Cagada homérica

Faltou tato político. Faltou senso. Faltou destreza. Faltou decência.

Desde o começo eu digo aqui: a indicação de Hélio Costa ao governo de Minas é FURADA. E, como realmente foi, os números traduzem isso bem.

Antônio Anastasia foi eleito com 62,7% dos votos válidos. Ele está com essa moral? Sim e não. Sim porque é apadrinhado de Aécio Neves; não, porque sua votação representou a indignação geral de o PT não ter indicado candidato próprio (vide BH em 2008) e os votos terem sido transferidos, como forma de protesto, ao Anastasia.

Só para se ter uma ideia da cagada que o PT fez, veja os números do TSE:

Antonio Anastasia - PSDB - 62,71% - 6.275.520 votos
Helio Costa - PMDB - 34,17% - 3.419.622 votos


Agora, olha os números para o Senado:


Aécio Neves - PSDB - 39,47% - 7.565.377 votos
Itamar Franco - PPS - 26,74% - 5.125.455 votos
Pimentel - PT - 23,98% - 4.595.351 votos

Ou seja, o Pimentel teve mais votos para o Senado que o Hélio Costa ao governo. Cagada digna de quem tem pouco senso de realidade local. Obrigado, PT de Minas entreguista. Obrigado, PT Nacional. Obrigado, Luís Inácio.

Previsões Astrológicas para 3 de Outubro

É mania nós, jornalistas, fazermos isso todo bendito fim de ano. A gente vai lá, num tarólogo, numa cartomente cartomante, na Umbanda, no Candomblé, no Zodíaco, na Mãe Dinah, no Pai Galo... no caralho-a-quatro. A gente só não vai na Sônia Abrão porque geralmente queremos boas notícias, e não só o obituário.

E nós, jornalistas, nas eleições, não poderíamos fazer diferente. Eu, Pai Madruga de Iorubá, vou tentar traçar uma previsão sobre as eleições em 3 de outubro. A margem de erro é de duas previsões para mais ou para menos.

Vamos lá.


- Senadores:

Todas as pesquisas apontam Aécio Neves e Itamar Franco como os ocupantes das cadeiras do Senado. Só que tem um porém: neste ano, a eleição é para dois senadores - e ao que parece as pesquisas não perguntam quais serão seus dois votos. Muita coisa pode mudar no dia - inclusive, o ex-prefeito Fernando Pimentel pode ser eleito (ouço risadas, eu sei...) junto do Aécio - esse sim, eu sei que leva a cadeira.

Ah, claro. Quando o povo souber que Zezé Perrela é o suplente direto do Itamar, e que o Itamar já está mais pra lá do que pra cá...


- Governador:
Parada dura. As pesquisas apontam a vitória de Antônio Anastasia ainda em primeiro turno. É perigosa uma afirmação dessas - haja vista as eleições de 2008, quando deram o "prefeito" Márcio Lacerda eleito em primeiro turno, também. Como bom e prudente mineiro, eu creio no segundo turno. (Gargalhadas ao fundo...) Isso, se o recém lançado (e um pouco sem graça) vídeo do Tom Cavalcanti zuando o Hélio não abalar a pontuação deste citado candidato. (O Tom tá bem mais sem graça nesse vídeo. O que ele zoa o Quintão é beeeem mais engraçado.)


- Presidente:
Foi mal, Tio Serra. Essa você já perdeu. A Dilma Rousseff tem tudo para levar essa no primeiro turno ainda. Mas o meu argumento de que pesquisa não ganha voto ainda é válido: eu não creio em segundo turno, mas, se houver, vai ser entre Dilma e Marina (ouço mais risadas...).

Você não quer que eu faça previsões sobre as eleições proporcionais (deputados federal e estadual), né? A minha vidência tem limite...

A sorte está lançada. Cavalos a postos no páreo, façam suas apostas.

Juristas renomados em defesa do Lula.

Em uma democracia, todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou pela mediação de seus representantes eleitos por um processo eleitoral justo e representativo. Em uma democracia, a manifestação do pensamento é livre. Em uma democracia as decisões populares são preservadas por instituições republicanas e isentas como o Judiciário, o Ministério Público, a imprensa livre, os movimentos populares, as organizações da sociedade civil, os sindicatos, dentre outras.

Estes valores democráticos, consagrados na Constituição da República de 1988, foram preservados e consolidados pelo atual governo.

Governo que jamais transigiu com o autoritarismo. Governo que não se deixou seduzir pela popularidade a ponto de macular as instituições democráticas. Governo cujo Presidente deixa seu cargo com 80% de aprovação popular sem tentar alterar casuisticamente a Constituição para buscar um novo mandato. Governo que sempre escolheu para Chefe do Ministério Público Federal o primeiro de uma lista tríplice elaborada pela categoria e não alguém de seu convívio ou conveniência. Governo que estruturou a polícia federal, a Defensoria Pública, que apoiou a criação do Conselho Nacional de Justiça e a ampliação da democratização das instituições judiciais.

Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude.

Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.

Estamos às vésperas das eleições para Presidente da República, dentre outros cargos. Eleições que concretizam os preceitos da democracia, sendo salutar que o processo eleitoral conte com a participação de todos.

Mas é lamentável que se queira negar ao Presidente da República o direito de, como cidadão, opinar, apoiar, manifestar-se sobre as próximas eleições. O direito de expressão é sagrado para todos – imprensa, oposição, e qualquer cidadão. O Presidente da República, como qualquer cidadão, possui o direito de participar do processo político-eleitoral e, igualmente como qualquer cidadão, encontra-se submetido à jurisdição eleitoral. Não se vêem atentados à Constituição, tampouco às instituições, que exercem com liberdade a plenitude de suas atribuições.

