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Eleições nos EUA

Dados sobre as eleições americanas para presidente, de acordo com o site RCP:

Polling Data

PollDate Sample Obama (D)McCain (R)Spread
RCP Average09/26 - 10/03 -- 49.3 43.4 Obama +5.9
Gallup Tracking10/01 - 10/03 2703 RV 50 42
Obama +8
Rasmussen Tracking10/01 - 10/03 3000 LV 51 45 Obama +6
Hotline/FD Tracking10/01 - 10/03 915 LV 48 41 Obama +7
GW/Battleground Tracking09/29 - 10/02 800 LV 49 46 Obama +3
Marist09/28 - 09/30 943 LV 49 44 Obama +5
CBS News09/27 - 09/30 769 LV 50 41 Obama +9
Associated Press/GfK09/27 - 09/30 808 LV 48 41 Obama +7
ABC News/Wash Post09/27 - 09/29 916 LV 50 46 Obama +4
Pew Research09/27 - 09/29 1181 LV 49 43 Obama +6
Ipsos/McClatchy09/26 - 09/29 1007 RV 48 45 Obama +3
Time09/26 - 09/29 1133 LV 50 43 Obama +7

See All General Election: McCain vs. Obama Polling Data




Faltam um mês para as eleições americanas e John McCain está há 5.9 pontos de Obama nas pesquisas. O site internet RealClearPolitics fez uma média de várias pesquisas do país e chegou a esse número.

Como dito anteriormente, não acredito que o Obama seja o candidato ideal para a presidência americana, contudo, pelo menos em suas campanhas, está defendendo um governo com preocupações sociais maiores, com integração cultural, reconhecimento da importância dos imigrantes, respeito às diferenças, preocupação ambiental.

O John McCain é extremamente preconceituoso, homofóbico, capitalista. Representa um futuro governo de continuidade. Vai manter as tropas americanas no Iraque e continuar a perseguir os países taxados como do eixo do mal.

Apesar de possuir ideias bem conservadoras, como a possibilidade de invadir o Paquistão caso haja comprovação da presença do Osama Bin Laden no território e o uso do boicote econômico à Cuba como arma política, Obama pode representar uma alternativa à política ofensiva americana praticada nos últimos governo republicanos.

Política do Obama para a America Latina


Finalmente saiu o programa do candidato democrata Barack Obama para a América Latina. Muito se falava em tais propostas, uma vez que os votos dos latinos americanos serão fundamentais na escolha do presidente americano. Tal documento também trouxe muita euforia já que o governo Bush teve uma política muito ofensiva em relação a alguns países latinos. Ao mesmo tempo em que se mostrou conservador em alguns pontos, o democrata foi bem moderno em outros.


Ele falou sobre liberdade. Ao escrever o capítulo sobre o tema, defendeu uma política visando eliminar as incoerências do seu próprio país, para que, depois disso, possa cobrar compromissos com a liberdade em relação a outros países. Ele quer acabar com as torturas, prisões clandestinas no exterior e detenções indefinidas. Propôs o restabelecimento do Habeas Corpus e o fechamento de Guantánamo.


Obama mostrou suas duas faces em relação a Cuba e à Colômbia. Foi contrário a um acordo de livre comércio entre Washington e Bogotá, apesar de ter defendido o controverso Plano Colômbia. Sobre Havana, propôs a eliminação das restrições de viagens à ilha e a liberação de remessas monetárias, ao mesmo tempo em que utilizou a flexibilização no embargo econômico como uma arma política. Uma promessa interessante do candidato foi a de convidar o presidente venezuelano Hugo Chávez para uma reunião, a fim de resolver as divergências entre os países.


O democrata estabeleceu metas para a educação latina, prometendo colocar em prática os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU). Também citou a intenção de anular totalmente as dívidas que a Bolívia, Guiana, Haiti, Honduras, Paraguai, e Santa Lúcia possuem com o país.


Foram feitas propostas sobre parcerias energéticas. Elas irão promover novos mercados para as tecnologias verdes nos EUA. Obama se mostrou favorável ao comércio de carbono, mas não entrou na questão das indústrias limpas e nem na possibilidade de se mudar o padrão de consumo do país. Não foi falado sobre uma regulação internacional ambiental e tampouco sobre o papel fundamental das indústrias americanas na poluição mundial. O candidato fez uma reflexão bastante interessante sobre a utilização de bicombustíveis de forma a não prejudicar a produção de alimentos.


Um dos pontos mais importantes encontrados nas propostas sobre a America Latina é a imigração. Obama afirmou que vai encontrar uma forma de reconhecer a cidadania adquirida, enfrentando a burocracia existente. Ele é favorável à criação de empregos e desenvolvimento econômico nos países responsáveis pela grande imigração nos EUA, com o intuito de diminuir o fluxo populacional. Ele defende uma maior proteção aos trabalhadores imigrantes em detrimento a uma política segregacionista, que dificulta a emissão de cidadania americana.


Rererências: Diplomatic





McCain e o Tibete.


John McCain, candidato da situação para a presidência do EUA, encontrou-se com o líder separatista tibetano Dalai-Lama na última sexta feira com o intuito de promover uma imagem de defensor dos direitos humanos e das minorias. Porém, tal encontro pode ter sido negativo para o político, tendo em vista a reação negativa por parte do governo chinês. A China alega que a questão do Tibete deve ser resolvida internamente. Não é um problema a ser resolvido pelo governo americano.

A China acusa Dalai-Lama de sabotar as Olimpíadas e apoiar atividades separatistas. O governo chinês afirma que o líder foi um dos responsáveis pelos atos terroristas em Lhasa. Fato que foi negado.

Desagradar a China próximo das eleições americanas pode trazer prejuízo para a campanha do republicano. A China é o país responsável por grande parte das exportações dos EUA e possui forte influência em sua economia. Boa parte dos titulas da dívida americana são de propriedade da China. De acordo com o site Finance One, o país é o segundo com mais títulos, com um saldo devedor de US$ 245,1 bilhões (2005), perdendo apenas para o Japão.

Fonte:

http://www.financeone.com.br/noticia.php?lang=br&nid=13239

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=41130

Vantagem para Obama


Barack Obama , candidato a presidência dos EUA pelo partido Democrata, lidera a pesquisa do instituto Gallup contra o seu principal rival, o republicano John McCain, por um diferença de 9% (49% contra 40%). Tal diferença é a maior registrada desde o início da campanha eleitoral. A entrevista foi realizada entre 24 e 26 de julho e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais. A tendência é que essa diferença aumente, visto que os índices econômicos dos EUA e a política externa do atual presidente republicano estão desagradando grande parcela da população. "O que nos preocupa em todo o país agora é a sua incapacidade de pagar o combustível e a comida porque os preços estão subindo de maneira vertiginosa", afirmou Obama, numa entrevista à rede NBC.

Não devemos nos iludir quanto a mudanças substancias na política externa americana, seja qual for o candidato eleito. O governo americano vai continuar com sua política agressiva de intervenção nos países pobres, colocando seus interesses econômicos acima de qualquer coisa. O próprio Obama afirmou que se houvesse provas da atual localização do Osama Bin Laden no Paquistão, ele invadiria o país. Ele também afirmou que, se eleito, vai aumentar o número de tropas americanas no Afeganistão. Independente disso, uma vitória do democrata poderá possibilitar um maior diálogo dos EUA com os países taxados como “Eixo do Mal” e com países latinos considerados inimigos. Já vai ser um grande avanço para a diplomacia mundial.

Leia mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426965.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426822.shtml