Entre a merda e o cocô

Em quem votar? Onde se refugiar? Onde se esconder?


Tá certo. Este blog, desde o começo, polemizou a aliança por BH, que lançou o poste Márcio Lacerda à candidatura da prefeitura. Abomino, de qualquer maneira, a associação de PT com o PSDB - foi uma venda que causou prejuízo ao partido dos ''trabaiador". E a posição se mantém firme de não apoiar esse cara, que não tem ficha limpa.

Mas ficha suja a família do Leonardo Quintão também tem. Como diz a vó de um amigo meu, "prego que se destaca, leva martelada''. Foi só o Jeca ir para o segundo turno para aflorarem muitas denúncias contra ele. Enumeremos algumas, oriundas de e-mails não anônimos (apócrifo de c* é r***!), com algumas considerações minhas:

1. A liberdade de religião quase acabou. Os não evangélicos foram perseguidos pela administração Sebastião Quintão. Ele criou uma torre de vigilia dentro da prefeitura onde os fieis dele oravam 24 hs por dia, sendo um dia dedicado só a familia Xiita Quintão. Nesta campanha agora, Sebastião Quintão chegou a dizer que católico fede.
(Nada contra ele ser evangélico - já fui; a merda está em ser Crente Xiita - ô raça!)

2. Os servidores viveram sob ameaça durante esses quase 4 anos. Nunca receberam os representantes dos trabalhadores e os sindicalistas foram perseguidos e vigiados 24 hs por dia. O SIND-UTE só conseguiu se manter através de liminar da justiça. Os diretores SIND-UTE e sindicato dos servidores foram proibidos de entrarem nas escolas e repartições.

3. Todos os parentes dos Quintão foram parar dentro da administração e ao ser questionado o Quintão pai respondeu: "Se Deus colocou seu Filho para representá-lo na terra, porque eu não posso ter o meu no governo?" (vide este link). Os Quintão não acham que são Deus, têm certeza.
(Hum... No debate de terça, o Quintão rebateu, dizendo que Sebastião foi o primeiro prefeito a entrar com uma ação anti-nepotismo. Procurei, mas ainda não achei nada que não comprovasse a fala do Quintão filho.)

4. Superfaturamento ocorreu em todas as áreas. Mas não temos remédio nem médicos nas unidades de saúde. Os médicos que se opuseram às jogadas deles foram demitidos ou perseguidos até pedirem prá sair. Toneladas de remédios foram parar no lixão.O serviço de locação de veiculos para atender a prefeitura passou de 4,2 milhoões por ano incluido motorista e combustivel em 2004 para 13,9 milhões só com os carros. os motoristas e combustivel passaram a ser fornecidos pela prefeitura. A manutenção de nossos parques e jardins que até 2004 custavam 2,5 milhões por ano passaram a custar 12,8 milhões. Nossa cidade que foi exemplo de limpeza publica está fedida. Esses são apenas alguns exemplos.
(Reza a lenda que isso acontece pelo fato de os Quintão serem de uma denominação que prega a prosperidade. A qualquer custo.)

5. Nesses 4 anos, para uma cidade de 240 mil habitantes foram gastos aproximadamente 20 milhões em publicidade.Imaginem o quanto gastarão com BH? Eles só vendem imagem o tempo todo. Quem assistia na TV ou lia o material de propaganda achava que estava no paraiso e não sabia.
(Vender imagem? Espere um minuto: se o Lacerda for eleito, vai ter como jornalista trabalhar com liberdade aqui? Quem é que mais vende imagem em Minas, não é o Aécio? E quem tá com o Aécio? Não é o Lacerda???)

Estamos numa verdadeira escuridão sem lanterna. Sinuca de bico. Estou sentindo, ao mesmo tempo, um pisão no pescoço e um chute na bunda. Ê, laiá!


Num mato sem cachorro

Se antes eu estava em dúvida em quem votar no segundo turno, agora minha indecisão aumentou deveras. Sim, porque, depois do debate de ontem na Faculdade de Direito da UFMG, eu saí mais desconcertado que entrei.


O debate foi bem acalorado - vários militantes de ambos os candidatos, Leonardo Quintão (PMDB) e Márcio Lacerda (PSB) estiveram lá. Já nas considerações iniciais, podia-se ver como iam transcorrer os trabalhos.

Ao entrarem, Márcio e Leonardo receberam chuva de aplausos e vaias - sendo que o Quintão foi mais aplaudido que vaiado, e o Lacerda o contrário. Este pediu a seus apoiadores que não vaiassem o oponente. Mas o Jeca - que não é tão joia assim - retrucou: "Na política, tem vaias e aplausos. É bom me vaiarem sim! E me aplaudir também!"

(Ah, bom, pensei que era só pra vaiar... oO)

Discutiu-se educação, orçamento, movimentos sociais, favelas e moradores de rua. Em tom de acirramento e de forte tensão. Diga-se de passagem, o Quintão estava relativamente melhor; até que um aluno do Direito, o sr. Thomás Lafetá (eu o conheço desde a época de Colégio; o cara é sabidamente perspicaz) perguntou ao candidato sobre as denúncias de corrupção de seu amado pai, Sebastião Quintão, em Ipatinga (MG), chegando-se a confundir Estado com Igreja (a família Quintão é protestante). Exaltado, Leonardo afirmou que as contas do pai dele foram aprovadas, e que, naquela hora, era momento de discutir Beagá, não Ipatingatá. "Vamo discutir BH. E não mexe com meu pai não, que eu amo ele!", esbravejou, brabo. Mais ou menos o que fizeram com o Gustavo Valadares e seu pai, Ziza "ex-presidente do Atlético" Valadares.



(Segura que o Quintão vai chutar a bunda dele!)

Aí, o trem desandou. Márcio teve de responder sobre o fato de se filiar a um partido socialista (PSB) e ter fortuna de 55 mi de reais. Inteligentemente, rebateu, citando o Zequinha 80, vulgo José Alencar, que é vice do Lula. E completou: "Quem tem patrimônio pode militar num partido socialista!".

(Ah, é, Tio Patinhas?)

Daí pra frente, o debate transcorreu agitado. Agitação da platéia, vaia para o Quintão, vaia para o Lacerda... No final, o Lacerda se saiu melhor no debate que o Quintão. Por isso que estou em dúvida: pela primeira vez, creio que anularei meu voto numa eleição para o Executivo. (Já anulei pra Senador, quando Eliseu Resende e Newtão Cardoso concorreram; quem foi meu candidato? Senador Capeta! 666!)

Em quem votar: num mensaleiro ladrão ou num cara cuja família toca o terror no interior de Minas? Sinceramente, estou em dúvida cruel comigo mesmo.

Quero saber quando será o próximo debate. Para eu ficar cada vez mais em dúvida e, por via da dúvida, duvidar dos candidatos e votar nulo.

Lacerda vai para o tudo ou nada...


Uma pesquisa feita pelo instituto CP2/DataTempo e divulgada na última terça-feira colocou o candidato peemedebista Leonardo Quintão como vencedor do segundo turno das eleições com 64,89% dos votos válidos contra 35,11% obtidos pelo poste. Tal reação do eleitor de BH se deve, provavelmente, à rejeição que possui em relação ao candidato dito socialista Márcio Lacerda e à aliança feita pelos coronéis mineiros Aécio Neves e Pimentel.

Um dos reflexos desse crescimento arrebatador do Quintão é a enxurrada de ataques que tem recebido do rival. Lacerda, que está totalmente atordoado com as críticas relacionadas ao mensalão, agora está usando do mesma arma. Está tentando associar o Quintão à imagem do pai corrupto, da mesma forma em que seus rivais associaram a sua imagem ao mensalão.

