Para receber o Mickey, nós fazemos papel de Pateta (parte 2)

Bom, bem que eu tentei avisar, mas... Confiram esse relato crítico do sábado.



A parada que parou a Pampulha em BH
 
Caos, desorganização, mas, principalmente, decepção. Quem se aventurou a tirar o carro da garagem na tarde deste sábado (27) para levar as crianças à parada promocional da Disney na região da Pampulha passou raiva, enfrentou congestionamentos, empurra-empurra e, em quase todos os casos, nem sequer viu a cara do Mickey.

A intenção dos organizadores da Parada Disney era de que a Pampulha virasse o palco da fantasia, mas o desfile foi marcado por muita confusão. A situação caótica na região desanimou o público e milhares de crianças voltaram para casa frustradas, algumas até chorando.

Movimento começou cedo
O início do evento estava programado para as 16h, mas desde o meio-dia o trânsito já estava complicado para quem ia em direção à lagoa. Além da parada, havia programação cultural e infantil desde o início da manhã, com as comemorações do "dia da família".

O transtorno começou para valer por volta das 15h. As pessoas que chegaram mais cedo conseguiram se acomodar próximo às grades que delimitavam o local do desfile. Por volta das 16h, as ruas secundárias que davam acesso à lagoa da Pampulha estavam lotadas de carros, ônibus e pessoas a pé, debaixo de um calor de mais de 30 graus.

A organização do evento esperava receber 120 mil pessoas, quase dois Mineirões cheios, e mesmo assim, o isolamento de ruas para o tráfego de veículos se limitou ao raio de um quarteirão da lagoa, na região do bairro Bandeirantes. O resultado: antes mesmo de o desfile começar, uma multidão voltava pelas ruas e avenidas de acesso, carregando crianças decepcionadas por não conseguirem nem mesmo chegar perto do isolamento que separava a calçada da via onde acontecia o desfile.

Quem conferiu o evento de perto viu cinco carros alegóricos e seis veículos menores com cerca de 150 atores e bailarinos. Famosos personagens infantis passaram pela pista interna da orla da lagoa, entre eles Pequena Sereia, Ursinho Pooh, Pateta, Pato Donald e o brasileirinho Zé Carioca.

"Não deu pra ver"
O policial militar Cesar Macedo, 48, tentou aproveitar a folga para sair com seus dois filhos, Junior, 8, e Camila, 12, mas só o que viu foi confusão: "Não deu mesmo. Ainda bem que os meninos são maiores e já entendem, mas não deixa de ser uma decepção. Vamos tentar chegar ao parque para compensar", lamentou.

O construtor Adilson de Souza Reis e a esposa, Flávia Pinheiro Reis, também pretendiam assistir ao desfile com os dois filhos. Surpreendida com a confusão no trânsito, a família demorou cerca de duas horas para percorrer seis quilômetros. "Tive que estacionar meu carro longe da orla. Andamos muito e quando, finalmente, chegamos já era tarde", lembrou Adilson, indignado.

Algumas crianças menores choravam sem entender por que estavam voltando sem ver o desfile. "Belo Horizonte não suporta esse tipo de evento. Demorei quase uma hora para conseguir parar o carro. Quando vi que não ia dar pra aproximar da orla, tentei distrair os meninos com um sorvete, mas não deu muito certo", dizia o administrador de empresas Rômulo Padovani, 40, que levava pela mão o inconsolável casal de gêmeos Artur e Maria Olívia, de 5 anos.

Gleison Costa Silva saiu de ônibus do Barreiro, às 11h, com a mulher, Vânia, e o filho Cauã, de 6 anos. Desceu no centro e pegou outro coletivo na avenida Santos Dumont para chegar à Pampulha: "Nunca mais eu faço isso. Não vale a pena. Está muito cheio e tem muito adolescente já grande, que não respeita ninguém e chega empurrando". A mulher dele ainda completou: "Eu sempre quis ir na Disneylândia, desde menina, mas nunca pude e acho que nem vou poder. O passeio era mais pra nós do que para o Cauã".

A dona de casa Marcélia Suzano, 56, disse ainda que os flanelinhas estavam agindo livremente. "Tive que pagar R$ 10 adiantado para um sujeito muito mal-encarado que praticamente nos ameaçou e agora, quando voltei, sem ver a tal da parada, meu carro está fechado por outros dois carros e o sujeito já desapareceu. Pior é que não achei nenhum policial para reclamar". O carro de Marcélia estava parado em uma rua estreita, a dois quarteirões da lagoa, próximo à avenida Alfredo Camarati.

Trânsito e caos
Além do público que desistiu de assistir ao desfile e voltou para casa decepcionado, muitos espectadores não conseguiram chegar à orla da Lagoa da Pampulha a tempo de conferir o espetáculo. Nas principais vias de acesso à região, o trânsito ficou praticamente parado.

Segundo a BHTrans, a situação foi mais complicada nas avenidas Catalão e Antônio Carlos. Foi registrada ainda retenção no Anel Rodoviário, desde o shopping Del Rey até a Via Expressa. Os pedestres também sofreram e ruas dos principais bairros da região, como Bandeirantes e Castelo, ficaram intransitáveis.

No bairro Ouro Preto, o trânsito ficou praticamente parado por duas horas nas ruas Mantena, Estanislau Fernandes e Monteiro Lobato, que dão acesso à avenida Fleming. Na rua Expedicionário Celso Racioppi, carros parados nos dois sentidos inviabilizavam a circulação.

Um ônibus da linha 3302 ficou parado a dois quarteirões da Fleming, sem conseguir ir para frente ou para trás. Os passageiros tiveram que descer e o motorista simplesmente sumiu do local por pelo menos meia hora, deixando o coletivo sob os cuidados do cobrador, fechando totalmente o acesso até mesmo para o trânsito local. Até as 18h, ainda havia filas de carros e o tráfego era lento em várias ruas dos bairros Bandeirantes, Ouro Preto, Castelo, Santa Terezinha, São Luis e São José.

Policiamento
Apesar dos transtornos causados para o público, a Polícia Militar informou que nenhuma ocorrência foi registrada durante o evento e considerou que ele transcorreu "de forma tranquila".

O major Márcio José da Silva, que comandou o policiamento na Parada Disney, informou que cerca de 200 mil pessoas compareceram à orla da Lagoa da Pampulha. "Nenhum incidente foi registrado. Infelizmente quem deixou para sair de casa na última hora ficou no congestionamento", concluiu.

Com relação aos flanelinhas, o major do 34º batalhão da PM disse que a ação foi combatida. "Tivemos 550 policiais trabalhando no evento e quando vimos algum flanelinha agindo, ele era retirado do local. Alguns foram até conduzidos para a delegacia". O policial não informou o número exato de flanelinhas detidos e reforçou que cabe à população denunciar esse tipo de abuso.

Justificativa
A prefeita em exercício, Luzia Ferreira, disse que o evento superou as expectativas, pois a população compareceu em massa.