Como disse Goffredo em sua célebre Carta: “Ao povo é que compete tomar a decisão política fundamental, que irá determinar os lineamentos da paisagem jurídica que se deseja viver”. Deixemos, pois, o povo tomar a decisão dentro de um processo eleitoral legítimo, dentro de um civilizado embate de idéias, sem desqualificações açodadas e superficiais, e com a participação de todos os brasileiros.


ADRIANO PILATTI - Professor da PUC-Rio

AIRTON SEELAENDER - Professor da UFSC

ALESSANDRO OCTAVIANI - Professor da USP

ALEXANDRE DA MAIA - Professor da UFPE

ALYSSON LEANDRO MASCARO - Professor da USP

ARTUR STAMFORD - Professor da UFPE

CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO - Professor Emérito da PUC-SP

CEZAR BRITTO - Advogado e ex-Presidente do Conselho Federal da OAB

CELSO SANCHEZ VILARDI - Advogado

CLÁUDIO PEREIRA DE SOUZA NETO - Advogado, Conselheiro Federal da OAB e
Professor da UFF

DALMO DE ABREU DALLARI - Professor Emérito da USP

DAVI DE PAIVA COSTA TANGERINO - Professor da UFRJ

DIOGO R. COUTINHO - Professor da USP

ENZO BELLO - Professor da UFF

FÁBIO LEITE - Professor da PUC-Rio

FELIPE SANTA CRUZ - Advogado e Presidente da CAARJ

FERNANDO FACURY SCAFF - Professor da UFPA e da USP

FLÁVIO CROCCE CAETANO - Professor da PUC-SP

FRANCISCO GUIMARAENS - Professor da PUC-Rio

GILBERTO BERCOVICI - Professor Titular da USP

GISELE CITTADINO - Professora da PUC-Rio

GUSTAVO FERREIRA SANTOS - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

GUSTAVO JUST - Professor da UFPE

HENRIQUE MAUES - Advogado e ex-Presidente do IAB

HOMERO JUNGER MAFRA - Advogado e Presidente da OAB-ES

IGOR TAMASAUSKAS - Advogado

JARBAS VASCONCELOS - Advogado e Presidente da OAB-PA

JAYME BENVENUTO - Professor e Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da
Universidade Católica de Pernambuco

JOÃO MAURÍCIO ADEODATO - Professor Titular da UFPE

JOÃO PAULO ALLAIN TEIXEIRA - Professor da UFPE e da Universidade Católica de Pernambuco

JOSÉ DIOGO BASTOS NETO - Advogado e ex-Presidente da Associação dos
Advogados de São Paulo

JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO - Professor Titular do Mackenzie

LENIO LUIZ STRECK - Professor Titular da UNISINOS

LUCIANA GRASSANO - Professora e Diretora da Faculdade de Direito da UFPE

LUÍS FERNANDO MASSONETTO - Professor da USP

LUÍS GUILHERME VIEIRA - Advogado

LUIZ ARMANDO BADIN - Advogado, Doutor pela USP e ex-Secretário de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça

LUIZ EDSON FACHIN - Professor Titular da UFPR

MARCELLO OLIVEIRA - Professor da PUC-Rio

MARCELO CATTONI - Professor da UFMG

MARCELO LABANCA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

MÁRCIA NINA BERNARDES - Professora da PUC-Rio

MARCIO THOMAZ BASTOS - Advogado

MARCIO VASCONCELLOS DINIZ - Professor e Vice-Diretor da Faculdade de
Direito da UFC

MARCOS CHIAPARINI - Advogado

MARIO DE ANDRADE MACIEIRA - Advogado e Presidente da OAB-MA

MÁRIO G. SCHAPIRO - Mestre e Doutor pela USP e Professor Universitário

MARTONIO MONT'ALVERNE BARRETO LIMA - Procurador-Geral do Município de
Fortaleza e Professor da UNIFOR

MILTON JORDÃO - Advogado e Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária

NEWTON DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR

PAULO DE MENEZES ALBUQUERQUE - Professor da UFC e da UNIFOR

PIERPAOLO CRUZ BOTTINI - Professor da USP

RAYMUNDO JULIANO FEITOSA - Professor da UFPE

REGINA COELI SOARES - Professora da PUC-Rio

RICARDO MARCELO FONSECA - Professor e Diretor da Faculdade de Direito da
UFPR

RICARDO PEREIRA LIRA - Professor Emérito da UERJ

ROBERTO CALDAS - Advogado

ROGÉRIO FAVRETO - ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

RONALDO CRAMER - Professor da PUC-Rio

SERGIO RENAULT - Advogado e ex-Secretário da Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça

SÉRGIO SALOMÃO SHECAIRA - Professor Titular da USP

THULA RAFAELLA PIRES - Professora da PUC-Rio

WADIH NEMER DAMOUS FILHO - Advogado e Presidente da OAB-RJ

WALBER MOURA AGRA - Professor da Universidade Católica de Pernambuco

O Serra que é o tal!

E depois dizem que só o Tiririca é ridículo. Acho que o Panamá lhes apertou demais a cabeça...

Vídeo protagonizado pela Turma do Chapéu, organização de novos elementos da Pequena Burguesia Sangue Azul de Belo Horizonte. Alvíssaras, mano.

Atentado às Torres Gêmeas

Este blog, solidário com todas as lutas legítimas em prol de uma cidadania menos alienada, vem publicar esta missiva das Brigadas Populares.

Comentário estritamente pessoal:
1. esquisito esse incêndio. Tá meio na linha de outros, semelhantes, ocorridos em regiões nobres de São Paulo, como Higienópolis.
2. pelo andar da carruagem, eu DUVIDO que o "prefeito" Márcio Lacerda dará algum tipo de ouvido a essas famílias atingidas. Na verdade, se toda a PBH tivesse a devida preocupação e a sensibilidade para o caso, a Dandara já teria virado moradia popular há muito tempo.