Veja como a justça está coibindo os ataques feitos pelo Lacerda:


A Justiça Eleitoral proibiu nesta terça-feira o candidato a prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) de retransmitir a propaganda que mostra seu adversário na disputa, Leonardo Quintão (PMDB), insultando adversários.

A propaganda, veiculada ontem na TV, mostrava imagens da convenção do PMDB realizada em junho em Ipatinga (MG), cidade onde o pai de Quintão, Sebastião Quintão (PMDB), disputava a reeleição.

(...)

Na decisão, o juiz Marcos Flávio Padula suspendeu a retransmissão da propaganda até o julgamento final do processo. Na representação, Quintão também pedia a perda do dobro ou o mesmo tempo utilizado na propaganda, o que ainda não foi avaliado pelo juiz.

Padula ressaltou em sua decisão que as imagens do comercial são gravações externas, o que é proibido por lei. "Vale ressaltar também que estamos a menos de duas semanas do segundo turno e que qualquer propaganda irregular deve ser coibida com ainda mais rapidez, sob pena de desequilibrar o pleito que se avizinha", afirmou.
(Folha)

A Justiça Eleitoral em Belo Horizonte determinou a retirada de panfletos com propaganda considerada difamatória contra o candidato Leonardo Quintão (PMDB). O material, que estava sendo distribuído em bairros da capital, dizia "Fora Sebastião e Leonardo Quintão, Aqui Não", em referência ao peemedebista e ao seu pai, prefeito de Ipatinga (MG).

(...)

Nesta segunda-feira, o juiz Adriano de Mesquita Carneiro deferiu parcialmente a liminar, alegando que o material denegria a imagem do candidato "ao criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais e passionais, em relação ao candidato Quintão". O juiz determinou a busca e a apreensão de todos os panfletos e proibiu a distribuição do material que estiver impresso.
(FOLHA)

Baixou o nível

Essas eleições aqui de Beagá estão é uma piada. Isso sim.

Antes de eu me dirigir ao debate de hoje, queria deixar registrado para quem não viu. Ontem, assistindo à BAND e aguardando o início do CQC, começaram a passar as propagandas políticas dos dois candidatos à prefeitura de Belo Horizonte. A do Quintão tá no mesmo nível que antes: apelando para a emotividade, para a sensibilização do eleitor etc.

Já a do Lacerda... Bom, veja você mesmo.


Digo uma coisa: a trupe do Lacerda baixou o nível. E o povo não gosta de baixo nível. O Lula baixou o nível da sua campanha em 94 e 98 - logo, não foi eleito. Tá, tudo bem que tem outras coisas por trás, como descontentamento com oito anos de FHC, mas reparem: todo mundo que partiu pra agressão, viu seu fim rapidão.

Primeiro debate do 2º Turno das Eleições de BH

UPDATE


Pessoal,

O primeiro debate eleitoral do segundo turno em Belo Horizonte acontecerá no dia 14 de outubro, no auditório da Faculdade de Direito da UFMG (Av. João Pinheiro, 100 - Centro). Os dois candidatos, a saber, Márcio Lacerda e Leonardo Quintão, confirmaram presença. O debate é promovido e organizado pelo Centro Acadêmico Afonso Pena da Faculdade.

Os organizadores do debate sugerem que vocês, estimados leitores deste blog, enviem suas perguntas aos candidatos até o dia 13 de outubro, pelo e-mail caapufmg@yahoo.com.br. Sua pergunta poderá ser feita aos candidatos por você, no microfone, ou lida pelo mediador. Por isso, é necessário colocar nome e telefone de contato no e-mail com a pergunta.

Até lá!

Provavelmente o presidente Lula não vai participar das eleições em BH.


Dificilmente o presidente Lula vai participar das eleições do segundo turno em BH. Visando manter o comando do governo nas mãos do PT após a sua gestão, o presidente vai manter neutralidade em diversas cidades onde existem disputas entre aliados.O seu apoio, a exemplo do que aconteceu em diversas cidades do nordeste, poderia ser decisivo nas eleições da nossa cidade.

Durante jantar com integrantes do PMDB nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende participar de campanhas eleitorais em municípios onde candidatos da base aliada governista se enfrentam no segundo turno.

Lula sinalizou que vai acatar pedido da cúpula do PMDB para manter-se neutro nas disputas entre aliados, especialmente em Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS).

A Folha Online apurou que Lula não quer desgastar sua relação com o PMDB nos dois últimos anos de mandato. Além dos peemedebistas reunirem as maiores bancadas na Câmara e no Senado, Lula quer estreitar a relação com o PMDB já com vistas à disputa presidencial de 2010. O petista não descarta uma eventual chapa com o partido na corrida pelo Palácio do Planalto.

Em Belo Horizonte, a eleição coloca em palanques adversários os candidatos Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB). Lacerda tem apoio do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), além do PSB. Já Quintão foi lançado por Costa e tem apoio incondicional do PMDB.

O candidato peemedebista disse nesta quarta-feira que o presidente Lula prometeu manter-se neutro na disputa, uma vez que Lacerda integra um partido da base aliada do governo federal. Quintão vai tentar atrair o vice-presidente José Alencar (PR) para a sua campanha, assim como o PC do B e o PDT. (FOLHA)

Apoio do PC do B à candidatura do Quintão


Mesmo sendo um aliado histórico do PT, o PC do B, irá, provavelmente, apoiar o candidato Leonardo Quintão no segundo turno das eleições para prefeito de Belo Horizonte, é o que afirma a reportagem da Folha Online.

O diretório municipal do PC do B é unânime em declarar apoio a Leonardo Quintão (PMDB). Em votação, o placar foi de 22 a 0. Já a direção nacional quer ao menos uma neutralidade para não afetar as relações do chamado "bloquinho" no Congresso, que dá sustentação ao governo Lula.

"Há uma relação privilegiada com o PSB, que é um parceiro muito leal. Mas é preciso respeitar a dinâmica política local. A eleição acabou sendo polarizada com Marcio Lacerda. Mesmo a direção nacional entendeu isso. Por isso, não existe a possibilidade desse alinhamento", disse Jô Moraes, referindo-se aos ataques trocados com o candidato do governador Aécio Neves (PSDB) e do prefeito Fernando Pimentel (PT).

Nos bastidores do PC do B, a tendência é de apoio a Leonardo Quintão. A decisão deve ser anunciada hoje à tarde.

O PC do B também espera que o PRB do vice-presidente José Alencar apóie Quintão. Tanto o peemedebista quanto Lacerda estiveram com Alencar tentando o apoio dele, que, no entanto, deve ficar neutro.


Outro candidato que declarou apoio ao Quintão foi o Jorge Periquito, do PRTB. Ele conseguiu obter 4.769 votos e quer participar ativamente da campanha do peemedebista.

Uma grande lambança foi criada em BH pelo PT. Se o partido tivesse lançado um candidato próprio, com um histórico político de luta em favor das camadas populares e de honestidade, provavelmente teria vencido as eleições já no primeiro turno. Agora vamos ter que engolir um segundo turno entre um poste do Aécio Neves e um candidato populista, com um discurso carregado de sofismas e com algumas propostas claramente feitas para atrair o eleitor, que dificilmente serão cumpridas.

Debate nos EUA


Hoje, um dia após o debate entre os presidenciáveis americanos, foi divulgada uma pesquisa sobre a intenção de voto nos EUA. O resultado representa um recorde nessas eleições. Obama conseguiu uma margem de 11 pontos percentuais sobre McCain. Ele ficou com 52% das intenções de voto contra 41% do seu rival, de acordo com a pesquisa Gallup, que foi realizada entre 5 e 7 de Outubro, com 2747 eleitores. A tendência é que a distância fique maior, tendo como base o seu grande desempenho no debate.