"De fato existiram alguns transtornos, como dificuldade de acesso ao local, mas a quantidade de pessoas que compareceram mostrou o desejo da população de participar de um evento como esse. É difícil dimensionar antecipadamente o número de pessoas, já que o evento foi inédito na capital. Quando temos um jogo no Mineirão dá pra avaliar, pois jogos sempre acontecem, mas a Parada Disney foi a primeira. E quero ressaltar que a prefeitura não é promotora do evento e sim parceira". 

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"(...) a prefeitura não é promotora do evento e sim parceira" - Luzia Ferreira, foi mal. Mas não queira se eximir da sua responsabilidade. Sei que você tem mais crédito que o próprio "prefeito", mas... Estando a BHTrans, a Sudecap e a Regional Pampulha estando envolvidas no evento, por mais que ainda sejam parceiros, também têm que limpar essa caquinha do bebê da Nestlé.

Quando eu digo que Belo Horizonte é uma roça grande, é por causa disso. Primeiro, por querer, forçosamente, que a Pampulha recebesse tal desfile. Um local que, apesar de bonito (e que eu particularmente adoro frequentar), possui acesso restrito para 60 por cento da população da RMBH (ou vai me dizer que é simples alguém sair lá da Zona Oeste, por exemplo - Vista Alegre, Madre Gertudes, Nova Gameleira -  e chegar à Pampulha?). 

Implica dizer que as ruas lá são para suportar tráfego residencial, no máximo de coletivos. Diga-se de passagem, a área onde ocorreu a Parada Disney é proibida para caminhões acima de 5 toneladas. E aí eu te pergunto: que peso deverão ter aqueles carros alegóricos? Leves é que eles não são.

Implica dizer, também, que Belo Horizonte tem espaços com maior conforto para receber tal demanda. Eu estou tentando imaginar 120 MIL PESSOAS em um espaço reduzido que são os calçadões da Orla da Lagoa. Segue a mesma linha de raciocínio besta da BHTrans, que quer colocar 5 pessoas por metro quadrado nos ônibus de BH. Daí, a redução nos horários. Mas isso é pauta para outra matéria.

Eis o sonho do nosso Governador, Aécio Neves, sendo concretizado. O sonho do caos, da confusão, da desordem. Obrigado por apoiar o evento, Governador. Eu não vou esquecer dessa benesse à nossa população.

Para receber o Mickey, nós fazemos papel de Pateta

Sério. Ainda bem que eu não sofro de pressão alta. Se não, teria caído duro já com essa administração municipal belorizontina. Cacete de agulha...



Obra só para o Mickey passar

Parte da orla da lagoa Pampulha está sendo desfigurada para receber a Parada Disney - evento internacional que acontece no próximo sábado na avenida Otacílio Negrão de Lima, entre o Parque Ecológico da Pampulha e o Iate Tênis Clube. Desde o último 20, canteiros centrais, gramados, rotatórias, calçadas e quebra-molas começaram a ser destruídos. O objetivo é dar passagem aos grandes carros alegóricos de Mickey Mouse e companhia.

Árvores também estão sendo podadas e parte da sinalização de trânsito já foi retirada. As modificações no entorno da Pampulha têm revoltado moradores e associações de bairro. "Enquanto o Pato Donald e o Mickey chegam aqui com interesses econômicos, nós fazemos o papel de patetas", ironizou o morador Antônio Carlos Carone, membro da Associação Pró-Interesses do Bairro Bandeirantes.

"Os moradores não estão contra a parada. Nós estamos incomodados por causa da má administração dos bens públicos. Belo Horizonte tem outros locais que poderiam receber o evento, onde seriam desnecessário intervenções" (sic), ressaltou a presidente da Associação Pró-Civitas dos bairros São Luiz e São José, Juliana Renault Vaz. A associação promete protocolar hoje um reclamação no Ministério Público.

Cuidados
O secretário da regional Pampulha, Osmando Pereira, disse que todas as providências estão sendo tomadas para valorizar o evento cultural e minimizar os impactos na região. "Inclusive, negociamos com os promotores que não trouxessem carros acima de 7,5 m. As alegorias são largas, mas elas terão apenas 5 m.", explicou o secretário.

Segundo a regional, tudo o que foi modificado começará a ser reconstruído na segunda-feira. As ações serão realizadas pelos operários da prefeitura. Contudo, taxas municipais serão cobradas pelo serviço. O secretário não soube informar o valor dos gastos e das taxas.

Osmando Pereira não concorda que o projeto urbanístico da Pampulha será desconfigurado. "Se isso fosse ocorrer, não iríamos permitir que a parada acontecesse. As podas nas árvores, por exemplo, já seriam necessárias. Na última chuva de granizo, precisamos fazer algumas intervenções. As podas são infinitamente inferiores aos problemas por causa da chuva", alegou o secretário.

A assessoria de imprensa da Nestlé - responsável pelo evento no país - informou apenas que as obras de intervenção da via são de responsabilidade da prefeitura municipal. Informada pela reportagem de O TEMPO sobre as modificações na lagoa para a parada, a assessoria de imprensa da Disney no Brasil não enviou um comunicado oficial até o fechamento desta edição.

"Será um sonho para muitos mineiros", diz governador
A Parada Disney é um evento que tem a direção artística supervisionada pela The Walt Disney Company, conglomerado americano de mídia e entretenimento. O evento tem o patrocínio da empresa de alimentos Nestlé, apoiado pela Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas. O desfile será no sábado e começa às 16h.

O evento acontece pela quarta vez no Brasil. Nas outras paradas, Mickey Mouse e companhia desfilaram em Vila Velha (ES) e nas capitais paulista e carioca. Serão cinco carros alegóricos e seis veículos que percorrerão 2 km da orla.

"Será um sonho realizado para muitos mineiros que não têm a chance de viajar até os Estados Unidos", disse o governador Aécio Neves, na semana passada, durante encontro com o presidente da Nestlé, Ivan Zurita.

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Não é nada, não é nada. É apenas a formalização do encontro do sr. prefeito Márcio Lacerda com seu grande irmão, o Tio Patinhas, e outros parentes, como o Pão Duro Mac Mônei e os Irmãos Metralha. Sim, rivais, mas "amiguinhos", se é que você entende de Aliança...

"Belo Horizonte tem outros locais que poderiam receber o evento", como a Praça da Estação - né, Seu "Prefeito"?

"(...) tudo o que foi modificado começará a ser reconstruído na segunda-feira". Ma che!Quer serviço de português maior do que esse? Reforma-se a Orla todinha, deixam-na bonita, visitável, para vir uma parada financiada por uma multinacional (a Nestlé) e, sob força desse evento, a Prefeitura destruir (essa é a palavra) tudo o que foi dantes reformado, só para o Mickey passar (eu detesto o Mickey!); depois, passa-se a parada e reforma-se tudo de novo. Mas que belo gasto com o nosso dinheiro público! Faz, desfaz e refaz! 

(Para um gestor técnico que é o Márcio Lacerda, que supostamente seria um pão-duro como o Tio Patinhas, ele tá me saindo a um senhor Gastão

Quanto será que a PBH está gastando com essa coisa? O Secretário "não soube" informar. Poxa, Osmando! Pensei que você fosse secretário, não Presidente da República...

E, por favor, Aécio Neves, "sonho para os mineiros"? Tenha dó! Prefiro não comentar.


