Eleições nos EUA
Obama só não vence se houver fraude
"Estamos na reta final das eleições e há uma tendência relativamente segura de que Barack Obama deve se tornar o próximo presidente dos Estados Unidos", afirma [o doutor em história social da Universidade de São Paulo (USP) Sidney Ferreira Leite].
Os dois candidatos estão investindo nos Estados onde a situação eleitoral não está definida, como Ohio, por exemplo. "Eles não vão para Estados como Califórnia e Nova York, porque ali é certa uma grande vitória de Barack Obama", diz Leite.
Segundo o professor, todas as pesquisas apontam a vitória de Obama. "Só se houver uma fraude no processo eleitoral, que não é absolutamente impossível, mas Barack Obama deve ganhar. Inclusive, com relativa facilidade, não só no percentual de votos populares, mas, principalmente, no Colégio Eleitoral, porque tem larga vantagem nos Estados que têm maior número de delegados", explica.
Isso me lembra um vídeo postado aqui recentemente...
Debate nos EUA

Hoje, um dia após o debate entre os presidenciáveis americanos, foi divulgada uma pesquisa sobre a intenção de voto nos EUA. O resultado representa um recorde nessas eleições. Obama conseguiu uma margem de 11 pontos percentuais sobre McCain. Ele ficou com 52% das intenções de voto contra 41% do seu rival, de acordo com a pesquisa Gallup, que foi realizada entre 5 e 7 de Outubro, com 2747 eleitores. A tendência é que a distância fique maior, tendo como base o seu grande desempenho no debate.
Como não tive a oportunidade de assistir ao debate, vou deixar um resumo feito pela Folha e pelo Portal Vermelho:
Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas de Bush", como a desregulamentação de Wall Street. Já McCain reiterou suas propostas para a crise, como o financiamento de compra de hipotecas de baixa liquidez, e rebateu o ataque, falando pausadamente e sempre se dirigindo diretamente aos eleitores, que estavam sentados no palco e fizeram perguntas aos candidatos.
Para o democrata, a crise ainda deve piorar antes do problema ser resolvido. Mas McCain rebateu afirmando que isso depende de como o problema seria resolvido. O democrata defendeu o corte de impostos e o republicano o corte de gastos do governo.
"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta da noite, feita por um dos 80 eleitores indecisos escolhidos para o evento.
"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama, sobre o plano aprovado pelo governo que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres.
O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.
Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.
O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".
"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas", disse o republicano.
"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou. (FOLHA)
Segundo o diário mexicano La Jornada, foi notável "a sensação de que os debatedores apenas repetiam suas respostas ensaiadas horas a fio, enquanto Roma ardia, em meio ao alvoroço criado pelos bombeiros do sistema financeiro internacional, que faziam soar todos os alarmes sobre o que se perfila como uma enorme recessão global". (VERMELHO)
Nada de América Latina
Durante a segunda parte do debate as perguntas foram centradas na política externa americana. Como fez em ocasiões anteriores, Obama questionou o apoio de McCain à invasão no Iraque e reiterou que os recursos gastos nessa guerra, cerca de US$ 700 bilhões, são agora necessários para serem investidos no "resgate" do sistema financeiro.
Nesse segundo tempo do debate, mais uma vez, a América Latina não existiu. Foram abordados assuntos sobre a Ásia, o Oriente Médio, a África e a Rússia, mas houve somente uma pequena alusão à Venezuela, feita por Obama, em relação à dependência petrolífera em relação a "regimes não amigos".
O tema principal girou ao redor da intervenção americana no mundo. McCain enfatizou sua grande experiência em determinar quando e onde o país intervirá militarmente e afirmou que "os Estados Unidos são a maior força do bem na história do planeta... somos os pacificadores e os mantenedores da paz". Voltou ao ataque, apontado a Obama e declarando que "sobre assuntos militares, ele não entende nada".
Obama respondeu de forma incisiva, segundo o diário americano La Opinión. "É certo que não entendo certas coisas. Não entendo como invadimos um país que não teve nada a ver com o 11 de Setembro, enquanto a al-Qaida continua criando bases no Afeganistão e Paquistão", reiterando que a política externa republicana, de Bush e McCain, foi um rotundo fracasso.
McCain voltou à carga afirmando que "sob Obama, nossas tropas regressarão do Iraque derrotadas. Eu as trarei de volta com a vitória e com a honra", recordando em seguida por vários momentos que seus heróis são Ronald Reagan e Teddy Roosevelt, que tinham como lema o "fale baixo e meta o porrete".
O debate foi concluído com as "mensagens de sempre", segundo o La Jornada. Obama afirmando que a grande pergunta é se vão conseguir recuperar o sonho americano para a próxima geração, "o que, para isso, é preciso uma mudança fundamental", enquanto McCain retornou ao seu mantra "dediquei minha vida inteira a esse país", lembrando também de sua carreira militar, sua experiência e a necessidade de uma "mão firme" no timão do país em tempos difíceis.
Em uma análise das pesquisas realizadas pouco antes do debate, a agência AP calcula que Obama tinha a seu lado ou inclinando-se para ele pelo menos 21 estados, que juntos representam 264 votos no Colégio Eleitoral, enquanto McCain tem 23 estados, mas que representam somente 185 votos (proporcionais aos habitantes de cada um).