COMUNICADO

INCÊNDIO NAS TORRES GÊMEAS E O ABUSO DA POLÍCIA MILITAR

Ontem (20 de setembro de 2010) ás 19 horas ocorreu um pequeno incêndio de um dos apartamentos das Torres Gêmeas, ocupação organizada há mais de 15 anos que abriga 160 famílias sem-teto, no bairro Santa Tereza em Belo Horizonte. Felizmente, o incêndio causou apenas pequenos ferimentos e algumas pessoas foram levadas para o hospital com intoxicação devido à inalação de fumaça. A defesa civil, os bombeiros e a Polícia Militar desocuparam um dos prédios devido às operações de segurança. O incêndio foi pequeno e não causou dado algum aos outros apartamentos e tampouco modificou o estado do prédio.

Contudo, neste momento a Tropa de Choque da Polícia Militar está impedindo que os moradores retornem para as suas casas utilizando cães e armas de contenção de multidões. Mas de 80 famílias estão proibidas de entrar em suas casas e muitas delas estão apenas com a roupa do corpo, entre os desabrigados encontram-se muitas crianças e idosos. As famílias estão alojadas no antigo galpão da Pax de Minas, ao lado do Metrô Santa Efigênia, e até o momento a Prefeitura de Belo Horizonte não prestou nenhuma assistência além de fornecer um galpão abandonado.

As autoridades presentes no local disseram que não liberarão a entrada dosmoradores e que esperarão a visita técnica de um engenheiro da prefeitura paraliderar ou condenar o prédio. Umalvará negativo significará o despejo ilegal das famílias que hoje tem suaresidência nesta ocupação. Além de serem vítimas da falta de moradia, além deviverem precariamente devido à resistência da prefeitura em desapropriar oprédio em favor das famílias que nele vivem e assim reformarem o imóvel edotá-lo de condições dignas, agora estas famílias estão ameaçadas por umdespejo forçado e ilegal.

O incêndio não é culpa das famílias que habitam o prédio, mas do descaso das autoridades que não desapropriam o imóvel e não o recuperam para dar dignidade aos moradores. O Estatuto das Cidades permite a desapropriação para interesse social, o Ministério das Cidades possui recursos para reformar o prédio, então por que não fazem isso e de fato garantam a segurança das famílias das Torres Gêmeas? O despejo não traz segurança para as famílias, apenas cria mais vítimas. Este incidente é uma oportunidade para que a Prefeitura de Belo Horizonte, o Estado de Minas Gerais e o Governo Federal tomem providências concretas no sentido de desapropriar o prédio e reformá-lo para que as famílias moradoras do mesmo tenham de fato segurança e paz.

Contribua com a luta dos sem-teto de Belo Horizonte,divulgue este comunicado e ajuda ás famílias a voltarem para suas casas. Sepossível preste sua solidariedade levando ao local alimento e agasalhos.


PELO RETORNO DAS FAMÍLIAS PARA SUAS CASAS.

PELA RETIRADA DA TROPA DE CHOQUE DA OCUPAÇÃO TORRES GÊMEAS

PELA DESAPROPRIAÇÃO DOS PRÉDIOS EM FAVOR DAS FAMÍLIAS QUE NELE VIVEM.

POR UMA COMISSÃO TÉCNICA DE VISTÓRIA COM A PARTICIPAÇÃO DE ENGENHEIROS INDICADOS PELOS MORADORES.



Belo Horizonte, 21 de setembro de 2010.

Associação dos Moradores das Torres Gêmeas

Brigadas Populares

Pastoral de Rua

Contatos: Célio: 92548155 / Glaudenice: 88193052/ Guilherme: 83129078/Sandoval: 87464209

Tchau, Tucanos!

E eis que a CartaCapital acabou com o meu sossego da sexta-feira. Uma capa polêmica, ainda que (pelo menos para mim) fosse deveras previsível.

 Tchau, Tucanada! Deixo vocês com o amigo (NOT!) Serra!

Segundo reportagens do periódico de Mino Carta (ex-ISTOÉ), Aécio estaria planejando sair do ninho tucano para fundar o seu próprio poleiro. Seria uma "oposição responsável", um guarda-chuva para abrigar o pessoal da Direita que apoia a Dilma. Donde se conclui que o PSDB, em breve, poderá se tornar um partido apenas de paulistas.

Destaco alguns trechos da matéria:

"Há duas semanas, em jantar no Rio de Janeiro, o ex-governador Aécio Neves empolgou-se ao falar da necessidade de reformas políticas no Brasil e, para sustentar os argumentos que desenvolvia junto a um grupo restrito de amigos, ele anunciou: “Eu vou sair do PSDB”, na casa de um empresário, em Copacabana, cercado de convidados importantes.

(...)

"Não será surpresa a desfiliação de Aécio do partido. O neto de Tancredo Neves caminha firme nessa direção. Só que em silêncio, como convém à tradição mineira da qual é herdeiro. A novidade é ter anunciado agora. Por descuido? Só acreditará nisso quem admitir que político mineiro se descuida com assunto tão melindroso.

Segundo a conversa desenrolada no jantar em Copacabana, Aécio já tem um novo projeto político na cabeça. Não vai buscar abrigo em nenhum outro partido ao abandonar os tucanos. Com a vitória da candidata do PT, quer estabelecer uma oposição democrática, já que o PSDB- renegou esse papel ao preferir abraçar o udenismo golpista."


Aécio, indignado e verborrágico, contradiz tudo o que a Carta Capital diz. Paladino da Democracia, da Igualdade e da Justiça, clama pela Ordem e pela Dignidade, ao dizer que o Jornalismo tem os dois lados.