- Uma observação: lembram-se da manifestação que teve no Centro Administrativo com os professores estaduais reivindicando aumento? Segundo reportagem do Jornal da Alterosa, o efetivo para conter / deter / abafar a manifestação era de 400 policiais. Só a título de comparação, esse é o efetivo que está nas ruas de toda a capital mineira em dia de Atlético e Cruzeiro. Desnecessário, assim como a destruição da Pampulha para a Parada Disney.

Sim, te perdoo

Charge do DUKE. Jornal O TEMPO, 22 de março de 2010.



Tudo a ver, não?

Corrida ao Palácio Tiradentes (ex-Palácio da Liberdade)

Impressão minha ou o O TEMPO e a equipe do Vittorio Mediolli já está cantando vitória para o seu time, o PSDB?

Jornal SUPER NOTÍCIA, 19 de março de 2010. Coluna da Raquel Faria:



"...e futuro governador atleticano..." - Pelo o que sei, o Pimentel também não é cruzeirense...

Tomem cuidado com o que dizem, senhores políticos. Parecem vocês não terem aprendido com a experiência das eleições municipais de BH em 2008...

FIT 2010 cancelado

E Belo Horizonte perde mais uma. Obrigado, Márcio Lacerda! 

A edição deste ano do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT) foi cancelada. Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), alegou em coletiva na manhã desta quinta-feira que a curadoria do festival teve dificuldades de montar a grade com bons espetáculos, especialmente por esta ser a 10ª edição, que foi então adiada para 2011.

Dentre os motivos para o cancelamento, ela apontou ainda que a realização do festival em ano de Copa do Mundo e eleições atrapalhariam a programação.

De acordo com o edital de seleção dos espetáculos, publicado no dia 30 de dezembro, as inscrições terminaram no dia 3 de fevereiro e o FIT aconteceria entre os dias 5 e 15 de agosto.

A presidente da FMC destacou que o cancelamento do FIT não indica o fim do festival, e sim o adiamento para 2011, com o intuito de selecionar uma programação especial para comemorar a 10ª edição. Ela negou problemas com o orçamento e disse que a verba destinada ao festival para este ano será reaproveitada em 2011, e não transferida para outras atividades. 



"(...) a realização do festival em ano de Copa do Mundo e eleições atrapalhariam a programação." Espere um minuto. Em 2006 tivemos Copa, na Alemanha. E tivemos FIT, com várias atrações excelentes, inclusive internacionais:

"(...) o grupo Ósmego Dnia, da Polônia, na Praça da Estação, no centro da cidade, apresentou o espetáculo de rua "Arka", em que grandes portais em chamas passavam entre as pessoas, numa procissão acompanhada por música triste e solene. O público mais uma vez, vibrou e aplaudiu." 

Eu estava lá nesse dia. Com praça lotada e o público se divertindo horrores. Bom, talvez a diversão seja um horror para a atual gestão municipal...

"A presidente da FMC destacou que o cancelamento do FIT não indica o fim do festival, e sim o adiamento para 2011". Para mim, indica cancelamento sim. Um indício explícito de tolher as manifestações que são abertas e centrais. Do jeito que a Prefeitura está tocando a carruagem - Praça da Estação, por exemplo - é capaz de o FIT deixar de existir. Fato. 

Para que isso não ocorra, pressão neles!  Amanhã tem #PraiaDaEstação!

Delação Premiada

De acordo com a Lei n.º 8.072/90, em seu artigo 8º, parágrafo único, “o participante e o associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços”. A norma supracitada instituiu a delação premiada no ordenamento jurídico brasileiro.

O penalista Damásio de Jesus assim define tal instituto:

Delação é a incriminação de terceiro, realizada por um suspeito, investigado, indiciado ou réu, no bojo de seu interrogatório (ou em outro ato). "Delação premiada" configura aquela incentivada pelo legislador, que premia o delator, concedendo-lhe benefícios (redução de pena, perdão judicial, aplicação de regime penitenciário brando etc.).

O que se espera de uma norma jurídica é que ela esteja pautada em valores tidos como éticos pela sociedade. Ao premiar o criminoso que acusou o seu bando ou quadrilha, estamos justificando um ato não tão louvável, que é a traição.

Possivelmente, justificar a traição como um meio para se atingir um bem maior, que é a segurança, não é a forma mais eficaz de se resolver o problema. Se valer de valores avessos ao Estado Democrático de Direito, acaba por esvaziar tal conquista. O certo seria difundir os princípios constitucionais, buscando solucionar conflitos por meio de normas baseadas na ética. Se o Estado tem como objetivo zelar pelo bem-estar e atenuar problemas sociais, deve, no mínimo, dar bons exemplos.

Ao legitimar a traição do criminoso, tratando-o como mais uma aliado na luta pela chamada paz social, o Estado se iguala ao próprio delinqüente e, de certa forma, à criminalidade. A tortura, a ameaça, perseguição política, dentre outros, já foram bastante utilizados em tempos nada democráticos em nosso país. A delação premiada não chega a ser tão indesejável, mas não deixa de nos remeter a tempos em que a máxima “os fins justificam os meios” era empregada de forma bastante corriqueira.

A lógica utilizada pela delação premiada é a mesma que está contaminando o Direito Penal. O Estado, por esse método, busca diminuir a criminalidade de forma rápida, exemplar, agressiva. A idéia defendida não é a da prevenção, e sim a da punição. Não se quer recuperar o delinqüente ou buscar qual a motivação o criminoso teve ao cometer o delito. O Estado nada mais faz do que satisfazer os anseios punitivos da sociedade, ávida por condenação.

Defendendo uma lógica contrária a essa, assim escreveu o escrito Eduardo Galeano:

"O poder corta e torna a cortar a erva daninha, mas não pode atacar a raiz sem atentar contra a própria vida. Condena-se o criminoso, não a máquina que o fabrica, como se condena o viciado e não o modo de vida que cria a necessidade de consolo químico ou sua ilusão de fuga. E Assim se exime de responsabilidade uma ordem social que lança cada vez mais gente às ruas e às prisões, e que gera cada vez mais desesperança e desespero. A lei é como uma teia de aranha, feita para aprisionar moscas e outros insetos pequeninos e não os bichos grandes."

Texto também publicado no blog "Justiça e Perdão"

Justiça e Perdão


Caros leitores, gostaria de apresentá-los um Blog feito por estudantes de Direito da Puc Coração Eucarístico, o Justiça e Perdão. A idéia foi do prefessor de Filosofia Marcelo Galuppo, que, de forma pouco convencional, está conseguindo dar voz aos seus alunos. Raramente se vê semelhante interesse por parte dos professores de Direito que, em sua maioria, são conservadores e não estão interessados no que os alunos pensam. So nos resta aplaudir a iniciativa e apoiá-la.

Tancredo Neves centenário

(fonte: Tribuneiros.com - Carlos Andreazza)


Então se celebra o centenário de Tancredo Neves… E eu não resisto. Este senhor, mito da tal conciliação nacional, na verdade chaga de um país que não se confronta, tem de ser sempre lembrado e responsabilizado pelo egoísmo absoluto que nos legou José Sarney, o pior presidente da história da República.