Segundo esta análise, isso significa que há somente seis estados com um total de 89 votos que ainda estão indefinidos. Obama precisa de apenas qualquer um deles, ou seis votos a mais, para alcançar ou superar os 270 que representarão o triunfo no Colégio Eleitoral. (VERMELHO)
Eleições nos EUA
Dados sobre as eleições americanas para presidente, de acordo com o site RCP:
Polling Data
| Poll | Date | Sample | Obama (D) | McCain (R) | Spread |
|---|---|---|---|---|---|
| RCP Average | 09/26 - 10/03 | -- | 49.3 | 43.4 | Obama +5.9 |
| Gallup Tracking | 10/01 - 10/03 | 2703 RV | 50 | 42 | Obama +8 |
| Rasmussen Tracking | 10/01 - 10/03 | 3000 LV | 51 | 45 | Obama +6 |
| Hotline/FD Tracking | 10/01 - 10/03 | 915 LV | 48 | 41 | Obama +7 |
| GW/Battleground Tracking | 09/29 - 10/02 | 800 LV | 49 | 46 | Obama +3 |
| Marist | 09/28 - 09/30 | 943 LV | 49 | 44 | Obama +5 |
| CBS News | 09/27 - 09/30 | 769 LV | 50 | 41 | Obama +9 |
| Associated Press/GfK | 09/27 - 09/30 | 808 LV | 48 | 41 | Obama +7 |
| ABC News/Wash Post | 09/27 - 09/29 | 916 LV | 50 | 46 | Obama +4 |
| Pew Research | 09/27 - 09/29 | 1181 LV | 49 | 43 | Obama +6 |
| Ipsos/McClatchy | 09/26 - 09/29 | 1007 RV | 48 | 45 | Obama +3 |
| Time | 09/26 - 09/29 | 1133 LV | 50 | 43 | Obama +7 |
See All General Election: McCain vs. Obama Polling Data
Faltam um mês para as eleições americanas e John McCain está há 5.9 pontos de Obama nas pesquisas. O site internet RealClearPolitics fez uma média de várias pesquisas do país e chegou a esse número.Como dito anteriormente, não acredito que o Obama seja o candidato ideal para a presidência americana, contudo, pelo menos em suas campanhas, está defendendo um governo com preocupações sociais maiores, com integração cultural, reconhecimento da importância dos imigrantes, respeito às diferenças, preocupação ambiental.
O John McCain é extremamente preconceituoso, homofóbico, capitalista. Representa um futuro governo de continuidade. Vai manter as tropas americanas no Iraque e continuar a perseguir os países taxados como do eixo do mal.
Apesar de possuir ideias bem conservadoras, como a possibilidade de invadir o Paquistão caso haja comprovação da presença do Osama Bin Laden no território e o uso do boicote econômico à Cuba como arma política, Obama pode representar uma alternativa à política ofensiva americana praticada nos últimos governo republicanos.
McCain e o Tibete.
John McCain, candidato da situação para a presidência do EUA, encontrou-se com o líder separatista tibetano Dalai-Lama na última sexta feira com o intuito de promover uma imagem de defensor dos direitos humanos e das minorias. Porém, tal encontro pode ter sido negativo para o político, tendo em vista a reação negativa por parte do governo chinês. A China alega que a questão do Tibete deve ser resolvida internamente. Não é um problema a ser resolvido pelo governo americano.
A China acusa Dalai-Lama de sabotar as Olimpíadas e apoiar atividades separatistas. O governo chinês afirma que o líder foi um dos responsáveis pelos atos terroristas em Lhasa. Fato que foi negado.
Desagradar a China próximo das eleições americanas pode trazer prejuízo para a campanha do republicano. A China é o país responsável por grande parte das exportações dos EUA e possui forte influência em sua economia. Boa parte dos titulas da dívida americana são de propriedade da China. De acordo com o site Finance One, o país é o segundo com mais títulos, com um saldo devedor de US$ 245,1 bilhões (2005), perdendo apenas para o Japão.
Fonte:
http://www.financeone.com.br/noticia.php?lang=br&nid=13239
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=41130
Vantagem para Obama
Barack Obama , candidato a presidência dos EUA pelo partido Democrata, lidera a pesquisa do instituto Gallup contra o seu principal rival, o republicano John McCain, por um diferença de 9% (49% contra 40%). Tal diferença é a maior registrada desde o início da campanha eleitoral. A entrevista foi realizada entre 24 e 26 de julho e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais. A tendência é que essa diferença aumente, visto que os índices econômicos dos EUA e a política externa do atual presidente republicano estão desagradando grande parcela da população. "O que nos preocupa em todo o país agora é a sua incapacidade de pagar o combustível e a comida porque os preços estão subindo de maneira vertiginosa", afirmou Obama, numa entrevista à rede NBC.
Não devemos nos iludir quanto a mudanças substancias na política externa americana, seja qual for o candidato eleito. O governo americano vai continuar com sua política agressiva de intervenção nos países pobres, colocando seus interesses econômicos acima de qualquer coisa. O próprio Obama afirmou que se houvesse provas da atual localização do Osama Bin Laden no Paquistão, ele invadiria o país. Ele também afirmou que, se eleito, vai aumentar o número de tropas americanas no Afeganistão. Independente disso, uma vitória do democrata poderá possibilitar um maior diálogo dos EUA com os países taxados como “Eixo do Mal” e com países latinos considerados inimigos. Já vai ser um grande avanço para a diplomacia mundial.
Leia mais em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426965.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426822.shtml