Pimentécio na berlinda
TRE-MG reabre processo contra Aécio, Pimentel e Lacerda por abuso de poder eleitoral
A solicitação apresentada por promotores do Ministério Público foi extinta pelo juiz diretor do foro eleitoral de Belo Horizonte, Roberto Messano, em junho deste ano. Mas foi reaberta após nova avaliação do TRE.
O processo volta a tramitar em 1ª instância. Agora, entretanto, a definição do andamento do processo não estará mais nas mãos de Messano, que já se aposentou, e sim com a juíza Mariângela Faleiro, que está na direção do foro eleitoral.
A denúncia pode resultar em impugnação dos mandatos do governador Aécio Neves e do prefeito Márcio Lacerda, além da inelegibilidade de todos os envolvidos. (grifo nosso)
Em resposta, o advogado dos envolvidos, José Sad Jr., minimizou a retomada do processo, e disse que a definição ainda deve demorar para ser divulgada. Mesmo assim, ele falou que acredita no não prosseguimento do inquérito.
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O jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, também traz uma notícia sobre a reabertura do processo. Engraçado um jornal mineiro conseguir expor denúncias do governador tão simples assim.
Fonte? Rádio CBN e Rádio UFMG Educativa.
Alianças para 2010

As eleições de hoje serão decisivas para as de 2010. Dependendo dos resultados nas capitais, as alianças e os projetos para as próximas eleições presidências poderão ser totalmente diferentes.
Em São Paulo, uma vitória do Kassab vai representar uma vitória do José Serra em relação ao Alckmin e ao Aécio, grandes rivais ao posto de candidato à presidência. Kassab poderá definitivamente legitimar o nome do Serra como o candidato escolhido pela cidade para a disputa interna no PSDB. Uma vitória da Marta poderia enfraquecer o governador de São Paulo, e, como conseqüência, aumentar o espaço do Aécio ou do Alckmin. Por outro lado, uma vitória do DEM nas eleições paulistas poderá ser um golpe para as pretensões do Lula em alavancar uma candidatura do PT tendo o respaldo da cidade.
Em Minas Gerais, caso o Quintão vença, uma possível aliança proposta pelo Aécio com o PT para as eleições de 2010, com o seu nome para o cargo de presidente, seria prejudicada. Só das eleições terem ido para o segundo, já deu para mostrar como uma aliança desse tipo pode ser mal vista nacionalmente. O próprio PT nacional não viu com bons olhos o que foi feito em Minas. Para o presidente Lula, uma vitória do PMDB não o prejudicaria muito, já que o partido provavelmente irá ser um forte aliado do presidente em 2010.
Para o cargo de governador do Estado de Minas Gerais, provavelmente será lançada uma aliança PT-PSDB, lançando Fernando Pimentel ao cargo. Porém, uma vitória do PMDB na cidade poderá trazer grandes novidades. Uma possível candidatura do Patrus Ananias pode ser viabilizada, uma vez que ele está apoiando informalmente o Quintão nessas eleições. O PT poderá deixar o PSDB de lado e firmar uma aliança com o PMDB seguindo uma tendência nacional. Outro candidato que pode ser lançado por essa união é o Hélio Costa, que tem grande força com o presidente Lula. Não podemos ignorar também a possível candidatura do Newton Cardoso ou Itamar Franco, que são grandes caciques peemedebistas.
Questão de opinião
Uma coisa curiosa, que li no site do DATAFOLHA:
Sobre o momento em decidiram seu voto no primeiro turno, metade dos eleitores belorizontinos (50%) disseram ter decidido pelo menos um mês antes da eleição. Já 15% tomaram essa decisão 15 dias antes, assim como aqueles que decidiram no próprio dia da eleição. Os que decidiram na véspera da eleição são 10%, e 9% tomaram a decisão uma semana antes. Outras respostas somam 2%.
Será que o povo belorizontino já estava rejeitando o Pimentécio desde antes? Será que não? Eu, hein... Tá esquisito isso...
Provavelmente o presidente Lula não vai participar das eleições em BH.

Dificilmente o presidente Lula vai participar das eleições do segundo turno em BH. Visando manter o comando do governo nas mãos do PT após a sua gestão, o presidente vai manter neutralidade em diversas cidades onde existem disputas entre aliados.O seu apoio, a exemplo do que aconteceu em diversas cidades do nordeste, poderia ser decisivo nas eleições da nossa cidade.