Por quê?

Em janeiro 1984, um ano antes de eleito, Tancredo Neves, amarelo de tão empalamado, já era um homem morto. M-O-R-T-O. E é farsa estarrecedora esta segundo a qual teria adoecido de súbito e de forma avassaladora, uma vez que padecia - há anos! - de febre constante, reflexo de uma progressiva e corrosiva infecção que camuflava com injeções diárias e medicamentos mil.

Tancredo, obcecado pela presidência [que julgava seu destino por consignação do Senhor], comprometendo pelo silêncio uma equipe médica que lhe contava as horas, comprometendo pela mentira milhões de cidadãos que lhe eram fiéis e lhe tinham por esperança, queria ser presidente a qualquer custo - custo, alto, que pagamos nós, brasileiros, ou terá sido pouco que a relargada democrática do país se tenha dado sob bandeirada de José Sarney?

Adiante…

O tempo passa - generoso… - e se consolida como inquestionável e fundamental o papel de Tancredo Neves, o Egoísta, na consagrada transição democrática brasileira, mormente no episódio das Diretas já, ao qual está incrivelmente associado.

Mais uma farsa monumental, embora não se lhe possa negar a atuação inquestionável e, como não?, fundamental. Explico. Ao contrário do que prega e vende a história romântica do Brasil, Tancredo Neves trabalhou o tempo todo e sem dó - nos bastidores, como lhe era típico - para dinamitar as possibilidades de uma eleição direta, que não lhe convinha. (Uma rápida pesquisa nos jornais da época deixa tudo claríssimo: Tancredo queria o colégio eleitoral, onde - estava certo - devoraria Paulo Maluf)… O então governador de Minas Gerais - tão genial articulador político quanto débil e preguiçoso administrador público - subia aos palanques do país para figurar, para sair na foto das Diretas e multiplicar simpatias, mas descia escondido [não raro desonrosamente agachado no automóvel] às garagens do Congresso [e da península dos ministros…] para costurar a inacreditável aliança [a que, entre outras terríveis conseqüências de efeito retardado, deixou-nos o PFL de Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen] que o faria imbatível num pleito indireto.

E o racicíonio-questão é muito simples: tivesse Tancredo Neves verdadeiramente se dedicado às Diretas Já, tivesse ele todo esse amor democrata pelo sonho encampado à voz de Osmar Santos, e quem estaria por trás da longa e complexa trama, aberta logo depois das eleições de 1982 e aprofundada ante a tibieza de João Figueiredo [frouxidão agravada pelo coração fraco], que deslocou um visionário José Sarney, de presidente do partido do governo [PDS] em abril de 1984 [curiosamente, o mesmo mês em que a emenda Dante de Oliveira seria rejeitada…], para a liderança da Frente Liberal [embrião do PFL e sustentáculo decisivo para a vitória de Tancredo] em agosto daquele mesmo ano e, logo depois, em outubro, ao posto de vice na chapa encabeçada pelo MDB?

Tancredo Neves, sujeito que labutou com ganas pelo inclemente tombo da emenda Dante de Oliveira no parlamento, precisa ser sempre lembrado; mas como o político que granjeou a simpatia do brasileiro pela causa das Diretas para, sempre com o mesmo sorriso sem dentes, cravar-lhe ao peito a frustração do colégio eleitoral - símbolo de homem público que sacrificou o país [que o atrasou em, o quê?, uma década] em função de interesses e vaidades pessoais.

Tancredo Neves talvez fosse um democrata, mas daquele jeito bem petista de ser: “democrata, sim, mas desde que não me atrapalhe”.

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Aliás, há um livro formidável a respeito, difícil de se encontrar…, escrito por um grupo de jornalistas, entre eles um jovem Ricardo Noblat: O complô que elegeu Tancredo.


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Nota do blogueiro: o livro acima citado nem é tão difícil de achar. Só dar uma procurada no Estante Virtual que vários sebos do país têm exemplares da publicação.

Nota do blogueiro 2: Tancredo Neves esteve nos Trending Topics Brasil do Twitter. O que o neto Aécio não faz, hein...

Nota do blogueiro 3: Agora sei de onde o Aécio tem a cisma de querer ser presidente. Será que ele morre antes de assumir, igual ao avô? Não sei, vai depender da carreira, se é que vocês me entendem...

Isso é uma vergonha (parte 2)


A Justiça da Paraíba julgou improcedente a ação movida por Marcelo Brito, gari que alega ter se sentido ofendido com a declaração de Boris Casoy sobre sua categoria. No último dia de 2009, o jornalista, sem saber que estava com o microfone aberto, disse que o trabalho dos varredores de rua era o “mais baixo na escala do trabalho”, após a veiculação de uma reportagem em que dois garis apareciam desejando feliz ano novo.

“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”, disse Boris. No dia seguinte, o apresentador pediu desculpas pela declaração, mas vários processos foram movidos contra ele.

No entendimento do juiz Cláudio Xavier, Brito não sofreu prejuízo direto e não poderia entrar com a ação, que foi arquivada. O advogado do gari, Alberto Quaresma Junior, informou que no momento não pretende recorrer porque o mérito da questão ainda não foi julgado.

Além deste processo, Boris responde a outros quatro movidos pelos garis envolvidos no caso e entidades que representam a categoria. Alguns deles envolvem a Band. A declaração também motivou diversas ações movidas por garis em todo o país. Apenas na Paraíba, o advogado José Dinart Freire de Lima trabalha em 12 ações contra o jornalista. Os processos, segundo ele, estão em fase de contestação, e aguardam a defesa de Boris e da emissora.


Caro Boris, 

que bom que você se livrou dessa. E creio grandemente que você poderá impor uma fragorosa derrota a todos que contestam judicialmente suas declarações. 

Afinal de contas, o que é um lixeiro diante da sua importância como um dos maiores nomes do "jornalismo" brasileiro? Nada, eles só servem para varrer a sua rua.

Sem mais,
Mario

Reação esperada

Editorial do Estado de Minas de hoje, 3 de março. Será que eu preciso falar mais alguma coisa?

(via @meiodesligado)




Minas a reboque, não!


Indignação. É com esse sentimento que os mineiros repelem a arrogância de lideranças políticas que, temerosas do fracasso a que foram levados por seus próprios erros de avaliação, pretendem dispor do sucesso e do reconhecimento nacional construído pelo governador Aécio Neves. Pior. Fazem parecer obrigação do líder mineiro, a quem há pouco negaram espaço e voz, cumprir papel secundário, apenas para injetar ânimo e simpatia à chapa que insistem ser liderada pelo governador de São Paulo, José Serra, competente e líder das pesquisas de intenção de votos até então.