Como não tive a oportunidade de assistir ao debate, vou deixar um resumo feito pela Folha e pelo Portal Vermelho:

Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas de Bush", como a desregulamentação de Wall Street. Já McCain reiterou suas propostas para a crise, como o financiamento de compra de hipotecas de baixa liquidez, e rebateu o ataque, falando pausadamente e sempre se dirigindo diretamente aos eleitores, que estavam sentados no palco e fizeram perguntas aos candidatos.

Para o democrata, a crise ainda deve piorar antes do problema ser resolvido. Mas McCain rebateu afirmando que isso depende de como o problema seria resolvido. O democrata defendeu o corte de impostos e o republicano o corte de gastos do governo.

"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta da noite, feita por um dos 80 eleitores indecisos escolhidos para o evento.

"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama, sobre o plano aprovado pelo governo que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres.

O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.

Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.

O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".

"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas", disse o republicano.

"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.
(FOLHA)

Segundo o diário mexicano La Jornada, foi notável "a sensação de que os debatedores apenas repetiam suas respostas ensaiadas horas a fio, enquanto Roma ardia, em meio ao alvoroço criado pelos bombeiros do sistema financeiro internacional, que faziam soar todos os alarmes sobre o que se perfila como uma enorme recessão global". (VERMELHO)

Nada de América Latina

Durante a segunda parte do debate as perguntas foram centradas na política externa americana. Como fez em ocasiões anteriores, Obama questionou o apoio de McCain à invasão no Iraque e reiterou que os recursos gastos nessa guerra, cerca de US$ 700 bilhões, são agora necessários para serem investidos no "resgate" do sistema financeiro.

Nesse segundo tempo do debate, mais uma vez, a América Latina não existiu. Foram abordados assuntos sobre a Ásia, o Oriente Médio, a África e a Rússia, mas houve somente uma pequena alusão à Venezuela, feita por Obama, em relação à dependência petrolífera em relação a "regimes não amigos".

O tema principal girou ao redor da intervenção americana no mundo. McCain enfatizou sua grande experiência em determinar quando e onde o país intervirá militarmente e afirmou que "os Estados Unidos são a maior força do bem na história do planeta... somos os pacificadores e os mantenedores da paz". Voltou ao ataque, apontado a Obama e declarando que "sobre assuntos militares, ele não entende nada".

Obama respondeu de forma incisiva, segundo o diário americano La Opinión. "É certo que não entendo certas coisas. Não entendo como invadimos um país que não teve nada a ver com o 11 de Setembro, enquanto a al-Qaida continua criando bases no Afeganistão e Paquistão", reiterando que a política externa republicana, de Bush e McCain, foi um rotundo fracasso.

McCain voltou à carga afirmando que "sob Obama, nossas tropas regressarão do Iraque derrotadas. Eu as trarei de volta com a vitória e com a honra", recordando em seguida por vários momentos que seus heróis são Ronald Reagan e Teddy Roosevelt, que tinham como lema o "fale baixo e meta o porrete".

O debate foi concluído com as "mensagens de sempre", segundo o La Jornada. Obama afirmando que a grande pergunta é se vão conseguir recuperar o sonho americano para a próxima geração, "o que, para isso, é preciso uma mudança fundamental", enquanto McCain retornou ao seu mantra "dediquei minha vida inteira a esse país", lembrando também de sua carreira militar, sua experiência e a necessidade de uma "mão firme" no timão do país em tempos difíceis.

Em uma análise das pesquisas realizadas pouco antes do debate, a agência AP calcula que Obama tinha a seu lado ou inclinando-se para ele pelo menos 21 estados, que juntos representam 264 votos no Colégio Eleitoral, enquanto McCain tem 23 estados, mas que representam somente 185 votos (proporcionais aos habitantes de cada um).

Segundo esta análise, isso significa que há somente seis estados com um total de 89 votos que ainda estão indefinidos. Obama precisa de apenas qualquer um deles, ou seis votos a mais, para alcançar ou superar os 270 que representarão o triunfo no Colégio Eleitoral. (VERMELHO)

Serra sanciona lei que cria cadastro para bloquear ligações de telemarketing

O governador José Serra (PSDB) sancionou nesta terça-feira a lei 13.226, que cria o cadastro para bloqueio do recebimento de ligações de telemarketing no Estado de São Paulo. Com a nova medida, quem não deseja receber ligações de empresas de telemarketing ou de estabelecimentos que se utilizem deste serviço deve se cadastrar. Serão beneficiados usuários de telefonia fixa e celular, com DDD do Estado. (FOLHA)

Apesar da grande disputa entre José Serra e Aécio Neves em busca de uma das vagas do PSDB para a candidatura à presidência da república, nosso estimado governador poderia aderir à idéia do carequinha. Iria ser a única medida unânime do mineiro em seu governo. Ele não ia precisar nem de comprar a imprensa para que a notícia se espalhasse de forma positiva.

Homer tenta, mas a máquina...

É dia de eleiçao e Homer Simpson vai votar. Seu candidato é Barack Obama, mas algo estranho acontece com a máquina...

Quintão X Lacerda (parte 2)

O candidato à Prefeitura de BH, Leonardo Quintão, afirma que não é populista e alfineta Marcio Lacerda: “Ele não é nada”

O candidato à Prefeitura de Belo Horizonte, Leonardo Quintão (PMDB), disse neste domingo (5) que não admitirá ter a sua candidatura considerada de “direita”. “Sou um candidato popular, não populista”, definiu. O peemedebista foi para o segundo turno do pleito, como já havia previsto o Novojornal durante a semana.

Quintão fez críticas ao candidato Marcio Lacerda (PSB). “O candidato Lacerda não é nada. Ele não participou de nada, ficou em reuniões de campanha e em gravações de programas eleitorais. Ele fala que fez 150 reuniões. Eu fiz 639 reuniões com a população. A diferença é essa. Cabe ao eleitor decidir. E o eleitor já decidiu pela candidatura popular. Mas eu respeito ele, porque tem pouca experiência política", declarou.

Quintão ressaltou que pretende atrair o apoio de Jô Moraes (PCdoB) neste segundo turno: "Vamos conversar com o PCdoB, certamente. Não há ainda nenhum acordo. Temos uma amizade. A Jô foi vereadora comigo, deputada estadual, deputada federal. Nós vamos conversar com a Jô".


Pois bem. Após a divulgação dos resultados das eleições municipais de Belo Horizonte, é hora de correr atrás dos apoios para o segundo turno. Em conversas informais, fiquei sabendo que, se Jô fosse pro segundo round, Quintão a apoiaria - e vice-versa. Mas, em entrevista dada à Rádio Itatiaia ontem à noite, Jô, ao saber que não estaria no segundo turno, disse que a hora agora é de conversar...

"Pode acontecer tudo. Inclusive nada."
Essa foi a frase que Jô Moraes utilizou. Ela se reunirá com a executiva do PCdoB e lideranças do PT e do PMDB. Em consonância com o que ela defendeu até agora, é melhor que ela apóie o PMDB. Ou que se ausente. Porque, se no andar da carruagem a Jô apoiar o Lacerda, eu paro imediatamente de apoiar toda e qualquer atitude da comunista!

E quem achava que seria fácil...