"Sempre ouvi que o jornalista é obrigado a ouvir o "outro lado". Nesse caso, não tem outro lado. Tem um lado só que sou eu. E eu não fui ouvido pela revista. É uma irresponsabilidade a revista publicar uma reportagem dessas sem sequer me ouvir", disse em nota o neto do Tancredo publicada no Blog de Ricardo Noblat.  

Depois de oito anos de imprensa guiada a rédeas curtas por causa do seu jeito mineiro de flor, chega a ser comovente o discurso do amigo do Alexandre Accioly dizer que é necessário que o Jornalismo escute a outra parte. 

Indignados também ficaram os pequeno-burgueses da Turma do Chapéu, futura nova burguesia belorizontesca. Em seu blog, a turminha diz que tudo não passa de mentira da CartaCapital, que são factoides e nada mais que um trololó petista.
Bom, senão vejamos:

- Já houve rumores da saída de Aécio em anos anteriores (2008 e 2009). Ele poderia mudar para o PMDB e trocar de partido, largando a tucanalha na mão. Só que... PMDB, né, galera... Não dá, né?

- Ele está desgastado no PSDB. O cara é vice da Dilma, do Lula, mas não é nunca vice do Serra. Com o Alckmin, então, não se tromba - digamos que chuchu não é um prato favorito de quem prefere misses. Como disse uma vez o Estado de Minas, "Minas a reboque, não!".

- Aí que está: ele pode estar desgastado no PSDB, mas o PSDB está desgastado com o resto do país graças ao Efeito Lula. E Aécio, diferentemente dos tucanos de asa quebrada, está em ritmo ascendente - e ancorar-se em um partido que tem à frente José Serra, Geraldo Alckmin e Sérgio Guerra não é algo muito inteligente de quem tem brilho próprio. (Talvez o nome do novo partido seja algo do tipo Partido dos Aecistas, PA, local comum de frequência do... Bom, esquece.)

- Se uma informação dessas vazou, não é porque o Aécio é imprudente. Muito antes pelo contrário. Se ele soltou mesmo essa informação, ou é porque ele realmente tenciona em sair do ninho tucano para ter voo solo ou ele plantou isso para servir de alvo de atenção da imprensa. Aécio não é besta.

- E, claro, ele vai negar até a morte - ou até a desfiliação. Ele ainda tem que pagar de bom moço para os caras do PSDB de Sampa.

O neto do Tancredo aprendeu bem com o avô a como ser raposa. Vamos acompanhar.

Anastasia = PSDB = Anestesia

AnastaTUBE

Serra e FHC




Mais uma demissão em jornal de Minas Gerais

Caiu como uma bomba no meio jornalístico a demissão do editor de Política do Hoje em Dia, Orion Teixeira. O jornal havia sofrido uma reformulação em sua linha editorial e vinha produzindo várias matérias investigativas e de denúncias.

Curiosamente, após a vista de
Andréia Neves na semana passada, o jornal voltou a fazer matérias de apoio a Anastasia e Aécio. Agora esta novidade: a demissão de um jornalista que estava há mais de 20 anos trabalhando no veículo.

Vamos aguardar mais notícias e ver a repercussão desta demissão.



Dona Andréia ronda as redações assim como pitbulls fazem a guarda dos seus donos. Desde que o irmão Aécio foi eleito. Mais uma cabeça que é cortada por simplesmente criticar. Onde está a democracia, Governadora?

Informações do Blog do Nilmário.

VIVA A MINA DO POVO DE MINAS

Texto do teatrólogo Zé Celso Martinez. Quer entender um pouco como funciona a "democracia cultural" em Beagá? Leia.
http://teatroficina.uol.com.br/menus/45/posts/378






Ió! Tiago,


tive um insight agora quase dormindo. Estou no “AltoChão” uma praia em Santarém, onde desci do barco, para seguir depois de amanhã para Manaus. Aqui pude ter acesso por um modem ao seu email e às respostas da Tatiana.


Saquei que a Thaís [Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura] e as autoridades locais não aceitam o Teatro de Estádio em Praças Públicas, onde se misture toda a cidade. Temem ser acusados de mostrar ao público em Praça Pública os Tabús transmutados em Tótem. Temem que os eleitores os repudiem por estar permitindo a “pouca vergonha” na Praça Pública.


É a velha historia dos que querem pastorear o povo e transformá-lo em rebanho: “O Povo não está preparado para as coisas que mostra o Teatro Oficina para 2.000 pessoas, degraça!”. Mas como diz Oswald de Andrade no HOMEM E O CAVALO: “Pra trepar e pra comer todos nascemos preparados”.


É justamente o que o Ministro Juca Ferreira e sua equipe querem, e independe um pouco da falta de cultura e do medo que os poderes locais possam ter.


O Teatro Oficina, como o grego, é dirigido à Cidade, não a um público “entendido”, “culto”, de “classe”. É também para estes mas somente bate se for para todos, se vira Arte Pública. Os temores que tivemos para chegar ao povo de Canudos repetem-se. O fato de vocês se intimidarem e proporem um orçamento que sabem impossível para o nosso convênio com o MINC demonstra um recuo, um desejo de não arriscarem-se neste embate político. Parece mesmo que vocês não querem que apareçamos em BH com esta liberdade, que não querem se expor nesta luta necessária e maravilhosa, além de divertida e gostosa.


Nesta atitude sinto compactuação com o Poder da Tradicional Oligarquia da Velhíssima Família Mineira em querer responsabilizar-se por enfrentar esta obra de Arte da Liberdade de todos: de pobres e ricos serem livres para o Amor, para a liberdade, para atuar no que desejarem.


Nossa busca atingirá a glória do Teatro Grego se como eles tivermos coragem de abrir nossos abcessos fechados em Praça Pública. É uma questão de ÉTICA DA ESTÉTICA e da SOFISTICAÇÃO CULTURAL. O Povo não merece o Politicamente e hipócrita correto dos Teatros doutrinários de ONG.