Atarantados com o crescimento da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, percebem agora os comandantes do PSDB, maior partido de oposição, pelo menos dois erros que a experiência dos mineiros pretendeu evitar. Deveriam ter mantido acesa, embora educada e democrática, a disputa interna, como proposto por Aécio. Já que essa estratégia foi rejeitada, que pelo menos colocassem na rua a candidatura de Serra e dessem a ela capacidade de aglutinar outras forças políticas, como fez o Palácio do Planalto com a sua escolhida, muito antes de o PT confirmar a opção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Na política, a hesitação cobra caro, mais ainda numa disputa que promete ser das mais difíceis. Não há como negar que a postura vacilante do próprio candidato, até hoje não lançado, de atrair aliados tem adubado a ascensão da pouco conhecida candidata oficial. O que é inaceitável é que o comando tucano e outras lideranças da oposição queiram pagar esse preço com o sacrifício da trajetória de Aécio Neves. Assim como não será justo tributar-lhe culpa em caso de derrota de uma chapa em que terá sido apenas vice, também incomoda os mineiros uma pergunta à arrogância: se o mais bem avaliado entre os governadores da última safra de gestores públicos é capaz de vitaminar uma chapa insossa e em queda livre, por que Aécio não é o candidato a presidente?


Perplexos ante mais essa demonstração de arrogância, que esconde amadorismo e inabilidade, os mineiros estão, porém, seguros de que o governador “político de alta linhagem de Minas” vai rejeitar papel subalterno que lhe oferecem. Ele sabe que, a reboque das composições que a mantiveram fora do poder central nos últimos 16 anos, Minas desta vez precisa dizer não.

Cassação de Kassab e o financiamento eleitoral.


O juiz da Primeira Zona Eleitoral de São Paulo, Dr. Aloísio Sérgio Resende Silveira anunciou, neste domingo (21 de fevereiro), a cassação dos mandatos do Prefeito de São Paulo, Sr. Gilberto Kassab, da vice-prefeita, Sr.ª Alda Marco Antônio, e de mais oito vereadores acusados de irregularidades no financiamento de suas respectivas campanhas de 2008. Este fato abre espaço, mais uma vez, para a discussão acerca da forma pela qual os candidatos levantam recursos para suas campanhas, o que promove muitas vezes uma indesejada vinculação dos políticos a aqueles grupos que os bancaram.


A lei n.º 9504/1997, dada a estabelecer as normas para as eleições no país, veda expressamente quaisquer doações em dinheiro ou valor estimável procedentes de concessionários ou permissionários de serviçoes públicos (Art. 24, III), dentre outros. A existência deste impedimento visa estabelecer um rompimento de vínculo dos candidatos eleitos com seus financiadores. Após encontrar indícios de irregularidades nas campanhas dos então candidatos supra, os promoteres eleitorais do MPSP ajuizaram Ação de Impugnação de Mandado Eletivo com vistas a obter cassação dos respectivos mandatos dos politicos acusados.

Dentre os doadores tido como irregulares da campanha do prefeito paulistano, encontram-se a Camargo Corrêa, o Banco Itaú e a Associação Imobiliária Brasileira, três coorporações gigantes que provocam sérias dúvidas sobre quem está sendo de fato representado pelo Chefe do Executivo municipal. A presença da construtora mencionada representa uma tentativa de drible na lei eleitoral, uma vez que esta detém participações em consórcios que prestam serviços públicos em São Paulo. O Banco Itaú também presta serviços aos municípios, visto que é responsável pelos pagamentos aos funcionários da prefeitura. Por fim, a presença da AIB esconde uma doação de caráter sindical, uma vez que esta associação tem naturezas de associação patronal, muito embora não se apresente com esta face (ver quadro, fonte: Folha).


Certamente, haverão recursos (acompanhado de efeito suspensivo), que não permitirão a efetiva deposição dos politicos de seus respectivos cargos. Provavelmente, o TRE-SP ou mesmo o TSE não levarão a cabo as justas punições para os acusados. Esqueça-se a jurisprudência, pois fingir que nada acontece no país, sobretudo em sua maior cidade, é a forma como o sistema articula a manutenção de grupos poderosos e abastados, escondidos sob a ilusão de um regime representativo-democrático.

Tão urgente como a reforma política é a necessidade de se romper a "Compra de Posições" inerentes ao processo de financiamento privado das campanhas. Embora se reconheça a escassez de recursos públicos frente às milhares de necessidades de intervenção presentes, o financiamento público parece ser a única solução para estabelecer um equilíbrio entre o exercício da atividade pública eletiva e a representação popular pura. Não devemos ser ingênuos a ponto de acreditar que apenas esta mudança eliminaria as mazelas colocadas. Continuo acreditando no binômio combate à corrupção + voto consciente. Eleições estão ai. Fiquem de olho

O FHC não morreu...

Me falaram, há alguns dias, que o FHC ainda estava vivo. Eu não acreditei até me deparar com uma notícia em que o presidente estava dando alguns pitacos na política nacional. Eu achei que ele, por já ter dado sua contribuição ao país, já tivesse se aposentado. Lembro-me muito bem da famosa flexibilização dos Direitos Trabalhistas, dos "ajustes" feitos na previdência social, das privatizações, do auxílio aos congressistas para votarem a favor da reeleição, e muitas outras ajudas de extrema valia ao nosso país. Somos muito gratos ao presidente tucano e sabemos como foi difícil descarregar no nosso país a sua moderna política neoliberal.

Na notícia, o democrata FHC afirmou que é preciso “um basta no continuísmo antes que seja tarde”. Ele considera que, atualmente, o “DNA do ‘autoritarismo popular’ vai contaminado o espírito da democracia”.

“Vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar (...) Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo ‘Brasil-potência’” (FHC)
Ao longo do texto, cujo título é “Para onde vamos?”, o ex-presidente critica medidas de Lula, como a proposta de mudança na legislação do petróleo para a exploração da camada do pré-sal, a 'ingerência governamental” na Vale e o processo de compra de aviões militares pelo Brasil. FHC classifica tais exemplos de “pequenos assassinatos”. 

“Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada?”, questiona. “Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?”, acrescenta, se referindo a preferência de Lula por caças franceses.

FHC também pergunta o porquê de “antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro exibindo uma candidata clauditante”. Para o ex-presidente, Lula escolheu “no dedaço” a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para ser a candidata do PT nas eleições presidenciais de 2010.

Em um trecho do artigo, o ex-presidente critica a aproximação diplomática do Brasil com o Irã. “Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não das lei, dos bons costumes”.

Fonte: G1


Mais uma notícia da série "hipocrisias eleitorais"

PT paulista articula candidatura de Alencar ao governo de Minas.

O PT não tem sido um partido muito democrático. A força que os paulistas têm sobre o PT no âmbito estadual é enorme. O que vimos foi uma intervenção intensa nos últimos anos, principalmente na era do governo Lula. Coisas bizarras já aconteceram em Minas para que os representantes locais seguissem a cartilha paulista. Um exemplo que jamais sairá da minha mente é o apoio desastroso do partido ao candidato Newton Cardoso. Quem diria que o Patrus Ananias iria subir no mesmo palanque que o Porcão. Tenho certeza que ele ficou desconfortável com essa situação.

Agora, lendo a Folha, vi mais uma notícia grotesca:

O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, disse nesta sexta-feira que uma eventual candidatura do vice-presidente José Alencar (PRB) (sic) ao governo de Minas Gerais seria uma alternativa para unificar os pré-candidatos da base aliada governista que pretendem disputar o comando do Estado.