É, parece que o bicho pegou pro candidato da aliança. Nem o mais otimista dos peemedebistas previa uma vantagem tão apertada de Lacerda sobre Quintão, quase um empate técnico. E agora três fatores importantíssimos entram em cena: a igualdade entre os tempos de propaganda televisiva no segundo turno, o apoio que o candidato do PMDB deve receber de Jô Moraes e Sérgio Miranda (que somados tiveram quase 12% dos votos totais desse primeiro turno) e a enorme rejeição que o afilhado de Aécio adquiriu nessa reta final de campanha.

O que parecia fácil ficou difícil, e o debate promete esquentar.

Eleições nos EUA

Dados sobre as eleições americanas para presidente, de acordo com o site RCP:

Polling Data

PollDate Sample Obama (D)McCain (R)Spread
RCP Average09/26 - 10/03 -- 49.3 43.4 Obama +5.9
Gallup Tracking10/01 - 10/03 2703 RV 50 42
Obama +8
Rasmussen Tracking10/01 - 10/03 3000 LV 51 45 Obama +6
Hotline/FD Tracking10/01 - 10/03 915 LV 48 41 Obama +7
GW/Battleground Tracking09/29 - 10/02 800 LV 49 46 Obama +3
Marist09/28 - 09/30 943 LV 49 44 Obama +5
CBS News09/27 - 09/30 769 LV 50 41 Obama +9
Associated Press/GfK09/27 - 09/30 808 LV 48 41 Obama +7
ABC News/Wash Post09/27 - 09/29 916 LV 50 46 Obama +4
Pew Research09/27 - 09/29 1181 LV 49 43 Obama +6
Ipsos/McClatchy09/26 - 09/29 1007 RV 48 45 Obama +3
Time09/26 - 09/29 1133 LV 50 43 Obama +7

See All General Election: McCain vs. Obama Polling Data




Faltam um mês para as eleições americanas e John McCain está há 5.9 pontos de Obama nas pesquisas. O site internet RealClearPolitics fez uma média de várias pesquisas do país e chegou a esse número.

Como dito anteriormente, não acredito que o Obama seja o candidato ideal para a presidência americana, contudo, pelo menos em suas campanhas, está defendendo um governo com preocupações sociais maiores, com integração cultural, reconhecimento da importância dos imigrantes, respeito às diferenças, preocupação ambiental.

O John McCain é extremamente preconceituoso, homofóbico, capitalista. Representa um futuro governo de continuidade. Vai manter as tropas americanas no Iraque e continuar a perseguir os países taxados como do eixo do mal.

Apesar de possuir ideias bem conservadoras, como a possibilidade de invadir o Paquistão caso haja comprovação da presença do Osama Bin Laden no território e o uso do boicote econômico à Cuba como arma política, Obama pode representar uma alternativa à política ofensiva americana praticada nos últimos governo republicanos.

Já começaram as campanhas para as eleições de 2010

Aécio Neves manobrou em duas frentes: em Minas Gerais, para lançar o esboço daquilo que chama de Pós-Lula; fora de Minas, para sabotar as pretensões presidenciais de seu colega tucano José Serra. Tão empenhado, não hesitou em adotar políticas diferentes para o seu partido. Dentro do Estado, abandonou o PSDB à própria sorte, alienou os parceiros tucanos no cenário nacional e namorou o maior rival. Em Belo Horizonte, 12 siglas integram a coalizão aecista (inclusive o PT), mas não o DEM --o "poste" Márcio Lacerda (PSB) poderá se eleger no domingo. Em outras grandes cidades (Betim, Uberlândia, Montes Claros, Santa Luzia, Ipatinga, Ribeirão das Neves), o PSDB não está nem no páreo --PMDB e PT deverão colher mais vitórias. Fora do Estado, o governador fez o que pôde para agradar os caciques tucanos, de Tasso Jereissati a Geraldo Alckmin, desde que antipáticos ao serrismo. O prefeito Fernando Pimentel comprou briga dentro do PT ao bancar o pacto com Aécio na capital, mas fortaleceu-se para o governo em 2010 --se os petistas negarem legenda, sempre haverá o PSB para chamar de seu. (MELCHIADES FILHO - diretor-executivo da Folha de S.Paulo, em Brasília)

Pelo visto, vamos ter que aturar a aliança Pimentécio por muito tempo...

O Irã no Conselho de Segurança da ONU?

O presidente da Assembléia Geral da ONU, o nicaragüense Miguel D'Decoto, defendeu nesta sexta-feira o direito do Irã de pleitear um posto no Conselho de Segurança, apesar de Teerã ser alvo de sanções por parte da organização multilateral.

(...)

O Irã concorre com o Japão pelo posto asiático no Conselho de Segurança que a Indonésia deixará vago no ano que vem.
O Conselho de Segurança possui, atualmente, cinco membros permanentes, com poder de veto. São eles Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos --todos considerados os vencedores da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Dez membros não-permanentes são eleitos regionalmente para um período de dois anos. O conselho tem crescido desde que a ONU foi criada, em 1945. (Folha)

Porque tentar impedir o Irã de participar do Conselho de Segurança?

O Reino Unido, que matou milhares de pessoas em suas incursões colonialistas na África e na Ásia; A China, que não respeita os direitos humanos em seu território; a França, que foi sanguinária no período napoleônico e discrimina imigrantes em suas leis; A Rússia, que intervém militarmente até hoje nos países da ex-URSS; e os EUA, que torturam presos em Guantánamo; são membros do CS.

Qual é o principal motivo para que o Irã seja proibido de utilizar um Direito legítimo que possui? Afirmam que a República Islâmica está desenvolvendo um projeto nuclear visando construir armas de destruição em massa. O problema é que não possuem provas concretas. Não existe crime sem que o agente tenha praticado a ação ou a omissão tipificada em lei. O país não produziu armas até hoje. Não existem nem indícios que comprovam a fabricação de artefatos nucleares na região.


A maior preocupação americana ao tentar derrubar o Irã politicamente é de aumentar a influencia que tem no Oriente Médio. Tal região é muito estratégica para os EUA, haja vista a grande quantidade de petróleo que possui. Desde a queda do ditador Xá Reza Pahlevi, o Irã passou a praticar uma política contrária à influencia americana local. Com a derrubada do regime de Saddam Hussein, a força iraniana aumentou ainda mais, uma vez que perdeu um concorrente à altura. O grande medo americano é que com o Iraque decadente, o Irã consiga aumentar a influência xiita nesse país, fazendo com que tenha mais um forte aliado na região. Outra preocupação americana é com o fato de o Irã estar conseguindo dominar a tecnologia nuclear. Tal energia é considerada por especialistas como a energia mais rentável do futuro.

Fimose não é doença do trabalho


O Blog é sobre política, mas recomendo a leitura deste artigo publicado no "Jus Navigandi". É muito engraçado.

Um trabalhador ajuizou reclamação contra a empresa de logística da qual foi demitido, requerendo, além de diferenças salariais, uma indenização em virtude de doença supostamente adquirida no trabalho.

Nada de mais, se a doença em questão não fosse fimose.

Para colocar o ex-empregador no pau, o reclamante alegou que o seu trabalho teria agravado a fimose e causado problemas nos joelhos. Disse que trabalhava como conferente de mercadorias, carregando objetos pesados. Em razão de se encontrar impossibilitado de retornar ao trabalho, pediu indenização de R$ 3.000,00.

