não se exige que o candidato seja socialista ou católico, como é muito difundido pela imprensa neoliberal. A votação é voluntária, livre e secreta. E, normalmente, mais de 90% dos eleitores participam do processo. As pessoas se vêem verdadeiramente representadas pelos candidatos.
Uma curiosidade: 43,16 por cento dos 614 deputados ao Parlamento são mulheres. Por isso, Cuba é o terceiro país que possui a maior participação feminina parlamentar.