Dutra disse que Alencar será "aclamado" por todos os partidos --inclusive o PT-- se decidir disputar o governo de Minas. "Se o Zé Alencar colocar o nome para o governo, vai ser aclamado por todos os partidos. Eu não conversei com ele, mas há por enquanto dois pré-candidatos do PT e um do PMDB em Minas", afirmou.

Não é possível que vão intervir na atual disputa para candidato ao governo de Minas. A candidatura encabeçada pelo PT é tão natural quanto a candidatura do Anastasia. É algo que vem sendo discutido desde as últimas eleições governamentais. Não creio que o José de Alencar tenha mais força política em BH do que o Patrus, o Pimentel, e mesmo o Helio Costa. Seria uma insanidade retirar qualquer um dos três em favor do Alencar.

Limpando a Guaicurus

Aproveitando a discussão sobre a Praça da Estação, que já estamos fazendo aqui exaustiva e ostensivamente, não pude me furtar a comentar a notícia abaixo.

Jornal O TEMPO, 28 de setembro de 2009, 1º Caderno. Clique para ampliar.




Algumas pessoas diriam que essa "revitalização" é benéfica. Outros, que é uma forma espúria de se limpar o Centro de Belo Horizonte. Analisemos os fatos cautelosamente:

A Rua dos Guaicurus, hoje, é um lugar no qual se pode passar de dia, mas temeroso à noite. Uma vez, indo do Minas Shopping até a Praça da Estação, peguei o 3502 e desci na Rio de Janeiro com av. Santos Dumont; a treta é sem noção de tensa - todos já sabem que essa avenida já não é benta de dia, que dirá à noite.

Mas uma coisa que eu percebo naquela região é algo relacionado ao famoso Efeito Dominó: uma coisa que puxa outra, que puxa outra - e assim indefinidamente. Se hoje a Santos Dumont, a rua Curitiba, a rua São Paulo, a Rio de Janeiro, a Espírito Santo (onde por muito tempo ficou a Fac. de Engenharia da UFMG)... ou seja: se todo o Baixo Centro é o que é hoje, é resultado de um abandono e esquecimento graduais por parte de quem deveria ter carinho com aquela parte, a Prefeitura. Este órgão considera a região um lugar de mendigos, putas, traficantes e fezes. Porque ela mesma se esqueceu de limpar.

Eu creio, na minha vã filosofia, que só porque um hotel seis estrelas vai para lá que a região toda não sofrerá mais o subdesenvolvimento. O que vai acontecer é simples: uma expulsão coletiva de quem trabalha e frequenta aquela boemia. É capaz de ali ficar tinindo, lindo e maravilhoso, mas não é assim que tem que ser. As prostitutas ficarão sem onde bater o ponto (feio isso, né? Eu sei...), e ficarão mais pobres. E viverão mais à margem. E serão excluídas, assim como os donos das "boates". Para quem está de fora, parece que não vai afetar, ou vai só melhorar. Não é por aí.

O que a "Guaico" (como eu carinhosamente apelidei aquela zona) precisa é de uma sobrevida. De um amparo. Não de uma demolição para alocar estranhos à área. Será que não dá pra fazer algo que não fosse tão destrutivo? Que pudesse preservar minimanente a história da rua?

(Se a Prefeitura sequer pensar em fazer isso com Santa Tereza, por exemplo, estaria ela lascada. Enquanto isso, LagoinhaBonfim e São Cristóvão seguem, abandonados e ao relento.)

A revitalização que coloco em pauta aqui não é essa da reportagem. Eu quero, um dia, poder voltar de Sabará de madrugada e descer do 4988 na Guaico sem ter medo de ser abordado e roubado. É isso que eu quero, não precisa de um hotel segregacionista para limpar a horda pública. Não vejo com bons olhos trocar os puteiros por hoteis de luxo. A putaria - que me perdoem os mais pudicos - vai continuar, só que institucionalizada de vez - e agora, passará às mãos dos grandes cafetões. A opressão da puta pobre. A dor do pequeno cafetão.

Essa atitude, fica parecendo aos meus olhos, se soma ao que a Prefeitura de BH anda fazendo. Como aquela clássica música do Grupo Molejo: "Diga aonde você vai, que eu vou varrendo..."; varrendo tudo para onde a vista não alcança. Eles só esqueceram de um detalhe: em BH, de qualquer ponto mais alto você vê toda (ou quase toda) a cidade. Não dá para esconder para onde foi a sujeira e os renegados e excluídos.

Eu Amo BH Radicalmente e Provo. Prova? Então me faz um favor: me dá um pouco de dignidade à Guaico. É disso que ela precisa.


Em tempos de terrorismo eleitoral...


As recentes notícias referentes a um suposto terrorismo eleitoral praticado pelo atual governo federal - em referência a possíveis modificações no Programa Bolsa Família - constituem-se uma verdadeira afronta à inteligência do eleitorado brasileiro. De fato, a Instrução Operacional n.º 34 da Secretaria Nacional de Renda e Cidadania do MDS, publicada em 23 de dezembro do último ano, traz de forma explicita a possibilidade de alterações na validade dos benefícios, estando estas a cargo da nova administração que conduzirá o programa a partir de 2011. O fato é que em nenhum momento a Instrução faz referência a alterações nas diretrizes marcantes do programa, como querem nos convencer alguns jornalistas, já que a eficácia do ato se limita a aspectos operacionais do programa.

A partir da publicação deste ato, o jornalista Fernando Rodrigues puxou, em seu blog, a corrente dos jornalistas "sagazes" que conseguem enxergar supostas geniais jogadas do xadrez político em meio a qualquer ato da administração pública. Sobre a medida supramencionada, o jornalista assevera: "A mensagem subliminar é simples: se o próximo presidente quiser, muda o Bolsa Família. Ou seja, só o governo atual (e sua candidata ao Planalto) podem garantir a manutenção dos pagamentos". No mesmo sentido, Noblat se manifesta de forma semelhante, ao afirmar que "diante das características das eleições presidenciais deste ano, a menção nada sutil a uma redução da validade do benefício, a depender de decisão do próximo presidente, não é falta de cuidado no estilo — tem mesmo é objetivo eleitoral explícito. Leia-se: vote em Dilma Rousseff e garanta seu dinheiro". 

Em ano de eleições presidenciais, o jogo psicológico é sim uma arma utilizada por candidatos de situação que tentam sensibilizar os eleitores sugerindo piora de cenário com a escolha de um candidato de oposição. Isto não se pode negar. Exemplos recentes na história do país não faltam como no bizarro episódio protagonizado pela atriz Regina Duarte (ver vídeo), que não obteve êxito ao tentar emprestar seu prestígio e credibilidade ao tucano José Serra, depreciando a imagem do então candidato Lula - que quando eleito não desestabilizou a economia, não sacou seus bens e nem mesmo comeu as criancinhas brasileiras. No outro pólo do jogo político, ameaças semelhantes ocorreram quatro anos depois, nas quais a campanha para a reeleição do presidente sugeria que Alckimin e o PSDB pretendiam privatizar a Petrobrás e o BB - algo que parecia não mais fazer sentido naquele período. Podemos lembrar ainda de outras situações de campanhas extremamente agressivas onde nenhum dos candidatos contava com o aparato governamental. Em 1989, Collor apelou para aspectos pessoais de Lula ao perceber que a "ameaça comunista" não sensibilizava a massa do eleitorado brasileiro.