O juiz do Trabalho não se comoveu com as alegações:

No tocante à doença, é evidente que fimose não tem qualquer relação com o trabalho, jamais podendo ser caracterizada como doença ocupacional. Sabe-se que fimose é a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de expor a glande do pênis em razão de o prepúcio ter um anel muito estreito. Como ninguém deve deixar o pênis exposto no trabalho, não pode haver relação entre o citado membro e o labor desempenhado na empresa. Aliás, chega às raias do absurdo a alegação do reclamante. Uma coisa temos que reconhecer: é preciso muita coragem para ajuizar uma ação desse tipo. (…) Impossível alegar que o problema no membro atingido pudesse provocar perda ou redução da capacidade para o trabalho, já que o “dito cujo” não deve ser usado no ambiente de trabalho. (…) Sendo impossível alegar qualquer relação de causalidade do problema sofrido pelo autor, que aliás já foi solucionado conforme declarado em seu depoimento pessoal, e também não restando provado o alegado problema nos joelhos, indefero o pedido de “indenização por demissão sem justa causa de empregado doente”.

O juiz também indeferiu os demais pedidos, fazendo referência literal a alguns erros de português existentes na petição inicial:

Não foram demonstradas diferenças salariais por “reposisão (sic) salarial”, ou seja, “por exercer funsão (sic) superior a espesifica (sic) no contrato” (fl. 07).

Por fim, o juiz deixou de condenar o reclamante nas penas por litigância de má-fé, justificando que, em virtude do glande grande sofrimento do autor, isso não atenderia aos fins prepúcios precípuos da Vara.

Original disponível para download

Quem sabe se fossem hemorróidas…

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 8)

É a minha última manifestação antes das eleições. Hei de me calar para que não haja interferência no "processo" "democrático". Porque, vocês sabem, o processo é lento...

Como considerações finais, depois de tanto post para evitar a eleição do Lacerda - haja vista que eu não estou sozinho nessa campanha -, fica a certeza de que haverá segundo turno. Eu creio nisso por dois motivos:

Primeiro: por mais que Aécio e Pimentel tenham apadrinhado o Márcio Lacerda, a cidade não conhece esse sujeito. E, como vocês bem sabem, mineiro é um bicho deveras desconfiado... Eu sou mineiro, sei cumé.

Segundo: o percentual de indecisos, segundo a última pesquisa do DataFolha, é de 8% - sendo que o candidato do Pimentécio tem 45% e a soma dos outros candidatos é de 40%. Votos brancos ou nulos totalizam 7%.


É isso. E vamos às urnas. Sem votar no Márcio Lacerda, com certeza! Podem votar em quaisquer outros candidatos, mas nele não. Eu não creio que ele merece meu voto. Nem o seu, nem de ninguém!

Não deixe Beagá na merda. Não vote no Márcio Lacerda!

FUDEU!

E eis que o meio de campo fica embolado em Belo Horizonte. As pesquisas oficiais, segundo os institutos IBOPE e DATAFOLHA, mostram Lacerda com mais de 40% das intenções de voto. Porém, pesquisando sobre isso e recebendo e-mails, parece que não é beeeeem assim.

Segue uma reportagem do NOVOJORNAL logo abaixo. E o pau quebra, e o circo pega fogo. Só falta o palhaço se f...


A rejeição de Marcio Lacerda, escondida em todas as pesquisas divulgadas, deverá ser o principal fator do segundo turno


Embolou a eleição em BH!
Depois da constatação através do cruzamento de diversas pesquisas encomendadas pela assessoria do candidato a prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda para orientação na reta final da campanha, o pânico tomou conta de sua candidatura.

Frente a este novo quadro, a três dias da eleição, a estratégia terá que ser modificada, assim como as peças de sua campanha para o dia da eleição.

Tudo porque o percentual de indecisos era bem superior que o apresentado nas pesquisas registradas no TRE-MG. Segundo técnicos da área, os indecisos seriam eleitores que omitiam seu voto com receio de represálias.

Sociólogos consultados pelo Novojornal para explicar este fato informaram que possivelmente quase a totalidade destes “indecisos” seriam funcionários públicos estaduais e municipais. Desta forma, como dito, receosos de declararem seu voto.

O voto em branco, tido como voto de protesto, migrou para Leonardo Quintão através do conhecido voto útil, tendo em vista que seu crescimento nas pesquisas apontaria a possibilidade de segundo turno.

A grande insatisfação entre os que votariam em branco e migraram para Quintão está na participação ostensiva do governador de Minas e do prefeito de Belo Horizonte na campanha de Lacerda, além do enorme gasto financeiro.

A rejeição de Lacerda é enorme e a do governador e do prefeito, embora tida como pequena, existe, afirmam os mesmos.

Depois do cruzamento das pesquisas, constatou-se que mais da metade dos “indecisos” são eleitores de Jô, o restante de Quintão e Sérgio Miranda.

Este cenário, somado a uma queda de quase 11% de Lacerda ocorrida e omitida desde a primeira pesquisa divulgada e um crescimento de 6% de Jô, ocorridos nestas mesmas pesquisas, levaria o candidato apoiado pelo prefeito e pelo governador para o segundo turno.

Estes sociólogos prevêem que a movimentação de votos neste caso chegaria a 30% do total dos votos válidos.

Segundo os mesmos, tudo pode ocorrer diante desta situação.

Importante informar que, nos termos da lei, estas pesquisas não podem ser consideradas oficiais nem eleitorais, uma vez que não foram registradas no TRE-MG. (Em obediência ao Artigo 15, da Resolução nº. 22.623, instrução nº. 112 - CLASSE 12ª- Distrito Federal, que dispõe sobre pesquisas eleitorais - Eleições de 2008.)

Desta forma, trata-se apenas de uma análise feita por especialistas e que se encontravam escondidas a sete chaves pela assessoria de Marcio Lacerda.

Neste cenário, Quintão teria algo em torno de 29%, Jô 26% e Lacerda 30%, Sérgio Miranda 8%, Gustavo Valadares 3%, Vanessa Portugal 1.5% e os demais menos de 1% cada.

Como a margem de erro é de 4%, existiria um empate técnico entre os três candidatos com maior percentual na pesquisa.

Agora é esperar para ver o resultado da eleição.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 7)

Ora, ora, ora... Se há muito sabemos da relação entre Márcio Lacerda e Mensalão, estamos sabendo de mais uma laranjada!

Roberto de Carvalho, o candidato a vice na chapa do Pimentécio, também tem rabo preso. Veja só:

A estar correto o relatório da Polícia Federal, o que impressiona é o ecumenismo. Se vocês abrirem o documento, nas páginas 14 e 15, encontra-se a relação dos candidatos (159) e dos partidos (17) que teriam recebido recursos do grupo. Estampar a imagem do governador Aécio Neves como “envolvido” (palavra amplíssima) no esquema criminoso é forçar a barra. O nome dele nem sequer é citado pelo delegado Zampronha. Está entre os 14 candidatos tucanos que teriam recebido recursos para a campanha: no caso, R$ 110 mil (página 14). Ao todo, 14 candidatos a deputado do PSDB teriam distribuído entre si R$ 647 mil. Outros R$ 75 mil teriam sido divididos entre o PSDB e o PSN. O interessante é que, VEJAM SÓ, OS PETISTAS RECEBERAM AINDA MAIS: 35 pessoas ficaram com R$ 880 mil. Os campeões, no partido de Lula, são Roberto Carvalho (R$ 200 mil), Chico Ferramenta (R$ 145,5 mil), Virgílio Guimarães (R$ 50 mil), Paulo Delgado (R$ 50 mil) e Maria do Carmo (50 mil). Guimarães, dizem os petistas, foi quem apresentou Marcos Valério ao alto comando do partido.

Vide link.


Não acabou não, tem mais:

O nome de Maria do Carmo [Lara, candidata a prefeita de Betim] figura na lista [do mensalão, publicada pelo ISTOÉ semana passada] junto com outros políticos mineiros do PT, tendo sido ela a terceira maior beneficiária do partido. Roberto Carvalho foi o petista com maiores recursos, R$ 200 mil. Chico Ferramenta vem em segundo, com R$ 145 mil e Maria do Carmo, Paulo Delgado e Virgílio Guimarães, os três deputados federais, com R$ 50 mil cada.