Durante jantar com integrantes do PMDB nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende participar de campanhas eleitorais em municípios onde candidatos da base aliada governista se enfrentam no segundo turno.
Lula sinalizou que vai acatar pedido da cúpula do PMDB para manter-se neutro nas disputas entre aliados, especialmente em Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS).
A Folha Online apurou que Lula não quer desgastar sua relação com o PMDB nos dois últimos anos de mandato. Além dos peemedebistas reunirem as maiores bancadas na Câmara e no Senado, Lula quer estreitar a relação com o PMDB já com vistas à disputa presidencial de 2010. O petista não descarta uma eventual chapa com o partido na corrida pelo Palácio do Planalto.
Em Belo Horizonte, a eleição coloca em palanques adversários os candidatos Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB). Lacerda tem apoio do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), além do PSB. Já Quintão foi lançado por Costa e tem apoio incondicional do PMDB.
O candidato peemedebista disse nesta quarta-feira que o presidente Lula prometeu manter-se neutro na disputa, uma vez que Lacerda integra um partido da base aliada do governo federal. Quintão vai tentar atrair o vice-presidente José Alencar (PR) para a sua campanha, assim como o PC do B e o PDT. (FOLHA)
Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 8)
É a minha última manifestação antes das eleições. Hei de me calar para que não haja interferência no "processo" "democrático". Porque, vocês sabem, o processo é lento...
Como considerações finais, depois de tanto post para evitar a eleição do Lacerda - haja vista que eu não estou sozinho nessa campanha -, fica a certeza de que haverá segundo turno. Eu creio nisso por dois motivos:
Primeiro: por mais que Aécio e Pimentel tenham apadrinhado o Márcio Lacerda, a cidade não conhece esse sujeito. E, como vocês bem sabem, mineiro é um bicho deveras desconfiado... Eu sou mineiro, sei cumé.
Segundo: o percentual de indecisos, segundo a última pesquisa do DataFolha, é de 8% - sendo que o candidato do Pimentécio tem 45% e a soma dos outros candidatos é de 40%. Votos brancos ou nulos totalizam 7%.
É isso. E vamos às urnas. Sem votar no Márcio Lacerda, com certeza! Podem votar em quaisquer outros candidatos, mas nele não. Eu não creio que ele merece meu voto. Nem o seu, nem de ninguém!
Não deixe Beagá na merda. Não vote no Márcio Lacerda!
Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 7)
Ora, ora, ora... Se há muito sabemos da relação entre Márcio Lacerda e Mensalão, estamos sabendo de mais uma laranjada!
Roberto de Carvalho, o candidato a vice na chapa do Pimentécio, também tem rabo preso. Veja só:
A estar correto o relatório da Polícia Federal, o que impressiona é o ecumenismo. Se vocês abrirem o documento, nas páginas 14 e 15, encontra-se a relação dos candidatos (159) e dos partidos (17) que teriam recebido recursos do grupo. Estampar a imagem do governador Aécio Neves como “envolvido” (palavra amplíssima) no esquema criminoso é forçar a barra. O nome dele nem sequer é citado pelo delegado Zampronha. Está entre os 14 candidatos tucanos que teriam recebido recursos para a campanha: no caso, R$ 110 mil (página 14). Ao todo, 14 candidatos a deputado do PSDB teriam distribuído entre si R$ 647 mil. Outros R$ 75 mil teriam sido divididos entre o PSDB e o PSN. O interessante é que, VEJAM SÓ, OS PETISTAS RECEBERAM AINDA MAIS: 35 pessoas ficaram com R$ 880 mil. Os campeões, no partido de Lula, são Roberto Carvalho (R$ 200 mil), Chico Ferramenta (R$ 145,5 mil), Virgílio Guimarães (R$ 50 mil), Paulo Delgado (R$ 50 mil) e Maria do Carmo (50 mil). Guimarães, dizem os petistas, foi quem apresentou Marcos Valério ao alto comando do partido.
Vide link.