Em Manaus aconteceu a mesma coisa, acabaram nos colocando no SESC, num bairro popular, mas não é um espaço público da cidade, mas do SESC. Em Brasília ocupamos a Praça dos Ministérios e tínhamos ao fundo da cena a Praça dos Três Poderes. Em Peixinhos, entre Olinda e Belém, fizemos as DIONISÍACAS num Centro Cultural da Prefeitura, quer dizer, do poder público. Foi um GOL !!!! No Pará fizemos na Praça da Bandeira, e todo poder político, estadual, etc. colaborou conosco. Foi uma atitude culturalmente extraordinária da governadora Ana Júlia. Mas na Bahia fizemos numa Escola de Dança para um peublico entediado da classe artística e cultural local, portanto, não foi um espetáculo de Teat®o de extádio público.


Muito grato por essa luz, queremos mesmo como Oswald de Andrade, a ÁGORA, o Poeta expondo seus abcessos na Praça Pública. Só assim atingiremos a glória de dar ao Brasil o Teat®o Brazyleiro, no patamar que o crescimento econômico e social do Brasil nos exige.


Enquanto as Tias da Oligarquia, à esquerda ou à direita, quiserem cercear o Poder do Teatro, que traz Poder e Phoder transhumanos para todos, em vez de recuarmos temos o direito e o dever de avançar na luta com felicidade guerreira pelo que desde Castro Alves acreditamos: “A Praça é do Povo como o Céu é do Condor”.


Se não conseguirmos vencer esta barreira vamos fazer talvez em Brumadinho, ou em Ouro Preto. Que acha Angelo Oswaldo? Que acha disto tudo Priscila? Eu acho um assasinato cultural, em pleno ano de eleições, em 2010, o povo de BH não ter direito à grande Arte, “ao fino biscoito que fabricamos”, e só ser chamado para comícios de Photoshop, onde ele aliás não comparece, não aceita ficar naquele cercado.


Queremos vocês conosco, sem pé atrás.


Ah! Tenho muita curiosidade de saber do conteúdo dos percalços que causamos.


Todo Amor, desejo de uma luta comum justa, libertária, de derrubar as novas Bastilhas. Liberdade ainda que tardia. Minas não pode estar aquém da luta dos Árcades da Inconfidência.


É uma questão Política de Ética Estética, além do politicamente correto e do velhíssimo exercício do poder contra a reunião das multidões de todas as classes se encontarem.


O q pode acontecer? Somente apaixonarmos todos que amam a vida, como tem acontecido pelo Brasil todo. O Povo e as classes da elite cultural e econômica, têm o direito de gozar juntos como os Gregos e os Reis Elizabetanos gozavam.


Outubro nas eleições será o que será mas não podemos temer a Liberdade da Cultura, o Poder do Anarquista Coroado, de nossa loucura libertada, de todos: burgueses e não burgueses. O Teatro de Estádio é o lugar único dos compartimentos sociais se reencontrarem no que tem de comum, mamíferos, mortais, essa sensação é o que o grande Teatro em todas Grandes Épocas da Humanidade puderam dar ao Público.


A Política, como é praticada é o lugar do cálculo, do marketing, do medo. O Teatro é o oposto, é o lugar onde podemos nos comunicar na Poesia, na Viagem nos nossos Subterrâneos que vindos à tona trazem nossa força, vinda de nossas Minas interiores.


Todo meu Amor a Minas, não solidária somente no Câncer, mas na Solidariedade dos desejos mais perversos e ocultos que fazem nossa grandeza humana





VIVA A MINA DO POVO DE MINAS


MERDA

Serra se atrapalha com pergunta sobre FHC no Programa do Jô

Constatação

Sei não, mas talvez colar a imagem do candidato Antônio Anastasia com a do "prefeito" de BH Márcio Lacerda não tenha sido uma boa ideia.

Os 10 Mandamentos da Imprensa no Período Eleitoral



Regras. Todos precisamos de regras. Afinal de contas, sua ausência nos levaria ladeira abaixo direto à várzea pantanosa da barbárie, não é mesmo? Por isso mesmo, o Blog do Sakamoto traz a quarta aula do seu Curso de Jornalismo Prático colocando no papel regras para cobertura eleitoral que, apesar de serem amplamente conhecidas por jornalistas, não foram até agora publicadas. Talvez por falta de recursos para impressão. Mas como Moisés usaria um spam para divulgar os mandamentos se hoje vivesse (economizando as tábuas de pedra, preservando, assim, a natureza), um blog está de bom tamanho para o registro.

O Curso é elaborado em conjunto com amigos que são grandes repórteres e conhecem como ninguém o universo das redações, o funcionamento da mídia e os botecos que vendem pastel, sarapatel e buchada onde os candidatos se refestelam, ao tentar mostrar que, apesar de não parecer, são sim gente do povo.

Registre-se que nem toda a imprensa segue esses mandamentos. Mas, também se registre que eles não são monopólio de um grupo que segue determinada ideologia, portanto as regras valem onde couberem.

Os 10 Mandamentos da Imprensa no Período Eleitoral

1 – Deve existir, pelo menos, um colunista fixo livre para fazer insultos, propagar preconceitos, soltar impropérios publicar boatos. Os textos desses colunistas não precisam ter relação com os fatos. Eles também não precisam responder por aquilo que assinam. Basta que escrevam com empáfia e mostrem comportamento arrogante diante de qualquer tentativa de diálogo.

2 – Fica estabelecido, em consonância com os interesses da maioria esmagadora da população brasileira, principalmente a parcela mais humilde, que o maior problema do Brasil durante as eleições é o Irã. O segundo maior é o Chávez. E o terceiro maior é a carga tributária.