A apuração da Polícia Federal se deu a partir de uma lista de Cláudio Mourão, responsável pela distribuição dos recursos e que, na época, respondia pela contabilidade financeira da campanha de Azeredo. A lista foi considerada como autêntica pela Polícia Federal. No total, segundo o relatório da Polícia Federal publicado pela revista, o PT teria recebido R$ 880 mil no esquema de "caixa 2" de Marcos Valério.

A lista mostra que o total dos repasses para a suposta "compra de apoio" à candidatura de Azeredo chegou ao valor de mais de R$ 10 milhões, todos captados de empresas públicas, ligadas ao próprio Governo. Mas pelo relatório da Polícia Federal, divulgado pela revista, o esquema pode ter chegado a R$ 100 milhões, embora oficialmente a campanha de Eduardo Azeredo tenha custado R$ 8,5 milhões.

(OTempo Betim - 25/09/2008. Com certeza, uma tentativa do Vittorio Mediolli de jogar a Maria do Carmo Lara para escanteio. Só que acabou respingando do lado de cá. Nisso que dá jogar merda no ventilador...)

Patrus no interior. Não em BH

Patrus Ananias, em entrevista ao Blog das Eleições do Portal UAI:

O sr. está fora da campanha em Belo Horizonte?
Tenho viajado muito. Passei o fim de semana viajando: Visconde do Rio branco, Ubá, Cataguases, Santos Dumont. Fizemos um belo comício em Juiz de Fora. A campanha da Margarida está lavando a nossa alma petista. E ontem à noite estive com Marília, em Contagem.

Como estão as campanhas do PT no interior?
Comentei isso com Lula: o sentimento que eu tenho nas viagens que fiz por Minas e pelo Brasil - e olha que visitei mais de 50 cidades - é que o PT está vivo e polarizando as eleições. Eu vivi a infância e a adolescência e vi os períodos eleitorais serem polarizados entre o PSD e a UDN, que não colocam no centro a questão dos povos. Ver hoje o PT polarizando e colocando em debate a nossa marca genética, a questão social, é muito bom. A gente soma isso com o momento histórico que o país está vivendo, de redução da pobreza e de redução da desigualdade. Isso também coincide com meus 56 anos, destes a metade dedicada à construção e á consolidação do PT em Minas e no Brasil. Lembro que quando fiz opção pelo PT em 70 não tinha expectativa de que 20 anos depois estaríamos na presidência da república. Estou em paz com a minha alma e certo de que o PT vai continuar cumprindo o seu papel civilizatório.

E a campanha do PT em BH? Qual é a sua avaliação?
Vamos falar de coisas boas. Sobre Belo Horizonte, o que tinha de falar já falei, também nao quero fechar porta para o futuro. Mas neste momento estou me dedicando à campanha onde o PT realmente esteja presente.


últimas notícias das eleições...


•Vanessa Portugal perdeu 40 segundos do tempo de sua propaganda de amanhã por ter atentado contra a honra e a moral do Márcio Lacerda, de acordo com o juiz Marcos Padula.

•O Juiz Marcos Padula também julgou um processo da Jô Moraes. Ele considerou improcedente o questionamento feito pela candidata acusando a aliança PT-PSDB de não respeitar o princípio da fidelidade partidária. O juiz ressaltou que "não consta que tenha ocorrido coligação entre o partido do representado e o partido do governador. Portanto, não houve infringência do representado [...], não havendo que se falar em desrespeito à fidelidade partidária."

O Ministério Público Federal propôs uma ação contra o Aécio Neves, Fernando Pimentel e Márcio Lacerda por abuso de poder, de autoridade e de poder econômico. A MPE pediu a suspensão imediata da propaganda eleitoral de Lacerda por meio de uma liminar. A Justiça eleitoral não acolheu o pedido e deu um prazo para que os políticos se defendam.

A Victor

Víctor Lidio Jara Martínez (Chillán, 28 de setembro de 1932 — 16 de setembro de 1973) foi um músico, compositor, cantor e diretor de teatro chileno.

Nascido numa familia de camponeses, tornou-se referência internacional da canção revolucionária. Foi assassinado barbaramente em 16 de setembro de 1973, em Santiago, capital do Chile, nos primeiros dias de repressão que se seguiram ao golpe de estado de Augusto Pinochet contra o governo do presidente Salvador Allende, ocorrido em 11 de setembro daquele ano.

Lecionava Jornalismo na Universidade do Chile, e participava de reuniões com os professores da Universidade (maioria comunista) e participava assiduamente com o partido da Unidade Popular em protestos e shows beneficentes.

O golpe de estado do general Augusto Pinochet contra o presidente legítimo, Salvador Allende, a 11 de Setembro desse ano, surpreende-o na universidade. É detido junto a outros alunos e professores, conduzido ao Estádio Chile (não confundir com Estádio Nacional de Chile), convertido em campo de concentração, e mantido lá durante vários dias. Há alguma controvérsia sobre as torturas que terá sofrido durante esses dias, antes do seu assassinato a tiros, no dia 16 de Setembro. O certo é que lhe foram cortadas as mãos como parte do "castigo" dos militares ao labor artístico e de conscientização social de Víctor Jara naqueles anos de insubornável compromisso com os sectores mais desfavorecidos do povo chileno, como militante do Partido Comunista. De facto, no momento do seu assassinato era membro do Comité Central das Juventudes Comunistas do Chile.

Nos dias de cativeiro prévios à execução extra-judicial de que foi vítima, escreveu um poema que pôde ser conservado Somos cinco mil

Somos cinco mil / Somos cinco mil
en esta pequeña parte de la ciudad. / nesta pequena parte da cidade.
Somos cinco mil / Somos cinco mil
¿Cuántos seremos en total / Quantos seremos ao todo
en las ciudades y en todo el país? / nas cidades e em todo o país?
Solo aquí / Só aqui
diez mil manos siembran / dez mil mãos semeiam
y hacen andar las fabricas. / e fazem as fábricas andar
¡Cuánta humanidad / Quanta humanidade
con hambre, frío, pánico, dolor, / com fome, frio, pânico, dor,
presión moral, terror y locura! / pressão moral, terror e loucura!

... (continua)

Dois discos gravados por Víctor Jara pouco antes de morrer não foram editados.

Só em 1990 é que a chamada Comissão da Verdade e a Reconciliação determinou que Víctor Jara tinha sido assassinado a tiros no dia 16 de Setembro de 1973 no Estádio Chile, e lançado depois a uns matagais perto da Estrada Sul. Depois, foi levado à câmara mortuária e identificado mais tarde pela mulher. Os seus restos descansam no Cemitério Geral de Santiago do Chile.
Túmulo de Víctor Jara, no Cemitério Geral de Santiago de Chile. Uma legenda diz "Até a vitória..."
Túmulo de Víctor Jara, no Cemitério Geral de Santiago de Chile. Uma legenda diz "Até a vitória..."

Como homenagem, 30 anos depois do Golpe Militar, em Setembro de 2003, o Estadio Chile foi rebatizado com o nome de Víctor Jara.

Fonte: Wikipedia

Pelo seu aniversário de nascimento, uma homenagem ao mártir da esquerda latino-americana.

Eleições 2008 - BH


Pesquisa Ibope publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo" mostra Márcio Lacerda (PSB) na liderança da disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, com 45% das intenções de voto. Lacerda é apoiado pelo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), e pelo prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT).