Não acabou não, tem mais:
O nome de Maria do Carmo [Lara, candidata a prefeita de Betim] figura na lista [do mensalão, publicada pelo ISTOÉ semana passada] junto com outros políticos mineiros do PT, tendo sido ela a terceira maior beneficiária do partido. Roberto Carvalho foi o petista com maiores recursos, R$ 200 mil. Chico Ferramenta vem em segundo, com R$ 145 mil e Maria do Carmo, Paulo Delgado e Virgílio Guimarães, os três deputados federais, com R$ 50 mil cada.
A apuração da Polícia Federal se deu a partir de uma lista de Cláudio Mourão, responsável pela distribuição dos recursos e que, na época, respondia pela contabilidade financeira da campanha de Azeredo. A lista foi considerada como autêntica pela Polícia Federal. No total, segundo o relatório da Polícia Federal publicado pela revista, o PT teria recebido R$ 880 mil no esquema de "caixa 2" de Marcos Valério.
A lista mostra que o total dos repasses para a suposta "compra de apoio" à candidatura de Azeredo chegou ao valor de mais de R$ 10 milhões, todos captados de empresas públicas, ligadas ao próprio Governo. Mas pelo relatório da Polícia Federal, divulgado pela revista, o esquema pode ter chegado a R$ 100 milhões, embora oficialmente a campanha de Eduardo Azeredo tenha custado R$ 8,5 milhões.
(OTempo Betim - 25/09/2008. Com certeza, uma tentativa do Vittorio Mediolli de jogar a Maria do Carmo Lara para escanteio. Só que acabou respingando do lado de cá. Nisso que dá jogar merda no ventilador...)
Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança"

Eu tenho que falar daquilo que eu fiquei sabendo a respeito de Márcio Lacerda, candidato à Prefeitura de Belo Horizonte (MG) pela coligação Aliança por BH (PT-PSB e, informalmente, Aécio e PSDB). Não deixe de clicar nos links abaixo!
A matéria abaixo foi publicada no Novo Jornal (leia sobre a publicação no Observatório da Imprensa). Curiosamente, dois dias depois, o Ministério Público, (boatos dizem que por "solicitação" de Aécio Neves) conseguiu tirar o site do ar (leia aqui e aqui sobre o referido embate).
QUEM É MÁRCIO LACERDA?
Com a aprovação de seu nome como candidato do PSB, em aliança com o PT, para a sucessão municipal em Belo Horizonte, começa a vir à tona denúncia envolvendo o atual secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Marcio Lacerda (PSB).
Segundo uma das denúncias, o crescimento patrimonial de Marcio Lacerda ocorreu quando o mesmo comandava as empresas de telecomunicações Construtel e Batik, de sua propriedade, nos anos 80 e 90.
Neste período, seu principal contato era Roberto Lamoglia, que esteve na direção da Telemig, posteriormente, na da Telebrás.
À época, a Telemig esteve entregue a Saulo Coelho.
A Polícia Federal abriu, no período, inquéritos para apurar irregularidades que envolvia diversos personagens do PSDB e outros que migraram para o PTB.
A Construtel chegou a faturar em 1998 US$ 255 milhões. Com a privatização das empresas do setor de telefonia, os negócios de Marcio Lacerda começaram a cair.
Os lucros despencaram abruptamente. Em 2004, o faturamento da Construtel foi de R$ 2,4 milhões. Logo depois, ele vendeu a Batik e desativou a Construtel.
A correspondência encaminhada ao Novojornal, acompanhada de documentação, comprova o superfaturamento no fornecimento das centrais telefônicas de suas empresas à Telemig e à Telebrás, demonstrando ainda que Marcio Lacerda dividia parte dos "lucros" com o então diretor das estatais, Roberto Lamoglia.
A documentação é extensa e envolve outros políticos e ex-políticos mineiros do PSDB, PTB e PP. As informações são tão graves que antes de divulgar o nome dos envolvidos Novojornal decidiu por solicitar pareceres e certidões.
O esquema montado por Marcio Lacerda chegou, inclusive, a ser questionado pelo Tribunal de Contas da União e por entidades representativas dos setores patronal e sindical.
Subscritores da denúncia, à época, e atuais integrantes do grupo que encaminhou a documentação para o Novojornal alegam que o fazem na defesa do patrimônio público, acrescentando: "Lacerda, naquela época, não ocupava nenhum cargo público. No entanto, conseguiu se enriquecer fazendo negociatas com empresas públicas. Imaginem este senhor no cargo de prefeito de Belo Horizonte! Não vai sobrar para ninguém."