3 – Os outros três problemas mais urgentes da nação são, pela ordem, 1) a falta de independência do Banco Central; 2) a presença de sindicalistas nos fundos de pensão; 3) o Márcio Pochmann continuar no Ipea.

4 – Será ignorada toda reclamação contra matérias mal apuradas, trabalho preguiçoso, reportagens parciais, cochilada no “pescoção”, dados incorretos e previsões não confirmadas. No limite, serão classificadas como “grave atentado à liberdade de imprensa” ou “impostura de um leitor militante de partido de esquerda/direita”.

5 – Dar-se-á imediata repercussão a toda denúncia veiculada por revistas semanais, independentemente do texto ter sido requentado, montado com evidentes erros de apuração ou estar em contradição com textos anteriormente publicados pelas próprias revistas.

6 – É terminantemente proibido dar declaração de apoio explícito a um candidato. O apoio velado, contudo, é permitido desde que em consonância com a escolha empresarial do veículo de comunicação.

7 – Nenhum candidato será verdadeiramente pressionado a se posicionar a respeito de qualquer projeto concreto de interesse dos assalariados ou dos mais pobres em entrevistas, debates, artigos ou editoriais. Temas como redução da jornada de trabalho, aumento da licença maternidade, taxação de grandes fortunas, correção dos índices de produtividade da terra, defesa do Código Florestal, entre outros, devem ser tratados como polêmica ou tabus.

8 – Toda reportagem longa a respeito da história, das idéias ou das propostas de candidatos não católicos deverá ressaltar suas crenças e apontar possíveis conflitos entre a religiosidade do candidato e o interesse público. Reportagens sobre candidatos católicos ou ateus que se declarem católicos estão dispensadas disso, uma vez que esta é a religião oficial do Estado laico brasileiro.

9 – Ganhará pontos o candidato que garantir ao repórter uma das seguintes aspas: “o meu governo vai aproveitar esse período de vacas gordas para fazer as reformas que o Brasil precisa, cortando custos”, “a CLT precisa ser atualizada e vamos trabalhar nisso” e “a Anistia foi para todos, portanto, não vamos mexer no passado”. Os pontos podem ser trocados por um close simpático e sorridente do candidato na matéria em questão ou por um Pirocóptero sabor morango.

10 – Reportagens a respeito dos programas de governo serão sempre enriquecidas com comentários de diversos especialistas, considerando a pluralidade de pesquisadores e estudiosos que se debruçam sobre diferentes temas. Por exemplo, em matérias sobre geopolítica, relações internacionais, História, democracia, diplomacia, república, capitalismo, socialismo, eleições americanas, Irã, Tabeban, Leste europeu, Afeganistão, cotas, ONU, Justiça, sociologia, OEA, Cuba, Tarso Genro, loteamento do Estado, Apartheid, Mercosul, Foro de São Paulo, Chávez, Estado policialesco, CUT, Farcs, gás na Bolívia, Polícia Federal, MST, Petrobras, dossiês, liberdade de imprensa ou Yoani Sánches, ouvir sempre o geógrafo Demétrio Magnoli. Na dúvida, consultar o Disk Fonte, das aulas 1 e 2 deste Curso Prático.


Um vídeo, uma polêmica, um processo

Uma galera que faz oposição ao Hélio Calixto da Costa, indicado do Lula ao posto de Governador do Estado de Minas - a federação, não o jornal - fez uma charge animada satirizando o candidato pmdbista. Digamos que ela tem uma certa relação com a verdade ao afirmar que o Tio Hélio não tem muita relação com as Minas Gerais.


Por causa desse vídeo, começou-se uma celeuma/confusão/auê na internet. Uns disseram que era uma afronta, que era desrespeitoso e tal. Diga-se de passagem, o TRE-MG determinou a retirada da animação da internet (coisa que ainda não aconteceu) por considerá-la ofensiva. (Uai, só porque diz a verdade?)

Agora, não sei se é fato confirmado, mas parece que o Tio Hélio está meio desgostoso também com os comentaristas do vídeo. Pelo o que o Twitter informa (ainda tenho que apurar mais detalhadamente), o estudante e líder do JPSDB, meu compadre de Colégio Militar, Gabriel de Azevedo, está sendo processado pelo Hélio Costa por causa de um comentário publicado na página do vídeo. O valor do processo, segundo fontes, é de 100 mil reais.

Atenção: O Gabriel não é autor do vídeo; ele está sendo acionado por causa de um comentário.

Pra que arrancar 100 mil reais do pobre futuro advogado-jornalista-publicitário-tucanalha? (Bem, tucanalha ele já é, mas...)

Engraçado como são as coisas em relação a isso em Minas e, particularmente, com figuras do PMDB. Newton Cardoso, no final do ano passado, processou o crítico e editor do Cinema em Cena, Pablo Villaça. Por um comentário irrisório - coisa mais ofensiva já vi sobre Aécio. E o Newtão não foi condenscendente: baixou o sarrafo. Não sei pra quê: ele já é uma figura abastada, com muitas posses obtidas com o seu árduo suor enquanto prefeito de Contagem, Deputado Federal e Governador de MG... Trabalhou muito, suou feito um porco... Para quê, então?

Já aviso que não sou correligionário do camarada Gabriel - não tenho quaisquer simpatias à sua facção ou a movimentos por ele liderado, como o JPSDB. Tenho motivos de sobra para não compactuar com a postura politiqueira dele. Entretanto, publicamente me solidarizo contra essa atitude vexaminosa de Hélio Costa de tentar retaliar as suas vozes opositoras e contrárias. É uma postura indigna processar quem apenas quer ser o dissenso. (Ouviu, Aécio?)


Em tempo: o PMDB lidera o ranking dos "fichas-sujas", segundo o site da Folha. E Minas lidera com a maior quantidade de políticos barrados pela lei Ficha Limpa. Confira aqui.