 

2010 será um ano de pedradas para todos os lados. Preparem-se, pois os candidatos ofertarão promessas e venderão ameaças que muitos vezes não tem nenhum sentido. E mais do que evidenciar intenções veladas dos candidatos, é necessário decifrar o subtexto e as intenções dos cronistas e jornalistas, sobretudos dentre os supostos “neutros” da grande mídia, cujo noticiário esconde sugestões suspeitas.

Haiti e nós

Segue um texto para parar e pensar. Tá, e agora? Que fazemos agora?




Haiti e nós
Cândido Grzybowski*


Ficamos sem palavras diante da tragédia do Haiti. Quanta dor e desespero em meio à morte e destruição. E agora, angústia e tensão na luta por água e alimento. Não há como não querer imaginar aquilo tudo distante, tentar fugir de cenas chocantes e profundamente humanas. Aquele olhar inocente de criança com lágrimas nos olhos poderia ser o meu, o seu, o de nosso(a) filho(a). Aquela velhinha errante poderia ser sua mãe. A mulher estirada no chão da falta de tudo, com esperança por estar viva e ter salvado o filho no ventre, parece a sua companheira parindo e dando continuidade à vida. Jovens desorientados(as), sem rumo e com endereço perdido, caminhando em todas as direções à procura de algo, de algum sentido, sintetizam o drama de um mundo diante da catástrofe. Enfim, o Haiti somos nós também, queiramos ou não.


O que fazer? Como assumir a nossa responsabilidade humanitária diante de tal tragédia? Aliás, nos consideramos responsáveis e solidários de algum modo ou buscamos, simplesmente, transferir essa responsabilidade para as costas de outros(as)?


Uma catástrofe natural de tal tamanho se deve, sem dúvida, à força da natureza. Mas aí não está toda a explicação. O Haiti, a sociedade haitiana, é uma produção histórica de dominação e exploração particularmente feroz ao longo dos séculos por uma elite local armada e autoritária, apoiada no exterior. A devastação do terremoto condensa em si toda a injustiça social e ambiental dessa história das estruturas e relações, das formas de dominação, da falta de espaço de liberdade e participação, da exclusão, enfim, de todo um povo. Na resistência e sobrevivência, um bravo e heroico povo. Não podemos esquecer que o povo do Haiti fez a primeira e mais radical revolução contra o sistema colonial e escravocrata do continente americano.


O fato é que também somos responsáveis por essa e tantas outras tragédias que acontecem sem avisar, mas são, ao mesmo tempo, previsíveis. Previsíveis? Talvez não de todo, a gente sabe que vão acontecer, só não sabe quando e onde vão irromper. Por que, então, não estamos preparados para tais situações? Por que temos tanta dificuldade de agir rápido? Na emergência o tempo é uma questão de vida ou morte. Na verdade, nessa natureza viva diversa e sempre em movimento é a extrema desigualdade do próprio mundo humano construído que mais aparece e acaba agredindo as consciências. A incontornável questão ética da unidade e solidariedade humana, por trás das diferenças do território ocupado e da cultura aí desenvolvida, bate fundo. De repente, precisamos agir e não sabemos como. Aí fazemos qualquer coisa.


Nestes dias tomados pelas imagens do sofrido povo do Haiti, tenho pensado muito no meu papel como ativista mundializado e profundamente engajado no processo do Fórum Social Mundial e como diretor de uma organização de cidadania ativa como o Ibase, com todo o legado do Betinho e da campanha contra a fome. Será que estamos, o Ibase e eu, à altura dos desafios que situações assim nos colocam? Sabemos praticar a solidariedade? Em nossa pequenez, mas reconhecimento pela ousadia e valores éticos anunciados, estamos fazendo o que está ao nosso alcance? Trazer ao debate público e ajudar na previsão dos riscos sobre pobres e excluídos(as), sejam grupos localizados ou povos inteiros, pressionar por iniciativas de cidadania, por políticas e ações consequentes do poder estatal e pela responsabilidade do sistema econômico empresarial, tudo isto é nossa missão. Estou falando tanto do Rio alagado e dos desmoronamentos, como da guerra social nas áreas populares e de desastres do tamanho de Porto Príncipe, no Haiti.


A questão crítica – o desafio maior a enfrentar em nossa missão e estratégia de construção de sociedades social e ambientalmente sustentáveis, justas e participativas – passa por aliar ações que apontam para mudanças estruturais com capacidade de resposta cidadã no aqui e agora, nas emergências. Afinal, solidariedade é um imperativo sempre, a toda hora, para organizações como o Ibase. Salvar vidas, na emergência, não é escolha, é indispensável para legitimar ações de transformação estruturais de longo prazo. Essa equação, apesar dos bons exemplos em nossas práticas, como a campanha contra a fome, ainda não está resolvida no nosso campo de organizações de cidadania ativa. Precisamos ser capazes de respostas emergenciais com a mesma capacidade e contundência que elaboramos alternativas que apontam um amanhã diferente, um outro mundo. O Haiti nos questiona profundamente no que fazemos, sobretudo no que priorizamos e no nosso modo de agir.



*Sociólogo, diretor do Ibase - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

Deputado ficha-suja quer se eleger em Minas

Tem um carinha muito espertinho que está com a fichinha suja em Goiás e que quer se eleger aqui em Minas Gerais. Ele até já mudou o domicílio eleitoral pra cá. Hum...

Seu nome é Tatico, vulgo José Fuscaldi Cesilio (PTB-GO). Em sua ficha, constam irregularidades diversas, como caixa 2 (ah, isso é normal) e agressão ao meio ambiente (é, isso não pode!).

Vejam vocês um trecho da notícia do Uai:




Evangélico, o parlamentar conta já ter sido anunciado como candidato em dezembro em culto da Igreja Mundial, próximo ao viaduto da Floresta, em Belo Horizonte. O deputado diz que frequenta um templo da igreja, a terceira evangélica do país – atrás apenas da Assembleia de Deus e da Universal do Reino de Deus –, em Brasília. “Vou todos os dias. Seja às 7h, ao meio-dia ou às 8 da noite”, diz o parlamentar. Um fiel que estava no culto da igreja em Belo Horizonte na apresentação do parlamentar disse que o pastor tratou Tatico como “deputado federal pelo estado de Goiás, mas que, por amor a nós, mineiros, está se candidatando agora pelo nosso estado”.


O procurador regional eleitoral de Minas Gerais, José Jairo Gomes, no entanto, tem outra avaliação. “O que ele deve estar tentando é se apresentar a um eleitorado que desconhece a sua vida. Porque os adversários (em Goiás) usariam os fatos e provavelmente (o deputado) teria uma campanha natimorta”, diz.