Preferido do governador tucano de Minas Gerais e do prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT), para ser candidato da pretendida aliança eleitoral PSDB-PT na capital mineira, Marcio Lacerda doou para campanhas eleitorais o valor de R$ 1,15 milhão em 2002.
As doações foram feitas em nome de Marcio Lacerda (R$ 750 mil) e da Construtel Projetos e Construções (R$ 400 mil).
Em 2002, o generoso Marcio Lacerda doou a Ciro Gomes, candidato a presidente pelo PPS, a quantia de R$ 950 mil – 82% do total arrecadado.
Não por outro motivo, ele foi escolhido por Ciro para ocupar o cargo de secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional.
O segundo maior beneficiado, com R$ 100 mil, foi o presidente do PPS, Roberto Freire (PE), candidato a deputado federal naquela ocasião.
Também receberam doações os candidatos a deputado federal pelo PPS-MG, Juarez Amorim, atual diretor da Copasa, e Ronaldo Gontijo, R$ 20 mil cada um, além de Sérgio Miranda, R$ 10 mil.
O candidato a deputado estadual pelo PT-MT Gilney Amorim Viana recebeu R$ 50 mil.
Em 2005, Lacerda deixou o Ministério da Integração Nacional após seu nome aparecer como suposto beneficiário de R$ 457 mil do esquema do mensalão.
De acordo com o publicitário Marcos Valério, o dinheiro teria sido pago em duas parcelas, em 2003.
Na ocasião, o então secretário-executivo da Integração Nacional confirmou três encontros com o publicitário.
Valério registra um primeiro pagamento a Lacerda, no valor de R$ 300 mil, em 16 de abril de 2003. O segundo pagamento, de R$ 157 mil, teria sido feito dois meses depois, em 17 de junho.
Em abril de 2007, Lacerda aceitou o convite do governador mineiro para ser secretário. Cinco meses depois, ele foi filiado ao PSB pelo tucano, que já pensava em um nome de um partido neutro para uma aliança PSDB-PT.
O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) é um dos que trabalha pela aliança.Empate entre Jô Moraes e Aécio...ops...Márcio Lacerda
“A primeira pesquisa Datafolha realizada após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, divulgada neste sábado (23), mostra que o candidato do PSB à Prefeitura de Belo Horizonte (MG), Márcio Lacerda, subiu 15 pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em 24 de julho e alcança 21% das intenções de voto.” (Portal Vermelho)
Como Jô Moraes oscilou de 20% para 17%, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.
“O instituto fez 829 entrevistas nos dias 21 e 22 de agosto. O levantamento, encomendado pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais com o número 56616/2008.”
“O total de eleitores que disseram que votariam branco ou nulo caiu de 22% para 14%. O percentual dos que ainda não sabem como vão votar passou de 26% para 24%.”
Os candidatos, numa simulação de segundo turno, também ficariam empatados. A candidata do PC do B ficaria com 34% dos votos contra 33% do candidato da aliança pimentécio.
Nem bem começou o horário político e a população já está aceitando a farsa imposta pela aliança entre a ala majoritária do PT e o PSDB. Esse é o resultado de uma política baseada na manipulação dos meios de comunicação. Ninguém conhece direito o Márcio Lacerda. Estão aceitando passivamente um candidato imposto de cima para baixo. O problema maior é a passividade dos próprios candidatos. Eles estão evitando temas como mensalão, ideologia política, manipulação da mídia, Aécio Neves e Pimentel.
Não acredito que a Jô Moraes seja a candidata ideal para assumir um cargo de tamanha responsabilidade, mas deixar a nossa cidade nas mãos dessa vergonhosa aliança não vai ser uma boa opção.
O pior é ter que assistir a um show de falsidade na campanha política do Márcio Lacerda.