Feliz Aniversário, Joaquim Roriz!

Hoje, o nome de Joaquim Roriz chegou ao segundo lugar dos termos mais citados do Twitter no Brasil, os famosos (e nem sempre gratos) Trending Topics Brasil - ou, para os mais íntimos, TTBr. Geralmente, o nome de alguém lá não é boa coisa - como Fiuk, Felipe Neto, Rest(argh)t... Fui saber por que cazzo Roriz estava lá. E eis o motivo:


Em uma plenário lotado com cerca de 100 pessoas, os juízes do TRE/DF acabam de derrubar o registro de candidatura de Joaquim Roriz ao governo de Brasília.

Por quatro votos a zero (três juízes ainda não proferiram seus votos, mas não há mais como a decisão mudar), decidiram que Roriz tornou-se inelegível porque renunciou em junho de 2007 ao mandato de senador para não responder a processo de cassação.

À época, Roriz foi flagrado em uma conversa telefônica tratando da partilha de 2,2 milhões de reais com o ex-presidente do Banco de Brasília Tarcísio Franklin de Moura. A suspeita da Polícia Civil local era a de que o dinheiro teria sido desviado do banco estatal.

(Atualização às 17h57: o julgamento encerrou com o placar de quatro a dois – o presidente do tribunal só votaria em caso de desempate)


Mão na cabeça! Perdeu, Roriz! Perdeu!

Só um detalhe: hoje, 4 de agosto, Roriz completa 74 anos. Feliz Aniversário, ex-futuro Governador do Distrito Federal!

Acompanhamento indigesto



Acho que viro muçulmano depois dessas eleições...

"Chora, não vou ligar..." (parte 2)

Tudo bem. Eu bem que não quis mencionar novamente esse título no post, visto que já o usei uma vez, quando Fernando Pimentel chorou, em 2008, dizendo que pagou "alto custo" pela aliança com Aécio para a Prefeitura de Belo Horizonte. Creio que, nos seus horizontes, ele vislumbrava um apoio recíproco para 2010, quando ele se candidataria Governador.

Só que não.

Ao se aliar com Aécio Neves, Pimentel traiu a confiança dos cidadãos de Belo Horizonte, que se viram num mato sem cachorro no segundo turno das eleições municipais de 2008. 

Deu as costas a Patrus Ananias, liderança petista histórica e deveras importante para o partido e para a capital. Foi ficar de fofoquinha com o neto do Tancredo.

E, recentemente, pediu arrego ao PT de Minas, entregando a sua provável disputa ao Palácio Tiradentes ao boneco global do Hélio Costa.
Agora, Fernando Damatta Pimentel recebe o que merece. Tudo é vai e volta.



Antes de começar a campanha eleitoral, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) andava nas nuvens:

  • Era o amigo predileto da candidata à Presidência por seu partido, Dilma Rousseff;
  • O todo-poderoso da campanha presidencial;
  • E pule de dez na corrida pelas vagas ao Senado por Minas Gerais.

Agora em plena campanha, com as pesquisas apontando Aécio Neves (PSDB) e Itamar Franco (PPS) nas primeiras colocações para o Senado por Minas Gerais, Pimentel vive um inferno astral:

  • Terá que fazer campanha mesmo, que era o que menos queria;
  • Perdeu influência sobre a equipe de Dilma Rousseff;
  • E corre sério risco de se ver derrotado as eleições.


É. O Pimentel está com medo. #ReginaDuarteFeelings.

É o Fernando Pimentel, que tinha TUDO para governar este Estado de Minas Gerais, deixando-se quedar pelo ostracismo e decadência política. Tudo, por ter se aliado em 2008 com Aécio Neves. Tudo, por um deslumbre de curto prazo.

Tudo é vai e volta. Pimentel pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão. Então chora...



A Cultura que exala

Uma coisa que muito me incomoda nessa gestão municipal é a capacidade de a Prefeitura se apropriar de algo como se fosse dela. Isso ocorre, principalmente, no campo cultural. Se não, vejamos:

Antigos projetos que eram executados à época de Patrus e Célio de Castro, como a Arena de Cultura, simplesmente não existem mais. Ou, se existem, eu não vejo falar deles - é a máxima da Publicidade: um produto só existe quando é conhecido ou falado sobre. E eu não ouço falar.


Mas o que eu quero falar é mais exatamente sobre o texto que li hoje, a partir de um tweet da Fundação Municipal de Cultura: http://fr.pbh.gov.br/?q=node/158 (Cliquem e leiam, por favor. Eu não vou reproduzi-lo aqui.)

É inegável que a FMC tem a sua cota de participação, que ajuda a difundir a cultura etc. Mas, pelo menos para mim, o fatídico episódio do FIT, no começo do ano, e da Praça da Estação - que parece se desenrolar por um bom tempo ainda - foram o estopim para se crer que em Belo Horizonte a cultura vive à sombra, à margem do que deveria ser.

Isso, claro, sem falar no Carnaval da cidade. Conversava eu, uns dias aí para trás, com pessoas do cenário do samba de BH. E, inevitavelmente, caímos no tema da expulsão (essa é a palavra mais adequada) da GRES Cidade Jardim da sua quadra para o provimento de uma creche. A principal alegação era de que a área é invadida. Acho que alegações do tipo "é o melhor local para a creche" devem ter sido ditas.

Para quem não conhece, a Escola fica em um barranco, no Conjunto Santa Maria, zona oeste, bem próximo à Av. Raja Gabáglia. Para quem é de fora de BH, a Raja é uma avenida que só passa por lugare$ bacana$ - Gutierrez, Luxemburgo, Estoril, São Bento, Santa Lúcia e, em um trecho pequeno, corta o Aglomerado Morro das Pedras. Logo abaixo, encontram-se casas luxuosas e mansões ostentosas do high society bairro Luxemburgo, já na zona sul. Eu disse que a alegação da expulsão era a invasão do terreno, certo? Pois bem. Dois pesos e duas medidas: o Luxemburgo também é área de terras devolutas (leia-se invasão). Não sou eu quem disse, foi a pessoa com quem conversei. E eu não duvido nem um pouco dessa situação.