Em segundo está Leonardo Quintão (PMDB), com 20% das intenções de voto --ele tinha 11% no levantamento anterior. Com esse desempenho, Quintão superou Jô Moraes (PC do B), que tem 13%.

Sérgio Miranda (PDT) tem 3% das intenções de voto. Gustavo Valadares (DEM), Jorge Periquito (PRTB) e Vanessa Portugal (PSTU) aparecem com 1% cada. André (PT do B) e Pepê (PCO) não atingiram 1%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 24 com 1.106 moradores de Belo Horizonte. Foi registrada sob o número 38 - Protocolo nº 69.705/2008 na 26ª Zona Eleitoral.(Folha)


E os candidatos da oposição estão tentando...

São ataques como: "Reage BH, acabou o tempo dos coronéis e do voto de cabresto", dito pelo candidato do PDT, Sérgio Miranda. "Eu não tenho padrinho para falar por mim", repete Leonardo Quintão (PMDB) em sua propaganda.
"Aécio e Pimentel não são candidatos."


A deputada federal Jô Moraes diz: "Eu represento o outro lado dessas eleições, o lado do povo que não aceita arranjos pessoais e políticos para eleger um desconhecido". "Estamos em uma situação estranha de terceirização do voto.

Estamos em um momento em que duas lideranças, ao estilo da velha República, decidem indicar, escolher o candidato". "Querem roubar do cidadão de Belo Horizonte o direito de votar". (Jô Moraes)


Jô o questionou sobre pendências judiciais da extinta empresa dele, e Lacerda reagiu. "Ela me colocou uma enxurrada de acusações, baixou o nível aqui do debate", disse, chamando a rival de "leviana".
Jô respondeu. Disse que "perguntar não é baixar o nível" e que isso faz parte do debate. A candidata disse ainda que Lacerda não poderia "imaginar que vai ameaçar pisar no pescoço de alguém que possa fazer uma observação". Lacerda respondeu acusando aliados dos adversários de espalhar acusações apócrifas contra ele, motivo de ter dito na semana passada que pisaria no pescoço dessas pessoas. Mas hoje se desculpou pela frase. (Folha 1 e 2)

Vamos reagir BH! Não devemos aceitar esse candidato imposto de cima para baixo! Ainda há tempo para mudanças.

O Impensável Aconteceu

Reproduzo aqui um texto maravilhoso do Boaventura sobre a crise do império, que reforça a opinião cada vez mais evidente que a doutrina neoliberalismo sempre foi voltada apenas para o sul, e nunca para o norte. Grifos meus, ok?

***

O IMPENSÁVEL ACONTECEU


O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.

A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Foi com estas receitas que se "resolveram" as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas
sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.

Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão "soberana" de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.

Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).

Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.

Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.

Zamba del Che

Homenagem ao revolucionário Che Guevara. Música do Victor Jara.

Frase da semana

Eu não quero liberdade de imprensa para falar bem, quero liberdade pra falar a verdade. Quando as pessoas não falarem a verdade, o povo fará seu julgamento.
Lula

Política do Obama para a America Latina


Finalmente saiu o programa do candidato democrata Barack Obama para a América Latina. Muito se falava em tais propostas, uma vez que os votos dos latinos americanos serão fundamentais na escolha do presidente americano. Tal documento também trouxe muita euforia já que o governo Bush teve uma política muito ofensiva em relação a alguns países latinos. Ao mesmo tempo em que se mostrou conservador em alguns pontos, o democrata foi bem moderno em outros.


Ele falou sobre liberdade. Ao escrever o capítulo sobre o tema, defendeu uma política visando eliminar as incoerências do seu próprio país, para que, depois disso, possa cobrar compromissos com a liberdade em relação a outros países. Ele quer acabar com as torturas, prisões clandestinas no exterior e detenções indefinidas. Propôs o restabelecimento do Habeas Corpus e o fechamento de Guantánamo.


Obama mostrou suas duas faces em relação a Cuba e à Colômbia. Foi contrário a um acordo de livre comércio entre Washington e Bogotá, apesar de ter defendido o controverso Plano Colômbia. Sobre Havana, propôs a eliminação das restrições de viagens à ilha e a liberação de remessas monetárias, ao mesmo tempo em que utilizou a flexibilização no embargo econômico como uma arma política. Uma promessa interessante do candidato foi a de convidar o presidente venezuelano Hugo Chávez para uma reunião, a fim de resolver as divergências entre os países.


O democrata estabeleceu metas para a educação latina, prometendo colocar em prática os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU). Também citou a intenção de anular totalmente as dívidas que a Bolívia, Guiana, Haiti, Honduras, Paraguai, e Santa Lúcia possuem com o país.


Foram feitas propostas sobre parcerias energéticas. Elas irão promover novos mercados para as tecnologias verdes nos EUA. Obama se mostrou favorável ao comércio de carbono, mas não entrou na questão das indústrias limpas e nem na possibilidade de se mudar o padrão de consumo do país. Não foi falado sobre uma regulação internacional ambiental e tampouco sobre o papel fundamental das indústrias americanas na poluição mundial. O candidato fez uma reflexão bastante interessante sobre a utilização de bicombustíveis de forma a não prejudicar a produção de alimentos.


Um dos pontos mais importantes encontrados nas propostas sobre a America Latina é a imigração. Obama afirmou que vai encontrar uma forma de reconhecer a cidadania adquirida, enfrentando a burocracia existente. Ele é favorável à criação de empregos e desenvolvimento econômico nos países responsáveis pela grande imigração nos EUA, com o intuito de diminuir o fluxo populacional. Ele defende uma maior proteção aos trabalhadores imigrantes em detrimento a uma política segregacionista, que dificulta a emissão de cidadania americana.


Rererências: Diplomatic





A ponte sem rio

O Desenvolvimento


A ponte sem rio.

Altas fachadas de edifício sem nada atrás.

O jardineiro água a grama de plástico.

Escada rolante não conduz a parte alguma.

A autopista nos permite conhecer os lugares que a autopista devastou.

A tela do televisor nos mostra um televisor que contém outro televisor, dentro do qual há um televisor.


Eduardo Galeano

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 6)

Frase do Márcio Lacerda, publicada na revista Veja desta semana:

"O governador e o prefeito só me falaram da candidatura depois que meu nome estava na imprensa havia quinze dias".

...

***"Prefiro não comentar!" (Copélia, 2008.)

Quintão X Lacerda


A cada pesquisa que passa, a candidata Jô Moraes (PCdoB) está perdendo terreno para o Leonardo Quintão (PMDB). O candidato já possui 17% das intenções de voto e está a 24 pontos do primeiro colocado. É difícil especular a principal causa do crescimento do Quintão. O candidato afirmou à Folha Online que seu crescimento se deve à grande exposição do Pimentel e do Aécio Neves na candidatura do Lacerda, cansando um pouco o eleitor. Diferentemente do candidato do PSB, Quintão assumiu o comando do seu programa político, deixando de lado os apresentares e locutores.


Eu acredito que o Leonardo Quintão, por desafiar mais o candidato da situação, por não se mostrar tão omisso, está ganhando a simpatia do eleitor que rejeita a aliança. Jô Moraes, que começou as eleições como forte candidata à prefeitura, está se mostrando despreparada para uma briga direta pelo cargo. Como disse anteriormente, creio que, ao focar numa pseudo-aliança com o governo Federal e ao tentar desvincular a imagem do Márcio Lacerda ao do governador Aécio Neves, a candidata está perdendo espaço entre o eleitorado mais crítico.