Conforme o deputado Tatico, todas as ações que responde na Justiça são “conversa fiada”. “Saio bem de tudo”, declarou. O parlamentar disse ainda que o número de processos aos quais respondem não têm relação com a mudança para Minas. “Há seis anos quero ser candidato na minha terra, mas por problemas de família, não consegui”, argumenta. Tatico é de Teixeiras, na Zona da Mata, a 215 quilômetros de Belo Horizonte, para onde transferiu o domicílio eleitoral. O deputado deixou o município rumo a Goiás em 1974. “Saí sem nada, puxando uma cachorrinha. Sou um abençoado.”
"Sou um abençoado", conclui Tatico. Será que preciso comentar alguma coisa?

Que Deus abençoe e ilumine a cabeça dos eleitores para que não sejam levados por leviandades e falsos messianismos.

Que o verdadeiro Deus tenha misericórdia dessa gente calhorda que se utiliza da fé alheia para se promover.

Que Deus, não o deus dele, mas o leal e correto e justo, não nos faça cair na tentação de votar num cara desse naipe. Seja ele, seja qualquer outro.

E que assim seja.


(Agradecimentos ao
@renatoriosneto)


Domingo Nove e Meia – Encontro Libertário – NA PRAÇA DA ESTAÇÃO!

(Por Luther Blissett, disponível no Praça Livre)

Uma praça interrompida, faxina urbano-turística para o controle,
precarização da “cultura”, silêncio…

O Domingo Nove e Meia tem ocupado a área de baixo do viaduto Santa Tereza há mais de dois anos, quase todos os primeiros domingos do mês. A notícia de um decreto publicado pela prefeitura se espalhou por muitas partes da cidade e vem sendo tema de debates em vários cantos. O D9Meia não é exceção: indivíduos que quiseram bancar atividades desse primeiro domingo
de fevereiro pensaram que marcar o encontro na Praça da Estação poderia estar em sintonia com o contexto que paira em BH e muitos outros lugares.

Ocupar a cidade… e exigir TUDO!
“Art. 1º – Fica proibida a realização de eventos de qualquer natureza na
Praça da Estação, nesta Capital.”
9h – Okupa e (des)organiza.

Aquele soninho pós-sábado, aquele domingo que pode simplesmente repetir o tom de qualquer domingo, mas não… começam a chegar @s ressacad@s e sonâmbul@s e entusiasmad@s para dar um grau nas coisas (exposições de materiais e trabalhos, compartilhamento de rango etc.)
?h? – Oficina de Confecção de Papagaios (Leve Materiais)
9h30 – Confecção de materiais sobre a Praça da Estação e o decreto do prefeito que a loteou.

Leve lápis, caneta, papéis, tinta… rabisque, rabisque, rabisque.10h – Oficina de restauração de fotografias. Num processo de troca aberto e livre, aprenda você mesmx a restaurar fotografias.
11h30 – CIDADE SITUADA [mesa amorfa] VII – Em cidade sitiada, nossos espaços vão para o espaço!

Troca de idéias sobre o caráter dos projetos de gentrificação urbana, as sociedades de controle, os decretos e as leis, desobediência e subversão, questões sobre o “público” e histórias similares.

MAIS…
Feira Grátis!

Leve algo que não te interessa mais e que pode ser reaproveitado por alguém; pegue o que estiver disponível.
Banquete sem pudores

Levar rango (se der para levar) e colocá-lo na roda.
Exposição de materiais

Leve seu trabalho, exponha-o, passe-o pra frente, troque-o por outro, ou por qualquer outra coisa…
Batuque Livre

Você e qualquer coisa podem fazer barulho e tirar um som!
Banho na fonte

LIGA ESSA MERDA!!!

Outras infos:

Praia da estação: com ou sem decreto.

O fato de o Márcio Lacerda ter decretado que estavam proibidos eventos de qualquer natureza na Praça da Estação não deveria ter nos deixado surpresos como ficamos. A falta de diálogo, o autoritarismo, a imposição não são novidades na sua curta carreira de prefeito. Mesmo a eleição para prefeito foi marcada por essas características.

A tal aliança feita pelos coronéis Aécio Neves e Fernando Pimentel já foi de extrema ousadia. Empurrar para nossas goelas um desconhecido que estava envolvido em escândalos de corrupção não foi algo muito natural. As famosas declarações dadas pelo prefeito de que não iria perder as eleições por falta de dinheiro, que iria quebrar o pescoço de pessoas que espalhavam calúnias sobre ele, que não iria aos debates visto que esses não gerariam votos a favor, que parte dos crimes cometidos no país são gerados por questões genéticas, dentre outras, nos mostraram quem realmente o Lacerda é.

Agora, para amenizar o início de uma crise política, o prefeito tenta, por meio de um decreto, passar a imagem de um governante democrático. Tal decreto prevê que a volta de eventos na Praça da Estação será viabilizada após um laudo feito por uma comissão juntamente com um amplo diálogo com a sociedade civil. Muito bonito, porém, tal comissão não contará com cidadãos, apenas com técnicos do Município. Como será feito esse debate com a sociedade? O decreto não fala.

O que parece é que o prefeito está utilizando de uma artimanha praticada por políticos desonestos: tentar esvaziar a participação popular, se valendo do tempo como aliado. Como ele vai fazer isso? O decreto afirma que o laudo sairá em 90 dias. O que o prefeito quer é ganhar tempo, fazendo com que as manifestações se desaqueçam, que as pessoas se acostumem com o fato de não possuir mais eventos na Praça.

Infelizmente, para o Prefeito, nos vamos continuar lutando. Não vamos aceitar mais essa decisão despótica tomada sem prévia avaliação junto à população. Queremos nossa praça de volta!

Praia da estação: finalmente o Lacerda falou.

E o Lacerda falou...Finalmente!

Conforme o prefeito, discussão intensa está sendo realizada para apontar alternativas e a intenção não é restringir, definitivamente, a realização dos eventos. "A medida tomada no final do ano (de proibir os eventos) foi próvisoria, desde primeiro momento sabíamos que precisavamos rever o uso da Praça da Estação. Vamos encontrar uma solução que permita seu uso, com a manutenção de sua integridade. Não podemos é permitir a depredação a que ela estava submetida", afirmou, emendando que considera importante a manifestação dos jovens, mas que eles devem também se posicionar a respeito de um grave problema na cidade em que muitos deles se envolvem, a pixação.

Muitos deles se envolvem com a pixação?! Essa foi demais! Agora, além de depredadores, somos pixadores. Quando o Márcio Lacerda foi chamado de mensaleiro, ameaçou processar todo mundo, porém, agora acha normal chamar os jovens de pixadores.
 
Acho muito importante o prefeito Márcio Lacerda se pronunciar, já que é dever de um chefe do executivo trabalhar em favor da população. Mas também acho que ele deveria se preocupar com a corrupção e com o mensalão, uma vez que muitos políticos gostam de se envolver com essas coisas.

Fonte: Hoje em dia

Frase da semana


"Enquanto o Serra está mergulhado nas enchentes de São Paulo, a Dilma está nos palanques do Brasil colada no Lula. A candidata do governo está em campanha, cavalgando na popularidade do presidente. E o candidato da oposição encontra dificuldades e não vai para o seu Estado", afirmou o vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

Não sei se o Serra está mergulhando ou se afogando nas enchentes...