E como é que se estimula uma Cultura de Culturas expulsando escolas de samba e as deixando sem local para ensaiar? E como é que se estimula a diversidade cultural jogando o Carnaval para a putaquiupariu da Via 240? E como é que se estimula a Cultura fechando a Praça da Estação aos grupos culturais e abrindo à Coca Cola? E o fracasso e desespero que foi a Parada Disney, que simplesmente devastou a Pampulha para um evento da Nestlé (aí, mais um evento pago!), deixou muita gente frustrada e os moradores emputecidos? E os teatros municipais, que estão aos cacarecos? Chico Nunes já está fechado, de tão precário que se encontra. O Marília vai indo pelo mesmo caminho.

Estímulo à cultura. Cadê? Ela não pode ser feita em apenas um sentido.

Responda-me, Thaís Pimentel, por favor. Se quiser, te deixo um espaço para seu Direito de Resposta. Só não me deixe falando sozinho, como faz o Sr. "Prefeito" Márcio Lacerda.

Propaganda antecipada

Eita! Mal acabo de chegar e já recebo uma notícia totalmente excelente.

Via site do Estadão:





A ministra Nancy Andrighi do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou em R$ 7 mil o jornal Estado de Minas por ter publicado, no dia 10 de abril, matéria relativa ao lançamento da pré-candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República.

Em representação, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a pena máxima de R$ 25 mil prevista na Lei das Eleições para quem fizer propaganda eleitoral antes do dia 5 de julho do ano das eleições.

De acordo com o MPE, o jornal, além de fazer referência ao conteúdo do material publicitário confeccionado para o lançamento da pré-candidatura de Serra, publicou no centro da página fotografias dos banners, em cores e formato próprios de propaganda paga.

Além dos banners, com a sigla do PSDB, a página questionada pelo MPE continha frases de apoio à candidatura de José Serra e sua imagem ao lado do ex-governador mineiro Aécio Neves. Em sua defesa, o jornal sustentou que a matéria veiculada é de cunho informativo, amparada no direito de liberdade de informação e comunicação, garantido pela Constituição Federal.


Bem... Digamos que, para os mineiros, isso não é novidade. O jornalão supracitado já é deveras conhecido por suas atitudes típicas de revista Veja.



Vedações em período eleitoral

Pessoal que nos lê neste blogue,

Passada a Copa do Mundo, hora de focar nas Eleições 2010. Só que tem um pequeno grande porém. O TSE soltou algumas normas para as mídias/redes sociais. Blogs se incluem. 

Como eu e meus compadres não queremos ver nosso pescoço pisado e nem a nossa bunda chutada, eu deliberadamente me resguardarei, seguindo as normas do Tribunal.

É vedado o anonimato. Além disso, os textos por mim postados e os comentários têm o mesmo peso na consideração do teor ofensivo. Quer dizer, se um anônimo vem e ofende o candidato A em prol do B, o candidato A pode processar o blog por causa do comentário anônimo, mesmo eu não tendo nada a ver com isso. O dono do blog será considerado como responsável solidário pelo conteúdo publicado na página. Quero dizer que, até outubro, a moderação de comentários estará ligada. Infelizmente. A contragosto. Muito contragosto.

O que não quer dizer que serei um censor chinês totalitário. Somente vetarei o que for expressamente ofensivo a algum candidato ou a alguma facção que se considere partido político.

Eu ainda acho que muita coisa deverá serdiscutida sobre direito e internet. Ainda nos é uma coisa recente, sem muita definição... Mas enfim, sigamos as ordens. Tá, né...

Leia mais sobre as vedações, proibições e não-permissões no texto abaixo, disponível neste link.Via @criticarbh.


Blogs

  • Está proibido o anonimato;
  • Quem criar uma página para apoiar algum candidato nas eleições deverá ter sua identificação claramente exposta no blog, responderá por qualquer excesso que ocorra no site e será denunciado por qualquer desvio destas condições;
  • Os textos postados pelo dono do blog quanto os comentários que são feitos na página têm o mesmo peso na consideração do teor ofensivo. Ou seja, o dono do blog será considerado como responsável solidário pelo conteúdo publicado na página, já que ele exerce a moderação;
  • Todo e qualquer tipo de site, seja blog ou não, que não o do partido, está proibido de inserir qualquer tipo de propaganda política – como, por exemplo, banners.


Twitter e outras redes sociais

As regras válidas para os blogs são válidas também para outras ferramentas de comunicação, como o Twitter e também redes sociais. Ou seja, o autor de uma comunidade no Facebook ou no Orkut será responsável pelos textos publicados naquele espaço e também em moderar os comentários emitidos.


E-mails
  • As eleições de 2010 no Brasil contam com uma lei específica de combate ao spam. A lei diz diz que os partidos podem criar um e-mail marketing, desde que qualquer mensagem eletrônica permita ao destinatário solicitar o seu descadastramento. E isso tem de ser cumprido em até 48 horas do recebimento da solicitação;
  • A venda de mailing aos partidos está proibida.

Direito de Resposta

O TSE implementará o direito de resposta a um candidato que se sinta prejudicado nos meios virtuais.


Provedores

Os provedores poderão ser acionados pelo TSE como responsáveis solidários. Ou seja, os provedores, de alguma forma, terão de ser ágeis e se preocupar mais em monitorar os blogs. No caso de algum problema, eles terão que ter rapidez para retirar o conteúdo considerado ofensivo pelo TSE.