Não quero, de maneira alguma, incentivar o eleitor a votar no Quintão. Eu não votaria nele, haja vista que não concordo com sua ideologia política. Ele é um grande aliado do governador Aécio Neves e está, ao atacar a campanha do Lacerda, apenas defendendo seus interesses políticos. Eu quero apenas mostrar como gostaria que a Jô Moraes agisse em relação a essa vergonhosa aliança. Infelizmente, não creio que a socialista vá mudar o foco de sua campanha.

O Lacerda também fez biquinho


Márcio Lacerda (na foto acima) está incomodado com o tema mensalão. A mensagens publicadas na internet estão deixando o mensalei...ops...político irritado.

Em entrevista ao jornal "Hoje em Dia", ao explicar que foi inocentado pela Polícia Federal, Lacerda criticou a imprensa por "acusar, julgar e condenar" e depois "não divulgar" quando alguém é inocentado.


Lacerda prometeu processar quem espalha "acusações malucas" na internet e disse que iria além contra os que espalham "cartazes apócrifos" contra ele. (folha)


O "Pedreira na vidraça" que se cuide. Se o filhote do Aécio com o Pimentel for um bom discípulo, veremos nosso humilde blog fechar as portas nos próximos dias.

Sobre Márcio Lacerda, candidato da "Aliança" (parte 5)

O caldo está ficando cada vez mais grosso. Agora, temos mais gente do nosso lado. Acabo de receber mais um link de contestação à figura do digníssimo elemento. Segue abaixo:



Em tempo: divulgando mais um mail que recebi falando do gajo. "E se o Lacerda tem a TV, nós temos a internet!"


Entrevista desmascara o Lacerda que BH desconhece

A candidatura do empresário Marcio Lacerda surgiu após um acerto entre o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Segundo informações que circulam nos bastidores da política mineira, Aécio teria prometido a Pimentel apoio político para a eleição ao governo mineiro em 2010 em troca de uma aliança conjunta entre PT e PSDB para a disputa da prefeitura de BH. Para viabilizar a aliança, precisavam de um candidato "neutro", que não fosse tucano nem petista. Assim, chegou-se ao nome de Lacerda, do PSB, então secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Aécio.

Mesmo com a suposta "neutralidade", a candidatura foi rechaçada por setores importantes do PT. Lideranças nacionais como os ministros Luiz Dulci e Patrus Ananias reprovaram a aliança e um grupo de petistas lançou um manifesto no qual afirmam que o acordo pessoal de Aécio e Pimentel, "joga com a história do PT, e favorece a curto, médio e longo prazo apenas os interesses da Direita".

Perfil desconhecido
O empresário era, até então, um desconhecido da população de Belo Horizonte. A maioria dos eleitores de BH só tomou conhecimento da existência da candidatura de Lacerda quando começou o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, onde Lacerda ocupa um verdadeiro latifúndio de tempo (11 minutos e 48 segundos). Mesmo assim, nos programas eleitorais, Lacerda é figura secundária, quem aparece mesmo são seus padrinhos políticos: Aécio Neves e Fernando Pimentel. E foi graças a esse compadrio que o nome de Lacerda foi alçado ao primeiro lugar das pesquisas de intenção de voto.

Avesso à participação em debates (ele até o momento não participou de nenhum dos onze debates promovidos na cidade), Lacerda tem exposto suas idéias unicamente nos programas eleitorais de rádio e TV e nas poucas entrevistas que concede à imprensa local.

A última delas, dada ao jornal '"Hoje em Dia" e publicada neste domingo (21) contribui para revelar traços preocupantes do perfil do empresário, sobre quem a cidade ainda sabe pouco.

"Pisar no pescoço"
A entrevista é reveladora já a partir do título, que destaca uma frase de Lacerda na qual ele afirma: "Não vou perder por falta de dinheiro". A afirmação se explica pelo fato de Lacerda ser o mais rico dos candidatos a disputar a prefeitura de uma capital, com um patrimônio declarado de R$ 55 milhões. Mas não foi esta a declaração que realmente revela o caráter do candidato. Em vários pontos da entrevista, Lacerda mostra-se apegado a idéias conservadoras e revela um temperamento pouco equilibrado para quem pretende administrar uma capital-metrópole como Belo Horizonte.

Perguntado sobre as críticas que vem recebendo na campanha, Lacerda foi agressivo na resposta e disse que "queria encontrar um cara que espalha calúnia para pisar no pescoço dele assim, em flagrante." Em outro trecho da entrevista, Lacerda avisa que as pessoas que estão o criticando pela internet vão responder por calúnia e difamação. "Vou até o fim da minha vida fazendo essa pessoa me pagar 200 salários-mínimos de indenização", ameaçou o empresário.

Lacerda também revelou desprezo pelo debate de idéias. Questionado sobre sua ausência nos debates realizados em universidades e escolas, ele disse que nesse tipo de debate "você não ganha nenhum voto e corre o risco, em função de algum tumulto criado, de alguma agressão de claques, você vir a perder votos".

Eugenia
Mas a afirmação mais polêmica é sem dúvida a que relaciona criminalidade com a origem genética dos criminosos. "Crime é como uma carreira. Muita gente vai para o crime para consumir. Agora, tem gente aí nesse bolo que é irrecuperável, seja por genética ou por trauma, alguns vão passar o resto da vida neste caminho", disse Lacerda na entrevista. A declaração faz lembrar as idéias do movimento eugenista.

A eugenia está na base da concepção racista. Defende que há pessoas geneticamente melhores que outras e que as de "sangue ruim" já nascem com desvios de caráter, defeituosas e incapacitadas.

Fonte: Jornal '"Hoje em Dia" publicado domingo, 21 de setembro de 2008 - link aqui.

As eleições e o dinheiro.

Vivemos numa sociedade dita democrática, a qual, em tese, não existe desigualdades perante a lei. Pobres e ricos possuem os mesmos direitos. Direitos de votar, de possuir propriedade, de ir à escola, de ter moradia. Possuímos a defesa de nossa dignidade, honra, integridade física e etc. Nos é passado que a justiça é cega, ou seja, não tem olhos para a posição social em que a pessoa está inserida. Julga, de forma justa, cada caso, independente de quem está sendo julgado. Saindo desse conto de fadas e indo para o mundo real, vemos que quem detém os meios de produção está no comando. A política é feita para defender interesses de uma classe minoritária dominante. Quando se criam leis (como as trabalhistas, por exemplo) favoráveis à classe pobre, muitas das vezes, tais normas foram feitas com o intuito de acalmar uma parcela da população que é diariamente reprimida. Os capitalistas fazem concessões a fim de frearem a força revolucionária existente numa população que vive no limite.

Como não poderia ser diferente, as eleições de Belo Horizonte demonstram o poder do capital em nossa sociedade. O candidato Márcio Lacerda, que ironicamente é de um partido socialista, é o mais poderoso dos concorrentes ao cargo de prefeito de BH. Ele possui maciço apoio da elite belorizontina, além de possuir grande verba pessoal para gastar com sua campanha. Lacerda também possui apoio de dois expoentes da política do Estado, Aécio Neves (PSDB) e do Pimentel (PT). O que faz com que sua campanha seja alavancada ainda mais.


Uma pesquisa feita pelo Ibope e pela Datafolha mostra o poder do tempo na televisão (e, implicitamente, do dinheiro) numa campanha política. Confira:



Se repararem bem, verão que partidos como PT, PSDB, DEM, PMDB, PSB, são os que estão liderando essa lista. Tais partidos são os mais ricos do país e os que recebem mais investimento de empresários. Esse fato é uma das comprovações que nossas eleições são movidas pelo dinheiro e que nossa democracia não passa de uma ditadura do capital.