"O acordo em Minas [em torno de Marcio Lacerda] é uma coisa plenamente aceitável, viável e importante. Eu terei imenso prazer de participar de comício em Belo Horizonte, vou participar pouco das eleições municipais, mas BH é uma cidade onde eu quero ir. Até porque acho que é importante a continuidade do projeto de BH, que está dando certo. A relação do prefeito e do governador está dando certo, as divergências políticas têm de ser encaradas com certa naturalidade, porque é assim mesmo." (Da declaração feita em Itajubá, MG, em 30/06/2008)
Exemplo a (não) ser seguido
É. Parece que o Pimentécio (coligação do Aécio com o Pimentel) está dando mais gás à dicussão. Mais gás que o debate insosso de quinta. Vi algumas cenas e - qual decepção! - nem perguntaram como é que o nome do Márcio Lacerda foi parar na lista negra do Mensalão. Ah, manganão, você não sabia disso? Por que será, hein...
Bom, leiam o texto de Pedro Wenceslau, jornalista, editor-executivo da Revista Imprensa e apresentador do programa "Imprensa na TV", na ALL TV:
(...) Ao digitar o nome de Márcio Lacerda, uma surpresa: quase todas as primeiras vinte referências que surgem no site de busca remetem a um episódio que passou batido pela apuração dos cronistas mineiros. O nome do secretário de Aécio aparece em várias reportagens com o chapéu: "Escândalo do mensalão". Vamos refrescar a memória. Quando o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza leu para os parlamentares, durante a CPI, duas listas de pagamentos feitas por suas empresas, foram "revelados" os nomes das pessoas que sacaram recursos das suas contas em 2003 e 2004. Entre eles está Márcio Lacerda, então secretário-executivo do ministro Ciro Gomes, da Integração Nacional, que teria sacado R$ 457 mil.
Na ocasião, Ciro saiu em defesa de seu secretário e disse que houve um equívoco. Mas não teve jeito. Lacerda acabou tendo que deixar o cargo. Em nota lacônica, a assessoria do ministro informou: "Para assegurar a normalidade da missão institucional do Ministério da Integração Nacional e compreendendo que estaria em marcha uma tentativa de envolver esta pasta e seu titular no ambiente de escândalo por que passa o país, o sr. Márcio Lacerda solicitou seu afastamento do cargo."
Pode ser que Márcio Lacerda tenha sido vítima de mais um linchamento da mídia. Mas também pode ser que não. A novela do "mensalão", como sabemos, está em curso e ainda vai demorar para terminar. O que causa estranheza é que uma passagem relevante como essa não tenha sido sequer citada em nenhum jornal ou site mineiro. Amnésia? Preguiça? Duvido. Bastava acessar o Google antes de escrever.
Tá pensando que acabou? Não, tem mais. Este vem daqui:
Filiado a um partido socialista, Márcio Lacerda (...) tem em Ciro Gomes um exemplo a ser seguido¹. "Li uma entrevista do Ciro Gomes em 1997 e me encantei. A análise da economia que ele fazia coincidia com tudo o que eu pensava", diz ele. Lacerda quis conhecer Ciro, de quem acabou virando amigo e conselheiro. Em 2001, Ciro pediu que Lacerda participasse de sua campanha presidencial, como integrante do comitê financeiro do PPS. Derrotado no primeiro turno no ano seguinte, Ciro apoiou Lula no segundo turno contra José Serra. Em troca, o PT assumiu algumas dívidas de campanha do PPS, entre elas uma com a agência de publicidade New Trade. Ciro assumiu o Ministério da Integração Nacional do governo e indicou Lacerda como seu secretário-executivo.No escândalo do mensalão, o nome de Lacerda apareceu como um dos beneficiários do esquema de pagamentos clandestinos montado pelo PT. Em sua defesa, ele justificou que, como representante do comitê financeiro de Ciro, procurou Delúbio Soares, o tesoureiro petista, para resolver o problema da dívida com a agência de publicidade, ocasião em que foi orientado a buscar o dinheiro com o empresário Marcos Valério, o cofre do mensalão. "Não sabia que era dinheiro de caixa dois", explica Lacerda², ressaltando que nem sequer foi denunciado pelo Ministério Público. A experiência transgênica [de se unir PT e PSDB e criar um personagem político híbrido], ao que tudo indica, ainda carece de algum aperfeiçoamento, pois a ingenuidade está longe de ser característica genética dominante na selva da política.
¹ Exemplo a ser seguido. De promiscuidade política?
² O Lacerda não sabia do que estava se tratando...
(Não entendeu a piada? Clique aqui.)
Bom, já que em Minas nada disso tem valor de notícia, deixemos para os Homens de Preto.
